Arquivo de Outubro, 2008

AMOR QUASE RECUPERADO

31 Outubro, 2008

Coisas da internet: caio num blog com um trecho de um miniconto cuja autoria era a mim designada. Li, reli, reconheci vagamente mas não lembrei. Será que é um texto apócrifo? Será que eu já estou famosa a este ponto? Coloquei um comentário no blog pedindo que a blogueira fizesse o favor de me dar a fonte de onde ela tirou o tal conto. E ela deu. Ela havia tirado do meu blog antigo, de uma série de mini-contos ilustrados que eu tinha lá. Quando vim para o wordpress, deletei todo o conteúdo do zip.net (sim, eu sou capaz de coisas terrríveis quando saio brigada. Já destruí casas inteiras) e acabei perdendo os minicontos. Perdendo não. Eles devem estar em algum lugar do meu computador. Até me animei a procurá-los e colocá-los aqui. Começo por esse que a Bibi teve a delicadeza de colocar no antigo blog dela (ela tem um novo) na esperança de que ele alivie um pouco a tensão dessa sexta-feira ressaquenta, pré Felipe Massa, pré exame de kung-fu da Bebel, pré-Obama.  

AMOR QUASE

E por não termos tido coragem de chegarmos perto da verdade, nosso amor continua intacto. Um amor quase morto conservado in vitro por toda a eternidade. Um fóssil que ainda respira, mesmo soterrado. Não nos falamos há tanto tempo e ainda ouço você me chamando de algum canto da casa pra ver uma orquídea que brotou, uma gracinha do cachorro ou uma bobagem na televisão. É o seu coração que escuto quando ponho a cabeça no travesseiro e me cubro de silêncio, um silêncio que abafa a casa inteira. É sua a mão que busco quando ouço aquela música no rádio, aquela que procurávamos feito loucos girando o dial por todas as estações quando voltávamos bêbados pra casa, de madrugada, eu ao volante porque você já não podia. E por não termos tido coragem de chegarmos à verdade, nosso amor vive até hoje numa caixa de vidro, faquir que míngua um pouco a cada dia sem nunca morrer. Um amor condenado a ser quase vivo pra sempre por covardia, inaptidão ou mera falta de empenho.

DESCONCERTO

30 Outubro, 2008

Este é o livro que o meu querido amigo Claudinei Vieira, um batalhador da palavra em vários fronts, vai lançar no próximo sábado, a partir das 15 horas, no Sebo do Bac (Satyros 2), com festança se estendendo por toda a Praça Roosevelt até o sol raiar. Desconcerto sai pela Demônio Negro, do não menos querido Vanderlei Mendonça. Bora pras brejas que o Claudinei merece.

DIS-AFTER

29 Outubro, 2008

O penúltimo beijo foi aquele em que eu acreditei que Cida me amaria para sempre.

NO BUSÃO

28 Outubro, 2008

Duas mulheres discutindo o que era mais importante: a saúde ou a educação.
- É claro que é a educação – disse a primeira – Sem ler e escrever, uma pessoa não é ninguém.
- É claro que é a saúde – argumentou a amiga – O que adianta saber ler e escrever se a pessoa tá morta?

Uma adolescente contando pra outra sobre a visita do Felipe Massa na escola dela, ontem.
- Ele é muito gato. Eu agarrei o braço dele com tanta força que ele falou: “calma, menina! Desse jeito eu não vou poder dirigir no domingo”. Daí eu soltei na hora. Já pensou?

EU VOLTEI, VOLTEI PARA FICAR

26 Outubro, 2008

FESTA NO TERRAÇO

26 Outubro, 2008

a canjiquinha mineira

a aniversariante

a mãe da aniversariante, ainda mantendo a compostura

o marido da aniversariante

Nonata, que veio pra nos ajudar

Meu queridíssimo amigo Rodrigo Levino, de Natal, que me deu a alegria da presença

Tati e Rodrigo

Marcelino e Zezé

Adrienne Myrtes, muito chiquinha de Maria Chiquinha

Beto e Ana Laura, sobrinhos queridos

Edinho, concentradíssimo

Felipe Lindoso e Roniwalter chorando sobre a Marta derramada

Fernando e Patrícia

Índigo e Luiz

Luana e Bebel

Bia e Bebel

Meninas

as ninjas

parabéns a você

O coringão de volta à primeira divisão. Este foi o presente que eu dei pra Bebel.

É MENINA!

23 Outubro, 2008

Sem sombra de dúvida, esta foi a melhor notícia que eu recebi nos últimos 30 anos. Quando fiquei grávida, tinha certeza de que teria um menino. Apostava com quem quisesse que o fruto do meu ventre era o Rafael (o pobre do Rafael seria um veado neurótico. Se a Bebel virou uma mulher bichíssima, imagina o que eu não faria com a cabeça do moleque).
A verdade é que eu queria tanto, mas tanto, ter uma menina que, por defesa, passei nove meses me preparando “para o pior”. Então imagine você a alegria que eu fiquei quando o médico disse que era menina. Quase morri do coração ao ver aquela perereca pelada na minha frente. Eu, meu mundo, minha cabeça, meu sexo e todo meu ser nos reconstituíamos naquele instante.
Quando fiz 30 anos (em 1981), a Bebel tinha dois aninhos. Nos embalos de Malu Mulher, eu estava recém-separada, trabalhava na Caixa Econômica Federal, ganhava muito bem, e rodava pelo Bexiga num karmann-ghia vermelho (não, os cabelos ainda não eram vermelhos). Na minha vitrola tocava Querelas do Brasil, Álibi, Aos nossos filhos, Força estranha e todos acreditávamos que “apesar de você, amanhã há de ser outro dia”. Eu deixava a poesia de lado (tinha até livro publicado no gênero) e começava a escrever meus primeiros contos.
Os 30 anos são um marco na vida de qualquer mulher. É quando você percebe que se não correr atrás do prejuizo vai ser tarde demais. Era cedo para eu me tornar quem eu não queria ser.
Pois bem, no próximo dia 26 de outubro, a Bebel faz 30 anos e a minha alegria é ver que ela já chegou onde não chegarei a vida inteira. Mesmo assim, eu melhorei pra caramba. Venho melhorando. Tenho melhorado. Ter encontrado a boneca mais linda do mundo ao lado da minha cama fez de mim a menina mais feliz do planeta. Ela é minha!

NÃO SE ESQUEÇA

22 Outubro, 2008

dia 26 é

CA ÇA BE

na

CA BE ÇA

TESTAMENTO

22 Outubro, 2008

Deixo aqui expresso que, após a minha morte, é meu desejo doar um coração que “já não bate nem apanha”, um pulmão que não inala nicotina nem qualquer outra substância tóxica há quatro anos, dois rins que mijaram direitinho e em abundância a vida inteira, um fígado que, coitado, trabalhou incansavelmente estes anos todos, duas córneas que deram pra enxergar tudo depois de velhas e uma cabeça muito sem juízo, a quem dela precisar. Mas peço, pelo amor de Deus, que NÃO FAÇAM CAMISETA COM O MEU ROSTO PARA O ENTERRO, combinado? Essa moda de uniforme para enterros é abominável. Obrigada.

PIANINHO, PIANINHO

21 Outubro, 2008

Daniel Galera volta a blogar. Renato Parada: lembra que outro dia eu falei que vi uma foto sua e não lembrava onde? Era lá. Foi lá também que encontrei o maravilhoso blog do Rafael Coutinho, quadrinista da pesada. Dora, Avante! linkado aqui ao lado. O Rafa, pra quem não sabe, é filho do Laerte (desculpa, Rafa, mas mãe adora essas coisas)