Quando eu gosto, eu falo. Quando eu não gosto, eu falo também. Hoje eu e Bebel fomos ao Dalva e Dito, do Alex Atalla. Se você é uma pessoa que se liga em restaurante como eu, você deve estar lendo dezenas de matérias sobre ele nos blogs e jornais. Afinal, um Alex Atalla a preço “razoável”. Imagina se eu não iria. Cinco garçons pra te receber. Cada cinza que a Bebel batia, o cinzeiro era trocado. Cada vez que eu sujava a faca num dos patês, eles trocavam a faca. O couvert sem nada demais. A manteiga Aviação era o que havia de mais “diferente”. O resto, uns patezinhos e uma berinjela sem novidade nenhuma. Daí pedimos uma salada de músculo de entrada. A salada que a Bebel faz dá de dez, de mil, na do Atalla. Sem graça e sem tempero. Daí pedimos o tal do frango assado numa máquina especial (só se fala disso em SP) que custou milhões de dólares. Uma televisão de cachorro. A máquina, bem como a cozinha, fica exposta, à vista de todos. De acompanhamento, palmito pupunha também assaz badalado. Gente, vocês não acreditariam. Nada tinha gosto de nada! Tudo bem que a moda agora é “menos é mais”, mas tem uma diferença entre simples e simplório. Comida sem sal, sem tempero, hospital puro. Não é menos nem mais. É bem mais ou menos e olhe lá. Como que alguém que se propõe a fazer comida brasileira, faz comida sem gosto???? O frango do Galinheiro na Vila Madalena é mil vezes melhor. Se ele quer fazer frango de padaria tem que ser pra valer. O mis-en-cene é legal. O frango é destrinchado na mesa, o palmito é aberto na mesa e o prato montado na sua frente, mas e daí? A conta foi o que pagaríamos no AK, no Spot ou no Mestiço. A diferença é que nesses a gente saí rolando de prazer e valorizando cada centavo. Do Dalva e Dito a gente sai sem nada, sem uma memória no paladar. E nem pensa em voltar. Já ouvi o Atalla falar muitas vezes que fazer espuma de roquefort é fácil porque ninguém tem referência pra julgar. O difícil é fazer arroz e feijão, que as pessoas sabem como deve ser. Pois é. Frango assado eu sei como deve ser e não é aquilo. Salada de músculo, idem. Um dia eu espero poder ir ao Dom, onde talvez as coisas sejam diferentes. Será? Marcelo Katsuki se prepare. Na semana que vem iremos ao Na cozinha ver qual é a tua.
1 Fevereiro, 2009 ás 3:42 pm |
Ivana, já que você gosta tanto de restaurantes, sugiro que você venha pra Itu, cidade à 50 minutos de São Paulo, e vá ao “Bar do Alemão” para comer a melhor e mais famosa parmegiana do país. Vale muitíssimo a pena!
1 Fevereiro, 2009 ás 6:48 pm |
Você acha que eu não conheço?????
1 Fevereiro, 2009 ás 8:09 pm |
Oi Ivana,
Eu entendo perfeitamente a sua indignação.
Talvez você devesse publicar o seu protesto como comentários nos sites que promovem este restaurante. Como por exemplo:
1. No “Brazil for Insiders”: braziltraveltips.blogspot.com ;
2. Viajeaqui: viajeaqui.abril.com.br ;
3. Estadao:
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,pode-olhar-este-e-o-dalva-e-dito,304061,0.htm ;
entre outros…
Abracos, Fatima
1 Fevereiro, 2009 ás 11:16 pm |
Fátima, eu só queria saber se essas pessoas (e tantas outras que se derramaram em elogios) gostaram mesmo do que comeram lá. Fico até pensando num jabazinho básico. Será que não rola?
1 Fevereiro, 2009 ás 11:59 pm |
Que ótimo! Maravilhosa, né?
2 Fevereiro, 2009 ás 4:40 am |
Acho que rola sim…
2 Fevereiro, 2009 ás 9:47 am |
Restaurante bom era o da casa de minha mãe, bolinho de carne, bolinho de batata, omelete, fritada bem molhadinha. Minha cara Ivana, isso é que é ‘memória de paladar’ e muita, muita saudade…
2 Fevereiro, 2009 ás 10:13 am |
Armando, eu separo muito bem esses dois departamentos. Se quero comida caseira, vou pro fogão e faço coisas deliciosas pra lembrar da mãe, da avó, da infância perdida, etc. Mas num restaurante, quero comer algo que eu não como na minha casa. Sou daquelas que nunca pedem arroz, salada verde ou batata sauté fora de casa. Legumes grelhados, então, nem se fala.
12 Fevereiro, 2009 ás 5:26 pm |
Adorei o texto, já imaginava que tratava-se de uma picaretagem esse lugar. Alias, conheço um casal de amigos que jantou lá e nao só nao gostaram como passaram mal! Dois dias no banheiro!
Por curiosidade, Qto foi a conta?
12 Fevereiro, 2009 ás 5:33 pm |
Nem gosto de lembrar. Só sei que nunca paguei tão caro por uma salada de músculo e um galeto sem sal.
11 Junho, 2009 ás 12:33 pm |
Olá!!!
Amei de paixão o artigo sobre o Dalva e Dito, que aliás tem tudo a ver com o nome, principalmente o “dito”, já que tão falado, badalado e “dito”, deveria deixar bem “dito” a que veio…
Lembranças de paladar realmente neste caso dentro do restaurante fica dificil, mas, se der uma paradinha na padaria da “esquina” e comprar aquele “franguinho da tv de cachorro” quem sabe…
Olha espero que vc vá, isso é, se já não foi ao D.O.M, pra ver qual é pois, dizem alguns amigos que não tem “dom”, cobra caro pacas e você sai com vontade de parar na primeira pizzaria vagaba, por estar morrendo de fome, mas, como se trata de comentários não vou afirmar nada até ler algo mais substancioso.
Lembrando também que agora o famoso D.O.M conta com a 24ª colocação de melhor restaurante, numa certa publicação.
Vai lá quero ler tudo sobre o que você acha…
11 Junho, 2009 ás 1:16 pm |
Marcelo, infelizmente eu não tenho cacife pra bancar o DOM. Vamos ter que ficar na imaginação.
Abraço