NOTÍCIAS 2

By doidivana

Piove em Parati. Andar equilibrando-se nas pedras segurando uma sombrinha é coisa de bailarina de circo. Nunca mais venho pra FLIP sem minhas amigas. Metade da graça da festa vai embora. Aqui estou cercada de amigos, claro, mas aquela companhia travesseiro faz muita falta. Bel e Cacá (a gracinha da mulher do Grampá) têm sido minha Índigo, minha Andréa, minha Bebel. Ontem pensei em voltar pra casa num dado momento, mas passei batom, tomei um sorvete de chocolate e segui em frente. Valeu a pena. Fora a fuga dos chatos, que continua aquela de sempre. Ontem na palestra do Rodrigo, o Domingos de Oliveira falou: “a gente tem que olhar a arte pra entender a vida e não o contrário. O amor é uma coisa muito complexa. Eu não sei o que é o amor, mas se eu vejo um filme de amor eu sei o que é o amor”. Acho que foi a coisa mais bonita que eu ouvi aqui. Aliás, na viagem pra cá eu vim lendo o livro do Rodrigo Lacerda. Adorei! Um baita romanção pesado e triste, escrito lindamente, que você não consegue largar. À noite fomos a uma festa da Nova Aguilar e depois tentamos achar um bar que desse pra entrar. Insuportável. Tudo lotado, sem banheiro, banheiro sem papel, sem água, aquele inferno de sempre. Eu, Bel e Joca estamos só no gelzinho. Direto. Um vício. Gelzinho de passar nas mãos, bem entendido. Baita medão da gripe. O único bar que encontramos foi aquele um pouco abaixo da Pousada da Marquesa onde estava tendo sarau de poesia. Fomos lá pro fundo e tentamos abstrair. Eu aguentei meia horinha e fui dormir. Cheguei no hotel a tempo de me deliciar com o Carpinejar no Jô. Que máximo!  Hoje tem palestra dos poetas e mais umas que eu não sei. Seu Ramiro, o dono da pousada, continua falando sem parar no café da manhã, o que me faz já sair pra rua de mau humor.  E ainda tem a chuva pra piorar. Se pá, eu tô chegando pra feijoada amanhã. Caso contrário, se o sol sair e a vida voltar a sorrir, continuo por aqui e mando notícias.

2 Respostas para “NOTÍCIAS 2”

  1. vera azevedo Diz:

    Caríssima Ivana
    não fique falando que vc tá solita por ai, não reclame, respire esta cidade pq eu dava tudo pra estar ai, na sua cia então, nem me fale! Eu queria tanto ter ido mas esta minha labuta de editorar me prendeu aqui e eu não pude ir à FLIP. Vc acredita que eu nunca fui? Estou contando os dias pra ir no lançamento do seu livro aqui no Rio mas esqueci o dia! Mas por certo o prosa e verso vai anunciar! Preguei a frase que vc citou do Domingos no meu MSN hoje! Obrigada, parabéns por Vida simples o comentário na Folha! ABRAÇO DE SUA FÃ, vera

  2. Márcio Ezequiel Diz:

    Lá e cá. Oi, Ivana. Legal que mostras a real do evento com seus tédios e escatologias. Ameniza a dor de quem não pode ir. E eu aqui de Porto Alegre, deixei ontem a oficina do Carpinejar para depois reencontrá-lo na TV. Ele estava muito animado ontem na aula que nos deu. Ultima do curso. Ao vivo e sempre em muitas cores. Mesmo óculos amarelo que o espelhou nas lentes da telinha ao lado do gordo. Que figuraça! Ah, muito bom o livro que me mandaste (O Falo de mulher). Que mulheres. Que conflitos, caralho! Abraço de cá, dos Pampas.

Deixar uma Resposta