A mala está feita, a passagem comprada, os ingressos para as paletras e a máquina fotográfica estão na bolsa, o chapéu está na cadeira esperando a hora de partir. A partir de amanhã, este blog se desloca para a FLIP, de onde prometo mandar notícias eletrizantes e fofocas cabeludas. Você não pode perder.
Arquivo de Junho, 2009
FLIP, LÁ VOU EU
30 Junho, 2009A FEIJOADA DA RESENHA
27 Junho, 2009Quando você recebe duas resenhas maravilhosas numa semana nos dois maiores jornais do país ou você é muito blasé e não tá nem aí ou você come uma feijoada com os amigos pra comemorar.

Ao Manuel da Costa Pinto e ao Francisco Quinteiro Pires

Faz a filha e o genro acordarem cedo pra brindar com você

Adrienne e Marcelino

Hermila Guedes e Tatto, gracinha de casal, amores de pessoa, amigos do Marcelino de longa data. Hermila foi a primeira a representar Angu de Sangue no Recife. Agora ela está gravando Hiroito em São Paulo.



exageramos
ALEGRIA É
27 Junho, 2009tomar café da manhã tendo ao lado essa resenha do Manuel da Costa Pinto, publicada hoje na Ilustrada da Folha de São Paulo.
VIDA SIMPLES
Primeiro romance de Ivana Arruda Leite é uma narrativa marcada pela nostalgia da vida autêntica
MANUEL DA COSTA PINTO
COLUNISTA DA FOLHA
O HOTEL Novo Mundo, na praia do Flamengo, é o cenário do primeiro parágrafo de “Quase Memória”, o lugar em que o narrador autobiográfico de Carlos Heitor Cony recebe um misterioso embrulho cujo remetente é seu pai, morto dez anos antes.
O “Hotel Novo Mundo” que dá título ao primeiro romance da contista Ivana Arruda Leite é uma modestíssima pensão no centro de São Paulo, sem memória ou sombra do glamour (mesmo decadente) do homônimo carioca. A coincidência -intencional ou não- oferece um paralelo entre as duas cidades que se estende ao conjunto dessa narrativa que oscila entre nostalgia da simplicidade e repulsa ao artifício. Renata, a protagonista de “Hotel Novo Mundo”, é uma mulher traída pelo marido que volta do Rio de Janeiro -onde vivia em ritmo de coluna social- para a São Paulo natal.
Na ponte aérea, faz amizade com um bancário também de mudança e instala-se com ele no tal hotelzinho (mas em quartos separados, antes que a empatia se aprofunde). A partir daí, ela entra em contato com personagens que compõem um universo de tipos humildes: a dona da pensão, dividida entre a cozinha e a televisão; uma menina doente e melancólica, que veio do interior para ser operada num hospital público; um jovem figurinista de vestidos de noiva; um pai de santo com loja de umbanda na vizinhança.
O contraste entre o meio social do qual veio a protagonista e esse “novo mundo”, composto por seres simplórios, tem algo do recorte sociológico consagrado pelas telenovelas: o núcleo rico -com sua agenda de coquetéis, jantares e relações extraconjugais (e que só aparece nas recordações e fantasmas da protagonista)- e o núcleo pobre -infinitamente mais variado, com tipos mais “humanos”, que extraem da privação uma vivência “autêntica”.
O Novo Mundo é um oásis encravado no centro degradado de São Paulo, com seus travestis e fumadores de crack: a dona do hotel impõe horários rígidos, proíbe que os hóspedes levem acompanhantes para o quarto -enfim, é um resquício de vida familiar tradicional. Estamos diante de uma narrativa moral, cujo “correlato objetivo”, o elemento concreto que serve de metáfora para a narrativa, são os pratos servidos no hotel (“comida de gente boa, trabalhadeira”) e a oposição entre o esplendor da Babilônia carioca (“uma cidade para semideuses”) e a miséria paisagística da capital paulista (“Em São Paulo você pode ser infeliz à vontade”).
Uma narrativa moral -porém não moralista ou moralizadora. Logo sabemos que o figurinista soropositivo é namorado do pai de santo, que o marido da dona do hotel é um boêmio que só tardiamente reconheceu a filha lésbica e que a própria protagonista fora prostituta de uma boate antes de se tornar esposa fiel.
Ivana Arruda Leite fez um relato ao mesmo tempo duro e singelo sobre a redescoberta de como “a vida pode ser simples”, de como comportamentos “desviantes” se incorporam à banalidade sem ambição -e de como o próprio romance (que já foi o mais corrosivo gênero literário) pode extrair beleza da banalidade.
HOTEL NOVO MUNDO
Autor: Ivana Arruda Leite
Editora: 34
Quanto: R$ 29 (122 págs.)
Avaliação: bom
A MELHOR COMIDA DO MUNDO
26 Junho, 2009Juro que hoje eu fiz a melhor comida do mundo. Aliás, tenho feito comidas inacreditáveis ultimamente. Só por distração e para meu deleite próprio, único e intransferível.
OSSOBUCO COM PURÊ DE ABÓBORA E MACARRÃO CABELO DE ANJO
(os ingredientes aqui citados são para duas refeições de uma mesma pessoa)
Coloque 3 ossobucos numa panela de pressão com bastante água, sal, grãos de pimenta do reino, 3 cravinhos, tomilho, cebola, alho e abóbora cabochã em pedaços. Depois que começar a apitar, abaixe o fogo e deixe 50 minutos. Cuidado ao abrir a panela. A carne deve estar derrentendo e ter se soltado completamente do osso. Você vai coar, separar totalmente o caldo numa vasilha e colocar essa vasilha com o caldo na geladeira. Em seguida, você vai separar a abóbora da carne, colocando um em cada vasilha diferente. Pegue os ossos com o tutano dentro e reserve para daqui a pouco. Desfie a carne em pequenos pedaços (não mínimos, pequenos) tirando toda e qualquer gordura ou pelanca que seja alheia ao ossobuco propriamente dito. Numa panela, refogue cebola, alho, pimentão verde, vermelho e meia pimentinha dedo-de-moça bem picadinhos. Quando tudo estiver dourado, junte a carne, tempere com sal, um pouquinho de pimenta do reino e deixe tomar gosto. Desligue. A carne está pronta. Nesta mesma panela (com a carninha grudada no fundo), refogue cebola, alho e coloque a abóbora que está bem molinha. Tempere com sal, cheiro verde, pimenta do reino e mexa até virar um purê bem consistente (ele terá um fundinho da carne porque foi feito na mesma panela). O purê também está pronto. Finalmente, coloque dois ninhos de macarrão cabelo de anjo pra cozinhar. Chegando no ponto, escorra. Pegue os ossos que estavam reservados, tire o tutano e coloque com cuidado numa frigideira pra derreter. Acrescente dois dentes de alho. Quando o alho estiver fritinho, deite nesta frigideira o macarrão. É daí pro prato. Ao lado, coloque o purê de abóbora e, em frente, o ossobuco. Vá para a sala, sente-se em frente à televisão e coma lembrando de todas as vezes que você queria muito ser feliz sozinha e não sabia. Aleluia!
Ah! sim, o caldo que você guardou na geladeira, amanhã você pega uma colher, tira toda a gordura que estará por cima, solidificada, e usa o precioso líquido para fazer o que você quiser, arroz, sopas, etc.

HOUSE LOUQUINHO, LOUQUINHO
26 Junho, 2009

No final da 5a. temporada o House pirou legal e foi parar num Hospital Psiquiátrico. A 6a. temporada começa em setembro nos EUA (aqui em novembro), mas as fotos das gravações já estão por aí. O ator André Braugher vai representar o psiquiatra encarregado de consertar a cabeça do meu amor.

DOIS LANÇAMENTOS E UM SITE
26 Junho, 2009Meu querido amigo Reinaldo Morais autografa na próxima segunda-feira, dia 29, seu monumental PORNOPOPÉIA, um romance divertidíssimo que faz você engolir mais de 400 páginas num piscar de olhos. A festa será na Mercearia e ele espera por todos nós.
Meu outro querido amigo Roniwalter Jatobá estará autografando seu volume de contos da coleção Obras Antológicas (Nova Alexandria) na Livraria da Vila, dia 01 de julho, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho. Além do Roni, também estão na coleção Jorge Miguel Marinho, Domingos Pellegrini e outros. Eu estarei na FLIP nesse dia, mas espero que vocês me representem.
E meu terceiro amigo querido, Rodrigo Lacerda, finalmente inaugura seu prometido site com tudo dentro: bio, fotos, artigos e blog. Ulalá! Corre lá!
DESCANSOU
26 Junho, 2009Tem gente que me deixa tensa só pelo fato de existir. Michael Jackson era um deles. Ontem, ao saber da sua morte, suspirei aliviada. Ufa, descansou. Às vezes, a morte é o que de melhor pode acontecer na vida de uma pessoa.
E eu aviso que voltei ao blog. O twitter estava roubando o melhor de mim, meus posts, os amigos que fiz aqui. Esse comentário que fiz acima, por exemplo, seria reduzido a 140 caracteres e lido pra ninguém ouvir. Aquilo é um bando de louco falando sozinho. Não! Eu voltei!
A INAUGURAÇÃO DO HOTEL
24 Junho, 2009
Duas primas: a Cláudia, que faz bijoux maravilhosas, e Neide, que faz beijous maravilhosos. Não sei se ficou claro, uma é joalheira, outra, quituteira.

eu com meus querido amigos, Babá e Dinho. Esse trio não se desgrudava na segunda metade dos anos 80.

Eu e meu fotógrafo preferido, Edson Kumasaka

A Bebel chegou

Minha querida amiga e mestra, Beatriz Bracher

Fernando Bonassi, que me deu a honra da sua raríssima presença, e Felipe Lindoso, que vai ser vovô de novo!

aqui a sorridente vovó.

Roniwalter Jatobá se juntou aos bons

Rafael e Cláudia, mãe e filho, e Kim, meu cunhado

Nelson de Oliveira deu uma passadinha mais cedo porque tinha um compromisso

A Tereza Yamashita, mulher do Nelson de Oliveira, me deu esse origami de pendurar na casa, mas bem que daria um lindo colar.

Eu e Dalka Ferrari, mãe do Alê, meu genro querido. O que somos nós? Co-sogras?

Sandra e Maria do Carmo, amigas da Prefeitura. A Maria do Carmo tem o carma de ser minha chefe.

E não é que elas conheciam a Dalka? Êta mundinho…

Eu e Salete, minha primeira amiga quando me mudei pra São Paulo, em 1958! Ela sempre foi linda.

Dona Rosa, mãe da Salete.

Fátima Tassinari, que trabalhou comigo na Caixa Econômica Federal, nos anos 80.

Meu querido amigo Luiz Roberto Guedes, o rei dos vampiros.

Índigo, numa rara aparição urbana

Joquinha, impecável como sempre.

Marçal, que sempre alegra a minha noite

Paulo Malta, editor da 34, o arquiteto do Hotel Novo Mundo

Roniwalter Jatobá
Suzi, Lígia e Maria Inês, prima, amiga e irmã

Júlia e Yara, mãe e filha. Ela é a dentista do meu coração, digo, da minha boca.

minha mãe e Celina, tia.

eu e os meninos: Ronaldo Cagiano, Guedes, Marçal e Roni

minha mãe, Claudinha, minha querida amiga e Samuel Leon, editor da Iluminuras, por onde sairá meu próximo romance, em 2010.

Célia e Vladimir, meus amigos da FAU, anos 70!
HOTEL NA MERCEARIA
24 Junho, 2009
meus pais também foram pra Merça

finalmente conheci a Ana, mãe da Marília Neustein, minha filha postiça

Marília, Ana e Isaac, meu oftalmo preferido.

Andréa assustada com alguma coisa

Como nos velhos tempos

Bebel reclamando que ainda não tinha sido fotografada

As duas amiguinhas

Milton, meu primo, Bosco e Regina, tios queridos

Eu e Alê, by Edson Kumasaka



Coppola, que chegou tarde mas chegou.

eu e Emílio Fraia, um homem bonito que concorre a 200 mil reais do prêmio São Paulo

Eunice Arruda. Ao fundo, Arruda, filho. Um caso raro de poesia no DNA

Renato Parada, um menino de ouro que qualquer mãe quer pra genro

Fernando e Patrícia

Uma apresentação do coral literário

Dois escritores mui chicos

Uma mulher e um homem bonito

Bel pensativa

chegou o dono da mulher bonita

Milton e Cecília, primos queridos que vieram de Ilha Bela para o lançamento!


A Bebel diz que este é um caso de separados no nascimento. Eu questiono. “Eu sou você anteontem”, segundo Milton

Patrícia e Luciana Penna

Tati e Edinho, a banda oriental da festa

Chegou quem estava faltando, seu Antonio

e Marquinhos. Eu vivi pra ganhar um beijo desses dois.
A OUTRA VIDA DE RODRIGO LACERDA
24 Junho, 2009
Meu querido amigo Rodrigo Lacerda começa hoje uma OUTRA VIDA, mais um romance na carreira desse talentosíssimo escritor. Eu estarei a partir das 18h30 na Livraria da Vila da Fradique Coutinho para ajudar no parto, com direito a charutos no Sabiá. Não falte!