Arquivo de Novembro, 2009

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE EDU PRAXEDES

30 Novembro, 2009

Não me lembro a data certa em que Edu foi encolhendo, encolhendo, até ficar com pouco mais de cinco centímetros. Arranjei-lhe caminha, travesseirinho, mas ele todo era desconforto e dor. Certa manhã, pediu-me com sua voz quase sumida:
- Água, quero água.
Trouxe – lhe num conta-gotas, mas antes que eu pingasse em sua minúscula língua, ele esbravejou:
- Não, sua idiota, quero água para viver. Preciso morar na água.
Atendendo prontamente ao seu pedido, comprei um aquário e mergulhei-o na água fresquinha. A pele ressecada foi se tornando viçosa de novo. Edu melhorava a olhos vistos, embora fosse o mesmo de sempre, a neurastenia em forma de gente.
Falei-lhe sobre comida de peixe, ele achou ótima idéia, era isso mesmo que queria. A princípio comia com apetite a ração que chovia do pacote, mas ao fim da primeira semana, ouvi-o reclamar enter os dentes:
- Sempre a mesma merda.
Tentando amenizar seu mau-humor, comprei uma linda sereia de pedra e coloquei no fundo do aquário. Esperei. Olhando-me fixamente nos olhos, ele pôs-se a vociferar:
- Não pense que pode me alegrar com essa bugiganga ridícula.
Edu nunca respeitou as mínimas regras da boa convivência.
- Eu só queria…
- Eu sei o que você queria. Você queria que eu fosse uma criatura alegre, que agradecesse a comida infame que você me dá e ainda louvasse a Deus pela graça de existir.
- Edu, o seu problema…
- Se você fosse mais esperta, entenderia que não existe o meu problema e o seu problema, o que existe é O Problema e para este, minha cara, não há sereia que dê jeito. Dizendo isso voltou-se para a parede, que era o seu jeito de encerrar o papo.
No dia seguinte, tentando fazer as pazes, bati no vidro. Ele veio gritando:
- Quando você vai parar com essa mania de bater no vidro? Quer me enlouquecer? Já disse mil vezes que quando quiser falar comigo, basta chamar. Surdo eu ainda não fiquei.
Era preciso ter paciência. Covardia brigar com aquela miniatura de homem.
Na semana seguinte eu passava café na cozinha quando escutei uma musiquinha. Edu Praxedes assobiando calmamente? Pé ante pé me aproximei e não me contive:
- Que linda canção, Edu!
Com o corpo estremecido de susto, defendeu-se como pode.
- Não seja ridícula, que motivos eu teria para cantar?
- Quem sabe a sereia?
- Por falar em sereia, dá pra tirar essa geringonça daqui? Ela é muito grande, me rouba espaço e polui visualmente minha inútil paisagem – era esta a música que Edu assobiava.
Sem esticar a discussão, atendi prontamente ao seu pedido. Mas não desisti. Dois dias depois, cheguei com surpresa maior: uma peixa para Edu Praxedes, uma peixa de verdade. Seus olhinhos brilharam, mas logo enrugou a testa. Olhava para mim, olhava para a peixa, olha de novo para mim, olhava para a peixa, até que desembuchou:
- Mergulhe de uma vez esta pobre criatura neste poço de tédio, antes que ela morra em suas mãos.
Melhor que o esperado. A peixa entrou desenxabida, conhecendo o espaço devagar. Quando balançou a cauda e deu sua primeira corrida, Edu perguntou-me com o descaso habitual:
- Essa infeliz já tem nome ou vai ficar anônima?
- Por isso não, respondi, é pra já. Que nome você sugere?
Depois de examiná-la atentamente, estourou numa gargalhada.
- Que tal Laura, como você?
Concordei de imediato, sem perguntar o porquê da risada. Ainda na minha presença pôs-se a contar a Laura que a comida era insuportável, que eu tinha mania de bater no vidro e que volta e meia algum amigo jogava bituca dentro do aquário.
Laura passava seus dias de boca aberta e olhos arregalados ouvindo os intermináveis discursos de Edu. Aos poucos foi emagrecendo, recusava-se a comer, nadava de cabeça baixa, arrastando a cauda devagar. Seus olhinhos redondos foram ficando vesgos. Resolvi ter com ela uma conversa a sós. Apanhei-a numa xícara e fomos as duas para a cozinha. A portas fechadas ficaríamos mais à vontade.
- Laurinha, querida, o que está acontecendo? Você anda tão tristinha, quase não come nada, é o chato do Edu Praxedes, não é? Você quer sair de lá?
- Não! – ela gritou numa retomada de fôlego fantástica.
Em seguida caiu num pranto de cortar o coração. Quando parou de chorar confessou-me:
- Eu estou apaixonada por ele.
- Santo Deus! É o pior que podia acontecer.
Muito brava, Laura disse que eu estava completamente enganada, que eram muitas as virtudes daquele ser tão magnífico. Elogiou sua vasta sabedoria, a beleza dos seus olhos, seu porte atlético e o modo exuberante como ele gesticulava. Não sairia dali por nada do mundo.
Meses se passaram. Para minha surpresa, Edu tornava-se cada vez mais atencioso. Ficava horas calado, ouvindo as histórias de Laura, sorrindo das bobagens que ela dizia, até a comida passou a comer com prazer.
Certa noite, Alex veio me visitar. Depois de muito vinho e alguns beijos, fomos nadar nas águas dos meus lençóis. Lá pelas tantas, morta de sede, fui à cozinha e mal pude acreditar no que vi: Laura e Edu entrelaçados no mais lindo mergulho de amor. Dei meia-volta e matei a sede na torneira do banheiro. Ai de mim se interrompesse!
No dia seguinte despedi-me de Alex, fechei a porta e tremi de pavor ao olhar o aquário. Laura boiava na superfície, com a barriga inchada e a boca roxa. Os olhinhos vesgos não brilhavam mais.
- Laura! – gritei desesperada.
Edu, logo abaixo, me olhava indiferente. Perguntei-lhe aflitíssima:
- O que foi isto? O que aconteceu à Laura?
- Eu a matei.
- Você está brincando?
- Não, não estou. Eu a matei. Não suportava mais aqueles olhinhos vesgos me encarando o tempo todo. Vesgos e apaixonados. Estavam me fazendo mal Antes que a situação ficasse irremediável resolvi pôr um ponto final nessa história.
Fiquei horrorizada. Que estupidez, que crueldade!
- Querida Laura, se a vida já é difícil, depois deles ficaria insuportável. A morte é mais suave.
- Desde que seja a morte dela, não é?
- A corda sempre arrebenta do lado mais fraco.
- Seu puto – berrei desesperada – você é o lado mais fraco. Não vê que foi você que arrebentou?
Me pedindo que falasse mais baixo, virou-se para o canto e fingiu dormir. Encostei no batente da porta e escorreguei até cair no chão. Fiquei lá, com a cabeça vazia de idéias, horas a fio.
De repente ouvi o telefone tocar. Era Alex me chamando para o almoço. Dei-lhe uma desculpa qualquer, um imprevisto, o almoço ficava para outro dia. De dentro do aquário Edu me abriu um sorriso verdadeiro, o primeiro de toda sua vida. Seus olhos estavam redondos e vesgos.
Catei Edu e fui até à janela. Com as mãos no vazio, abri os dedos devagar.

conto do meu livro Histórias da Mulher do Fim do Século

DOMINGUINHO BOM

29 Novembro, 2009

De manhã, passei no bazar de Natal da minha querida tia Cecília com coisas lindas que ela e as amigas fazem

Ana Laura foi comigo

Primas e tias presentes



Quem oferece a casa é o filho dela, o badaladíssimo DJ e primo querido Fernando Figueiredo. Na foto, o de camisa amarela (com um amigo)

Cozinha preparada pra receber os convidados

Falei pra Cecília que uma hora eu volto pra conversarmos com calma. Tinha prometido levar a Ana Laura pra conhecer o AK

Nem precisa falar que ela pirou. E eu também. Um monte de novidades no cardápio. Esta é a berinjela chamuscada com tahine, um babaganuche desconstruído interessantíssimo

Mas esse carpaccio de língua com molho pesto e figo fresco grelhado é a OITAVA MARAVILHA DO MUNDO!!! De comer gemendo o tempo inteiro

Não sei ir ao AK sem tomar meu shot de sopinha de beterraba com latke. Aliás, é muito raro eu ir ao AK e pedir prato, prato de verdade. Eu prefiro ficar no parque de diversões das entradas insuperáveis e ir direto pra sobremesa.

A Ana Laura não acreditava: “tiiiiiiiiiiiiaaaa, o que que é isso????”

Quando chegamos ao pain perdu, quase desmaiamos

“Isso aqui é a Disney dos sabores” – disse Ana Laura estupefacta para Andréa.

Ana Laura, pra quem não sabe, é minha sobrinha e protagonista do juvenil que eu escrevi: Confidencial – histórias secretas de uma adolescente (ed. 34), modéstia à parte, um chuchuzinho de livro.

E o domingo não terminou. No final da tarde, um papo ótimo entre Rodrigo Lacerda e João Ubaldo no SESC.



Mayumi, Clara, Rodrigo e Manuel da Costa Pinto, felicíssimos pelo Flamengo.

Edinho, para Madoka.

ALMOÇO NO LEÔNCIO

28 Novembro, 2009

Levei meus pais pra comer um churras de responsa no Leôncio, na Girassol. Eles aprovaram com louvor. E olhe que de carne, eles entendem.

A camiseta foi presente da querida amiga Livia Garcia-Roza.

A caipinha de mexerica é deliciosa!

E não se esqueçam: amanhã, domingo, a Ressaca Literária traz João Ubaldo Ribeiro pra conversar com Rodrigo Lacerda, às 17h no SESC Pinheiros. Imperdível.

COMO NÃO FAZER UM ESTROGONOFE

27 Novembro, 2009

Para Rodrigo Levino

Eu cresci numa época em que estrogonofe (naquela época se escrevia strogonoff) era um prato pra lá de chique só presente nas big festas. É sério. Ele já foi o que foi o salmão e tantos outros pratos que terminaram sua carreira às moscas no balcão do quilo da esquina. Com o tempo o pobre do estrogonofe foi sendo feito de qualquer jeito e se degenerou.  Virou um picadinho cor de rosa de qualquer coisa.

Pra saber se o seu estrogofe é dos bons eu pergunto:  na sua receita vai caldo de carne? Na sua receita vai leite? na sua receita vai molho de tomate? Na sua receita vai outra carne que não filé mignon? Se você respondeu SIM a qualquer uma destas perguntas, esqueça. Seu estrogonofe é totalmente falsificado.

Passo a seguir uma receita de um que também é falsificado mas é de babar (o verdadeiro é praticamente uma sopa de músculo, delicioso).

Pique o filé mignon em cubos não mínimos nem máximos. Bons cubos. NADA DE TEMPERAR, pelo amor de Deus. Aqueça bastante uma frigideira com pouco óleo. Fumacê total. Coloque um punhado (SÓ UM PUNHADO) de carne. Mexa até dourar. Não muito. A carne tem que ficar com um suquinho dentro. Ao ponto. Tire os cubos e coloque numa travessa. Espere esquentar de novo e coloque mais um punhado. Repita esta operação até toda a carne estar fritinha. Na mesma frigideira, coloque champignon Paris fresco fatiado grosseiramente e a carne previamente frita. Mexe mexe.  Agora sim coloque sal, pimenta do reino, catchup (pouco), páprica doce e páprica picante. Acrescente uísque ou vodca. Mexe mexe. É tudo muito rápido. Despeje uma lata de creme de leite (ou duas, conforme a quantidade) e tá pronto. Batata frita crocante e arroz branco acompanhar. Saúde.

LEÃO-MARINHO

25 Novembro, 2009

Nunca gostei de peixes. Acho peixe um bicho muito triste. Nos olhos redondos e marejados dos peixes vê-se o desespero dos que veem o mundo sem poder tocá-lo.
Dentre todos os peixes tristes, o leão-marinho é o mais triste deles. Talvez esperasse mais da vida, talvez quisesse ser leão de verdade, correr pelas florestas, rugir, brigar por mulher, mas o pobre carrega a sina de ser essa sereia gorda e rastejante sem majestade alguma, condenado a arrastar sua vergonha e gordura no cimento até o fim dos dias. Exatamente como Celso, o meu Celso-peixe que também se arrasta pelo chão e não sobrevive sem a água-firma, a água-esposa, a água-lar-doce-lar, a água-filho, a água-apartamento-na-praia. Se põe o nariz pra fora, fica roxo e tem espasmos. Tudo que o desabita lhe mete medo.
O peixe não fuma, bebe pouco e detesta sair de casa. Duas vezes por ano vamos à praia onde temos um apartamento com vista para o prédio ao lado, mas nem na praia o peixe se diverte. Peixe-Celso detesta sol, sal, caipirinha, água no ouvido, areia no vão dos dedos. O peixe morre de medo de morrer afogado. No minúsculo apartamento, a umidade sobe pelas paredes e o cheiro de mofo é insuportável.
À tarde, de banho tomado, vamos a pé até o aquário, onde Celso mostra ao filho as muitas variedades da espécie. O menino está cansado de saber, mas aguenta calado. Filho de Celso, Celsinho é.
Em frente ao leão-marinho, Celso tem uma vertigem. Deixa o menino comigo e sai correndo em direção à rua. “Te espero lá fora”, ele diz numa voz sumida de peixe à beira do desmaio. Os iguais se reconhecem, penso calada.
Em São Paulo, moramos num aquário confortável onde não falta nada: plantas aquáticas, pedrinhas coloridas, miniatura de navio, escafandrista, piano de cauda, geladeira, empregada, carro zero na garagem. Vivemos todos submersos e tudo correrá em paz até o dia em que subirei pelas paredes miando desesperada com as garras à mostra. Ao me ver assim tão louca, o peixe se encolherá num canto com os olhos esbugalhados e se perguntará na língua morta dos peixes: “o que será de mim?”. Do telhado avistarei a paisagem e escolherei o caminho mais bonito a seguir.

conto do meu livro Falo de Mulher

BALADA LITERÁRIA – TERCEIRO DIA

22 Novembro, 2009

Ontem eu só fui pra festa.

Santiago guardando mágoas antigas

Adilson

Ivan, agradecendo modestamente os elogios à sua mesa com Francisco Alvim

Copolla e Xinho em plena desavença ideológica

Eu aposto neste casal.

Esse também seria um casal viável se a Bruna não estivesse comprometida

Bruna Beber, poeta maravilhosa

Michel Melamed apareceu por lá, aflito com o tanto de baladas que ainda tinha pra ir

Marcelino e um gran poeta uruguayo que non me recuerdo el nombre

Sim, claro, Dani Ump! (colei do site da Balada)

Este é o Renan, separado no nascimento do Michel Melamed

Eu e Paulo Scott

Xinho e a queridíssima Arminda, casada com um cara que mora em Ilha Bela

Um novo casal na praça

Este é o Alexandre Rodrigues, que não é poeta nem gaúcho, como eu disse no post do primeiro dia. Ele se apresentou com o Joca no Barco. Ele é escritor, carioca e mora em Porto Alegre

E dono de um perfil egípcio tipo decifra-me ou serás devorado

Michelzinho

Copolla e el Gran Xico Sá

Cacau, minha prima que estava na Mercearia

Santiago arrependido de ter brigado comigo

Um casal a se pensar

Marcelino e uma moça muito linda que eu ainda não lembrei o nome (apesar de ela ter me dito que eu já a fotografei e a legenda era: uma moça muito linda que eu não lembro o nome)

O amor explode no céu da Balada

Valéria Martins, carioca simpaticíssima

Joca com um talentoso escritor que habla espanhol

Queridíssimo Ronaldo Bressane, que demorou a aparecer mas não faltou. Com tendões desligados e tudo

Juliana e Marília

Eu e Bel Santana renovando os votos do nosso eterno amor

Xico Sá com uma muchacha semi nipônica

O Rogério, queridíssimo que nos atende com uma amabilidade que não merecemos

Valentina tira uma de Madona e fica ao lado de Jesus Ernesto Parra, poeta venezuelano


Renato e Lulina, som e imagem. Eu também aposto neste casal

Marcelo Moutinho, jornalista, escritor, carioca e torcedor do Fluminense

Bebel e a careca do França

Fim da festa

Infelizmente, por compromissos outros, eu perdi o terceiro dia da Balada. Mas vi todas as fotos da Balada aqui.

ENTRE RINHAS DE CACHORROS…

21 Novembro, 2009

O nome do mais recente livro de Ana Paula Maia é estranhíssimo: Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos. Ao terminar a leitura você percebe que o menos estranho é o título. A Ana Paula é fera! Eu já tinha lido e gostado muito d”O habitante das falhas subterrâneas (seu primeiro livro). Mas nesse (que encerra duas novelas) ela está ainda mais afiada e vai mais longe. Certeira, não se desvia um milímetro do caminho originalíssimo que trilha. Tenho medo de falar sobre o que trata o livro porque, caso eu soubesse, não teria aberto a primeira página e teria perdido uma preciosa leitura. Sangue, sangue e mais sangue. Tripas, rins, fígado, intestino. Cachorros e porcos sendo estripados, rins (humanos!) sendo arrancados com canivete em meio a um bate papo qualquer. Com tudo isso, acredite se quiser: é uma das leituras mais gostosas e divertidas que fiz recentemente. O livro é hilário. O realismo da Ana Paula vai tão fundo que dá a volta e vira fogos de artifícios, luta na lama, Pulp Fiction, um quadro do Pollock, uma celebração enlouquecida da miséria humana (sempre ela).  Se você quer passar uma hora (o livro é pequeno) com uma autora capaz de te provocar as mais loucas sensações, corre atrás. Ao terminar, não estranhe a poça de sangue que haverá sobre seus pés.

EMAIL DA CLAUDIA FABIANA

21 Novembro, 2009

“Oi, Ivana.. Tenho acompanhado um pouco seu trabalho.. em especial através do seu blog.. sou professora numa faculdade de letras na Baixada, Rio, e, quinta passada, numa palestra sobre literatura brasileira no fórum de ciência e tecnologia, mostrei alguns blogs, e um aluno fez um comentário muito bacana quando passeamos pelo seu ‘Doidivana’: “já era tempo dos nossos escritores trocarem o chá pela rabada“.. adorei isso!”.

Eu também Cláudia!

Um beijo

BALADA LITERÁRIA – SEGUNDO DIA

21 Novembro, 2009

A primeira mesa do dia: Marcio Souza, Maria José Silveira e André Sant’anna mediados por Carlos Herculano Lopes. Eu queria ter ouvido mais o André e a Zezé, mas não havia como cessar o jorro caudaloso do escritor amazonense.

De lá fomos almoçar no São Cristóvão. Índigo tenta explicar pro marido porque está desaparecida de casa há dois dias

A foto é horrorosa, eu sei. Mas eu precisava registrar esta alheira na brasa, a melhor que comi em toda a minha vida.

A mesa da Balada. Adrienne Myrtes e Nicolas Behr

Marcelino e uma fã (assídua frequentadora deste blog) que veio especialmente de Campinas pra Balada.

A ala venezuelana da Balada. Escritores de Caracas

André Santanna e Patrícia.

Zezé junta-se à nossa alheira.

Bebel só comeu uma saladinha

Carlos Herculano Lopes

Mais uma foto pra minha coleção histórica de “familia de escritor”: Índigo e Flávia, sua irmã.

Reencontrei uma velha amiga na Livraria: Judith Zuquim

À noite, show no SESC Pinheiros com Vitor Araújo, o meu bebê

Rubi, que tem pérolas na garganta

Sergio Vaz, da Coperifa


Olívia Araújo, estrelíssima

A monumental Fabiana Cozza, que quase nos mata de tanta emoção

O Capão Redondo se encontra

Ferrez e Marcelino

Da Lua, um assombro de percussionista

Andrea e o nosso Vitor Araujo, pra quem qualquer adjetivo abaixo de gênio é pouco.

Com essa carinha de emo, o menino ARREBENTA no piano.

A Família Pernambuco: Fernando, Patrícia e Lucas

e os pernambucanos: Chris, Wellington e Bruno, da Freeporto, lembram?

Depois do magistral espetáculo, eu e Andréa fomos comer a não menos magistral moela com fritas do Filial. Andrea: eu não sei o que aconteceu mas NÃO TEM NENHUMA FOTO DA MOELA! Ela se auto desintegrou. O único registro é o sabor divinal impresso na nossa memória. A ser reativado em breve.

Depois da moela, caímos de boca na caipinha de frutas vermelhas do Filial, que é digna de todas as notas


Achei melhor escrever a legenda num guardanapo pra não esquecer.

Que tal se déssemos uma chegada na Mercearia, só pra falar tchau?

Na Merça, Bebel conversava com escritores venezuelanos

e eu abracei Marcelino pela milésima vez e lhe agradeci pela Balada pela milésima vez. Não é qualquer um que faz um evento desse nível no Brasil.

Helena Castello Branco, da Brasil 2000FM (que está cobrindo a balada para a rádio) e Ulisses Santiago, arquiteto navegando pela primeira vez nas águas da literatura

Eu e Andrea resolvemos pedir a caipinha de frutas vermelhas da Merça pra comparar.

“Não faz feio”, foi o veredito de Andrea

Eu também quis uma lasquinha dessa caravela


Joana combina a blusa com a bebida que bebe

Esses caras pretendem levar a Balada Pra Caracas. Eu e Bebel fazemos parte do pacote.

Marquinhos, numa pose Bel Santana

o queridíssimo Neto com Joana

Marquinhos manda beijo para todos os leitores.

Aqui tem mais fotos da Balada

BALADA LITERÁRIA – PRIMEIRO DIA

20 Novembro, 2009

Como eu trabalhei até às 2h, eu perdi a primeira mesa com o homenageado deste ano: João Silvério Trevisan. Quando cheguei na Livraria da Vila estava rolando a mesa dos novos autores. Fabrício Corsaletti, Adrienne Myrtes, Ismael Caneppele e Micheliny Verunsck conversando com Samuel Leon.

No café, Andréa del Fuego, toda fresquinha, de banho tomado.

Maria José Silveira

A minha mesa, com Noemi Jaffe e Marcelo Coelho. Heloísa se atrasou um pouco porque ficou presa no trânsito

mas logo chegou e arrasou. A mesa foi MUITO legal.

Conhecer a Heloísa foi uma imensa alegria. Saber que ela é minha “tiete” e lê tudo que eu escrevo, me levou ao céu.

Noemi, muito querida, teve que levar travesseiro pra apoiar as costas de tanta dor na coluna que ela estava.

De lá fomos para o SESC Pinheiros, na mesa com Marcelo Moutinho, José Luiz Peixoto (português) e João Melo (angolano)

Adrienne Myrthes totalmente Bonequinha de Luxo.

Jomar Muniz de Brito disse que eu faço literatura de sedução. Adorei!

Este é o Zeca, um leitor que levou meu primeiro livro (aquele super esgotado) para eu autografar.

Depois fomos ao barco. Ivam Marques e o grande escritor recifense Sidney Rocha

Lulina, cantora e compositora de primeira linha que está chegando pra arrebentar

Bebelzinha, toda luminosa

Samuel Leon, editor da Iluminuras, que vai publicar meu próximo romance

Lucas, um filho bastardo do Manuel da Costa Pinto

Samir Mesquita

Gabriel Pinheiro dando as boas vindas ao povo da Balada

fotos de escritores de Edson Kumasala em exposição

Edson Cruz num momento pensativo

Pedro Américo e Jomar

Lulina cantando

Nossos pezinhos: Ivana, Andrea e Índigo

Joca e um outro poeta se apresentam

Edinho e um rapaz muito simpático


Joaninha

Quatro mocinhas de estampado

Bebel e o escritor português

Olha quem chegou! Fabrício Carpinejar


Duas amiguinhas tendo um ataquinho

Alguém apareceu com um leque

Olé!

Marilia Neustein anotando tudo pra coluna do Estadão

Renato, uma Parada

Bel de gueixa

Fernanda D’Umbra de Fernanda D’Umbra

Paulo Scot

papo de fotógrafos


O que que o Ivana quer que eu faça com essa porra?

Carolzinha linda


Rafael Grampá em cima e embaixo

Manu Maltez, grande ilustrador e etc

Gabriel

Marcelino tomando a fresca

Lulina

Rafael e Carol se pegando

o Chris, de Recife

que também se abanou.


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 71 other followers