Jamais esquecerei aquele 11 de setembro. Quando acordei, estranhei que Hugo ainda estivesse em casa. Normalmente, ele já teria tomado banho, feito o café e saído para o trabalho. Mas não, ainda estava lá, sentado na sala, de camisa esporte.
- Precisamos conversar – ele disse.
- Fala – respondi com a boca seca.
- Eu estou indo embora.
Sem querer ouvir o resto, levantei-me e fui à cozinha. Debrucei-me sobre a pia com o corpo tremendo. Pensei em pegar uma faca.
- A chave está na mesinha – ele disse lá da sala.
Foi a última vez que ouvi sua voz. Soube depois que, nesse mesmo dia, aconteceu um acidente terrível em Tóquio ou Nova Iorque. Um avião egípcio bateu numa torre e derrubou uma antena de televisão. Não sei direito como foi a tragédia, mas duvido que tenha sido pior do que a minha.
(conto publicado no meu livro Ao homem que não me quis)
11 Setembro, 2010 ás 3:50 pm |
Bonito- forte e intenso.
Abs Laura
11 Setembro, 2010 ás 1:00 pm |
Querida Doidivana,
seu trabalho literário é de extrema qualidade! parabéns!
Tomamos a liberdade e já postamos no nosso blog: http://www.clubegeo.blogspot.com.
Seja uma das nossas seguidoras. Ficarem,os deveras satisfeitos.
Abraços Cuiabanos!
Antônio Padilha de Carvalho – Presidente do CLUBE GEO
5 Maio, 2009 ás 3:18 pm |
Sempre venho aqui ler as coisas que escreve. Adoro esse jeito!
Sempre leio, apenas, porque comentar por comentar, dizer bobagens ou o óbvio, não!
Mas dessa vez foi diferente. Não que tenha algo inteligente pra dizer, exceto que me deu uma vontade doida de ler esse livro!
Beijo grande!
5 Maio, 2009 ás 4:35 pm |
Suka, quer coisa mais inteligente que isso, “me deu uma vontade doida de ler esse livro”? hahahaha
beijinho
3 Maio, 2009 ás 3:36 am |
[...] A VERDADEIRA TRAGÉDIA Jamais esquecerei aquele 11 de setembro. Quando acordei, estranhei que Hugo ainda estivesse em casa. Normalmente, ele já teria tomado banho, feito o café e saído para o trabalho. Mas não, ainda estava lá, sentado na sala, de camisa esporte. – Precisamos conversar – ele disse. – Fala – respondi com a boca seca. – Eu estou indo embora. Sem querer ouvir o resto, levantei-me e fui à cozinha. Debrucei-me sobre a pia com o corpo tremendo. Pensei em pegar uma faca. – A chave está na mesinha – ele disse lá da sala. Foi a última vez que ouvi sua voz. Soube depois que, nesse mesmo dia, aconteceu um acidente terrível em Tóquio ou Nova Iorque. Um avião egípcio bateu numa torre e derrubou uma antena de televisão. Não sei direito como foi a tragédia, mas duvido que tenha sido pior do que a minha. [...]
30 Abril, 2009 ás 6:23 pm |
Menina… se você soubesse como eu adooouuuro esse livro!
;o)
30 Abril, 2009 ás 5:55 pm |
Vera do céu!!!!!!!!! Meus sais, por favor. Ganhei o dia, o mês, a VIDA!
beijão
30 Abril, 2009 ás 4:12 pm |
Ai meu Deus, como é que vc pode escrever tão bonito!
Pra mim vc fica de um lado e do outro a Adelia Prado, fazend pendant… sabe como é?
Nem sei mais o que escrever. Não precisa.
Abraço e bom final de semana!