Para Rodrigo Levino
Eu cresci numa época em que estrogonofe (naquela época se escrevia strogonoff) era um prato pra lá de chique só presente nas big festas. É sério. Ele já foi o que foi o salmão e tantos outros pratos que terminaram sua carreira às moscas no balcão do quilo da esquina. Com o tempo o pobre do estrogonofe foi sendo feito de qualquer jeito e se degenerou. Virou um picadinho cor de rosa de qualquer coisa.
Pra saber se o seu estrogofe é dos bons eu pergunto: na sua receita vai caldo de carne? Na sua receita vai leite? na sua receita vai molho de tomate? Na sua receita vai outra carne que não filé mignon? Se você respondeu SIM a qualquer uma destas perguntas, esqueça. Seu estrogonofe é totalmente falsificado.
Passo a seguir uma receita de um que também é falsificado mas é de babar (o verdadeiro é praticamente uma sopa de músculo, delicioso).
Pique o filé mignon em cubos não mínimos nem máximos. Bons cubos. NADA DE TEMPERAR, pelo amor de Deus. Aqueça bastante uma frigideira com pouco óleo. Fumacê total. Coloque um punhado (SÓ UM PUNHADO) de carne. Mexa até dourar. Não muito. A carne tem que ficar com um suquinho dentro. Ao ponto. Tire os cubos e coloque numa travessa. Espere esquentar de novo e coloque mais um punhado. Repita esta operação até toda a carne estar fritinha. Na mesma frigideira, coloque champignon Paris fresco fatiado grosseiramente e a carne previamente frita. Mexe mexe. Agora sim coloque sal, pimenta do reino, catchup (pouco), páprica doce e páprica picante. Acrescente uísque ou vodca. Mexe mexe. É tudo muito rápido. Despeje uma lata de creme de leite (ou duas, conforme a quantidade) e tá pronto. Batata frita crocante e arroz branco acompanhar. Saúde.
6 Maio, 2010 ás 12:57 pm |
QUE XIITA VOCÊ IVANIS
e se eu colocar mostarda dijon e visq e páprica doce ao mesmo tempo?
6 Maio, 2010 ás 12:59 pm |
Vai ficar uma delícia! ahahahaha
28 Novembro, 2009 ás 2:59 am |
é de babar mesmo? vou anotar a receita então.
outro dia, com tempo vi as fotos da balada literária. caramba, adorei. nossa, o chacal o trevisan, puxa o reinando moraes, quem mais….escrevo como se eu os conhecesse, tenho livros deles. ah! e a absoluta ligia fagundes t. maravilhosa, dando autógrafo. adorei ivana.
nossa dá pra matar saudades, só de ver as fotos da livraria da vila, do alceu amoroso, que eu frequentava.
e tem o marcelino, onipresente.rs adorei
bjs
madoka
28 Novembro, 2009 ás 7:18 am |
Você não vai se arrepender. Beijos
27 Novembro, 2009 ás 10:58 pm |
O meu é igualzinho, o truque da carne é a essência do negócio, mas no lugar do catchup vai o recriminado molho de tomate. Já fez miséria por aí viu? Beijo Ivana
28 Novembro, 2009 ás 7:16 am |
Ele precisa ter alguma coisa doce lá no fundo, que pode até ser a própria páprica doce. Bj
27 Novembro, 2009 ás 10:42 pm |
Delícia! Meu único ‘erro’ foi não ter deixado a fritadinha a cada punhado. E direito a uma variação: ao invés de uísque, run cubano. Pero, da próxima é Ivana’s receipt! Aliás, um duelo proponho.
28 Novembro, 2009 ás 7:18 am |
Aceito!