Esse ano eu não vou à FLIP. Mas acabo de ler uma notícia que me deixou muito feliz: “A 6a. edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) terá todas as mesas de debates transmitidas ao vivo pela internet em um hotsite criado pela Oi (ainda está em construção). Na página, o internauta vai poder conferir entrevistas com escritores e personalidades que passarem pela Flip, que será realizada de 2 a 6 de julho, em Paraty, no litoral fluminense“. Outra opção é essa. Sem notícias, a gente não fica.
Arquivo de Junho, 2008
FLIP ON LINE
30 Junho, 2008SÃO PEDRO IN MY KITCHEN
30 Junho, 2008mãe e filha a caráter, com Patrícia
Andréa, “essa canjica sai ou não sai”
Saiu!
Adrienne e Marcelino
que faz pose de retirante
Rodrigo Lacerda e sua filha Clara, que mesmo de jeans rasgado parece uma princesinha de conto de fadas
Índigo e Luiz, que agora morre de medo da namorada faixa verde
Fernando Pernambuco
João Batista e Luiz
Dri e Tati, cem anos de imigração japonesa
Alê, que me trouxe uma Wiborowa da Polônia
Bebel antes da wiborowa
Bebel depois da wiborowa
FAIXA VERDE
29 Junho, 2008GUIA DA FOLHA
27 Junho, 2008Muito bom o Guia da Folha que saiu hoje juntamente com o jornal, só sobre livros, CDs, e DVDs. Ele sairá uma vez por mês daqui pra frente.
Um libreto cheio de mini resenhas, opiniões e sugestões escritas por quem entende (Joca, Marcelo Coelho, Cristovão Tezza, Luiz Ruffato, etc) o editor é o Manuel da Costa Pinto. Vale a pena comprar o jornal pra ter esse roteiro de compras para o próximo mês.
ELE VOLTOU!
26 Junho, 2008Amigos, erguei brindes, soai trombetas.
Inimigos, tremei.
O sol se alevanta no horizonte. Há uma nova luz sobre nossas cabeças.
O Joca está com blog de novo!
IVANINHA BY EDINHO
26 Junho, 2008O Edinho, também conhecido como Edson Kumasaka, meu querido amigo e estupendo fotógrafo, me deu um ensaio de presente de aniversário. Vê se não é pra morrer de orgulho de um amigo desse. E de mim também, por que não?
BETH CANAVARRO
25 Junho, 2008A Beth foi minha primeira amiga quando eu mudei pra São Paulo, 1958. Até o final dos anos 60, fomos as melhores amigas uma da outra. Nos 70 começaram os namorados, as definições de carreira e a vida nos separou. Nos encontramos depois disso algumas vezes. A última foi em 1978. A Bebel nem tinha nascido. Outro dia, casualmente, minha irmã a encontrou na rua, trocaram telefone e ontem eu fui visitá-la, depois de trinta anos! Ela continua linda como sempre, mas o mais importante é que, depois de tanto tempo, ainda estamos vivas!
Dona Julieta, mãe da Beth. Parece que ela tem 82?
Por sorte, a Beth tem fotos daqueles tempos. Meus pais tinham um sítio em Caucaia do Alto, para onde íamos todos os fins de semana. Nossa turma era toda de lá. Quem leu meu livro “Eu te darei o céu” conhece esses personagens.
Atrás, a Beth e o Rui (que era a cara do Roberto Carlos. Eu era apaixonada por ele, mas ele era apaixonado pela Beth). Sentada, minha mãe (de blusa listada) e a mãe do Rui, dona Lúcia (de chapéu)
Nesse dia o carro quebrou e nós terminamos a viagem de ônibus. Da esquerda para a direita temos minha mãe, minha irmã, um menino que foi pela primeira vez no sítio, o Márcio (que hoje é o marido da Beth!), o Barcelos e eu.
Carmen, Beth, João, que era lindíssimo (irmão do Rui), minha irmã e eu
Eu, minha prima Magué e a Beth num abacateiro do sítio
A Beth viajava muito comigo. Aqui estamos em Lins, com Joãozinho
Nas férias, ela ia comigo pra Brasília, na kombi do meu pai. Essa foto fui eu que tirei. Não está legal?
A turma do sítio
eu, a Magué, a Maria Inês e a Beth
João e Beth
eu, me achando
Minha irmã, Rui e eu
João, Tuiu (meu irmão) e Rui
João e minha irma
essas fotos são de 1967. Ao som da Nossa canção.
DEPOIS DE CARAS, GLAMURAMA
24 Junho, 2008NO EMBALO DE CARLOS CAREQA
24 Junho, 2008Como já disse anteriormente, eu agora trabalho no Capão Redondo. Ferréz não é mais o único escritor do pedaço. Eu tomava dois ônibus para vir para o trabalho, agora tomo quatro e passo por caminhos nunca dantes imaginado. Na vida tem certas coisas que só nos compete esperar passar. Pra quem agüenta essa joça há dezessete anos, o que são mais quatro? Tenho certeza que, no paraíso, os que foram obrigados a trabalhar num lugar que detestavam terão uma casa com vista pro Cristo. Não conheço sofrimento maior.
E o mais engraçado é que meu sonho não é a aposentadoria.
Meu sonho mesmo é um dia entrar no Departamento de Pessoal,
debruçar-me sobre a mesinha da chefe e cuspir na cara dela: “fecha a minha conta. Tô indo embora”.
Mas voltando ao assunto que me trouxe aqui: no meu aniversário eu ganhei do Edinho o novo disco do Carlos Careqa, Esperando Tom, com versões que ele fez para canções de Tom Waits. Sensacional! Não sai do meu ipod. É a trilha musical perfeita para amenizar as curvas da estrada do Capão Redondo e mostrar que até o não-sentido da vida tem sua beleza e sua poesia.
SOPA DE LETRAS
23 Junho, 2008A Socorro Acioli está fazendo um concurso no seu blog de receitas culinárias que aparecem em textos de literatura. Ela se propõe a fazer as receitas e escolher a melhor. Aceitei o convite. Eu tenho três contos com receitas de comida. Um é esse, que tem uma receita de bobó de camarão. Outro é o que se segue:
RECEITA AMOROSA PARA SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Pouco antes do início da primavera, encontre uma pessoa maravilhosa e viva com ela momentos inesquecíveis. Deixe a paixão descansar por uns meses. Ao final da quaresma, convide os amigos para almoçar. Compre um quilo do melhor bacalhau e deixe de molho por vinte e quatro horas, trocando a água sempre que disso se lembrar. Na sexta-feira santa, acorde cedo. Lave os legumes comprados na véspera: pimentão verde e vermelho, brócolis, cenoura, couve e batata. Corte os pimentões em tiras, as cenouras em rodelas, limpe os brócolis, rasgue a couve em pedaços, corte as batatas em rodelas grossas. Só então coloque o bacalhau na panela. Cubra com água limpa e deixe ferver até que fique macio. Macio mas firme. Ponha-o então sobre a tábua e limpe bem, deixando a carne em grandes lascas. Não jogue fora a água da fervura. Se o telefone tocar, deixe que a secretária atenda. No fundo de uma panela de ferro ou barro, ajeite a metade das batatas, das cenouras, a couve e um pouco do bacalhau. Sobreponha o restante dos legumes e, por cima, o bacalhau. Terminada a montagem, regue tudo com a água reservada da fervura. Tampe a panela e leve ao fogo. Os amigos devem estar chegando. Quando a água evaporar, os legumes devem estar cozidos. Regue o fundo de uma travessa com azeite e coloque cuidadosamente os legumes e o bacalhau. Acrescente ovos cozidos e azeitonas pretas. Sirva com arroz branco bem soltinho e vinho tinto para acompanhar. Depois do almoço, sirva o café, tome um licor e vá descansar. Os amigos já se foram. De passagem pela sala, ligue a secretária eletrônica e ouça o recado da pessoa que você conheceu no começo da primavera e ressuscitou na Páscoa do Senhor. Esqueça o cansaço e vá correndo ao seu encontro. Depois da abstinência da quaresma, chegou o tempo da alegria. Na manhã seguinte, morta de fome, você sentirá saudade do bacalhau, mas já é sábado. Aleluia!
E o terceiro e mais famoso é este:
RECEITA PARA COMER O HOMEM AMADO
Pegue o homem que te maltrata, estenda-o sobre a tábua de bife e comece a sová-lo pelas costas. Depois pique bem picadinho e jogue na gordura quente. Acrescente os olhos e a cebola. Mexa devagar até tudo ficar dourado. A língua, cortada em minúsculos pedaços, deve ser colocada em seguida, assim como as mãos, os pés e o cheiro verde. Quando o refogado exalar o odor dos que ardem no inferno, jogue água fervente até amolecer o coração. Empane o pinto no ovo e na farinha de rosca e sirva como aperitivo. Devore tudo com talher de prata, limpe a boca com guardanapo de linho e arrote com vontade, pra que isso não se repita nunca mais.
Este último, além de estar do meu livro Falo de mulher, também faz parte de uma antologia muito legal organizada pela Edith Elek (ed. Summus, 2006), chamada Céu da Boca, cujos textos fazem essa mesma junção.



























































