Certas mulheres precisam de grandes provas de amor. Sou das tais. Reconheço que minha insegurança não tem limite. Teo jamais deveria ter se casado com mulher tão destrambelhada. Vivo testando seu amor, perguntado dezenas de vezes ao dia: você me ama?
Me derreto com outros homens, dou meu telefone pra qualquer um, só para atormentá-lo. Se ele liga, mando a empregada dizer que saí. Às vezes fico horas sem abrir a boca para vê-lo se remoendo: em quem ela estará pensando?
Quando Teo me viu chegar no carro do belo rapaz do apartamento ao lado, não se conteve. Me arrastou pelos cabelos e me deu um tapa na cara. Um só, bem estalado. Depois atirou-me no sofá e trancou-se no quarto. Dormi sozinha na sala com a certeza de ser amada de verdade, tive lindos sonhos. Mas pela manhã, ao vê-lo tomando café tão silencioso, não resisti à pergunta.
(conto do meu livro Falo de Mulher)
24 Janeiro, 2010 ás 1:27 pm |
Melhor conto!
22 Janeiro, 2010 ás 12:09 pm |
Ótimo conto, bem ao estilo que aprecio. Espero encontrar seu livro aqui no eixo Recife-Natal. Abraço e parabéns pelo blog.