Arquivo de Novembro, 2007

A CAMISOLA DO DIA – faixa 5

29 Novembro, 2007

MANINHA

se lembra do futuro que a gente combinou
e era tão criança e ainda sou
querendo acreditar
que o dia vai raiar
só porque uma cantiga anunciou

(de Chico Buarque, na voz de Caetano e Betânia)

CARTA A RIBEIRÃO PRETO

29 Novembro, 2007

O München não é mais o mesmo,
mas eu invento
para ir além.

Empenho as cem gramas do meu ovo
e o lucro é sempre seu?

Veladamente serenos,
naturalmente morenos,
nossos corpos um dia
talvez consigam ser
quem quiséramos.

Mas não tenha medo
não é nosso o destino dos amantes.
Nossa vocação é o escarro tísico,
o ódio em pó,
o vício.

Um dia estaremos tranqüilos
como dois camafeus
pintados pela tua mãe.
Mas hoje,
que sofreguidão…

A CAMISOLA DO DIA – faixa 4

29 Novembro, 2007

A PONTE

Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte

(de Lenine e Lula Queiroga, na voz de Lenine)

O INFERNO FEMININO

29 Novembro, 2007

Esse é o nome do artigo que Clotilde Tavares escreveu sobre meus livros no Jornal A União, da Paraíba. Clotilde é professora universitária (entre muitas outras coisas) e uma pessoa simpaticíssima. Foi uma alegria conhecê-la e uma delícia ler o que ela escreveu a meu respeito.
Ah, e ela é irmã do Bráulio Tavares, outro multiinstrumentista maravilhoso.

A CAMISOLA DO DIA – faixa 3

28 Novembro, 2007

PRIMAVERA

A primavera é quando ninguém mais espera
a primavera é quando não
A primavera é quando do escuro da terra
acende a música da paixão
A primavera é quando ninguém mais espera
e desespera tudo em flor
A primavera é quando ninguém acredita
e ressuscita por amor

(de José Miguel Wisnik, na voz de Wisnik e Ná Ozetti, no maravilhoso Pérolas aos poucos)

tardia explicação: o nome A camisola do dia vem da canção de Herivelto Martins e David Nasser, que a Bethânia canta lindamente.

Amor, eu me lembro ainda
Era linda, muito linda
Um céu azul de organdi
A camisola do dia
Tão transparente e macia
Que eu dei de presente a ti
Tinha rendas de Sevilha
A pequena maravilha
Que o teu corpinho abrigava
E eu era o dono de tudo
Do divino conteúdo
Que a camisola ocultava
A camisola que um dia
Guardou a minha alegria
Desbotou, perdeu a cor
Abandonada no leito
Que nunca mais foi desfeito
Pelas vigílias de amor

ANDREA IN MY HOUSE

27 Novembro, 2007

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A CAMISOLA DO DIA – faixa 2

27 Novembro, 2007

É HOJE

A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa?
Um rei
No meio de uma gente tão modesta

(de Didi e Maestrinho, na voz de Caetano Veloso)

GEMINIANO

27 Novembro, 2007

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(eu tinha certeza)

Full name: James Hugh Calum Laurie.

Birthdate: June 11, 1959

Birthplace: Oxford, Oxforshire, England

Height: 6′ 2 1/2

Eyes: Blue.

Married to: Jo – June 16, 1989

Children: Charlie, Bill, and Rebecca

O FUTURO DO LIVRO

26 Novembro, 2007

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este é o nome de uma antologia que a editora Olhares está lançando com 60 visões sobre o assunto. Eu estou entre elas, e por isso convido vocês para o lançamento dia 28 de novembro, próxima 4a. feira, a partir das 19:30h no piso superior da Livraria da Vila da alameda Lorena. Apareçam para brindarmos o futuro do livro e o nosso próprio.

atualização: acabo de receber o livro em casa e garanto que é o livro mais bonito que eu já tive a honra de participar. Incrível! Um livrão imenso, capa dura, quadrado, cada página com um desenho diferente. Ah, a renda vai para a ong Aprendiz do Futuro. Espero ter tocado seu coração.

A SEGUNDA PAIXÃO

26 Novembro, 2007

É batata. Em novembro eu sempre piro. Deve ser alguma conjunção no céu azul do meu mapa astral, ou pavor de ver o ano acabar, conforme muito bem diagnosticou a Índigo ontem ao me visitar.
Os que acompanham esse blog sabem que foi em novembro do ano passado que eu tive o surto das fotografias. Passei três meses colocando fotos minhas e de toda a minha família no blog. Estão todas lá no doidivana.zip.net. Um belo dia o surto passa e volta a depressão de sempre.

Neste ano a piração da vez é o House. Mas não só.
Minha segunda mania atende pelo nome de ipod. Tô completamente maluca por ele. Tudo que faço, faço com ele no ouvido. Pra onde vou, levo minhas 865 músicas comigo (se eu soubesse teria comprado um maior) e finalmente consigo me sentir em casa no mundo. Qualquer dia vocês me verão andando de camisola pelas ruas.

Como procuro fazer das minhas manias algo com algum proveito e valor estético (como vocês pensam que nascem os escritores?), inauguro hoje a sessão Camisola do dia. A brincadeira é a seguinte: colocarei aqui, todos os dias, uma frase ou uma estrofe da primeira música que tocar no meu ipod, com as devidas referências. Combinado?

Meus discos sempre foram meu maior tesouro. Eu perdi tudo na vida: casa, apartamento, chalé, carro, tudo. A única coisa que não perdi foram meus discos (que depois viraram CDs a agora estão dentro do meu ipod). É só isso que eu quero deixar pra Bebel de herança.

Perdi a conta das fitas que gravei falando do meu amor, do meu ódio, do meu tesão, da minha mágoa e entreguei para as pessoas. Deve haver algumas ainda por aí com algum sobrevivente.

Sempre vi a estética como a única solução possível. Só ela é capaz de transformar nossos vícios e fraquezas em algo bom de se ver, de se ler ou de se ouvir.