CLÁSSICOS NA ABRIL, UHU!

É com grande entusiasmo que repasso email da minha querida amiga Isabella Macarti, pois não é todo dia que a gente tem uma notícia dessas:
Após intervalo de 32 anos, a Editora Abril volta a lançar uma primorosa coleção de literatura. Clássicos Abril Coleções reúne, em 35 volumes ricamente encadernados, as melhores traduções de 30 das mais importantes obras da literatura universal. Os livros estarão disponíveis semanalmente em bancas e livrarias por apenas R$ 14,90. Na promoção de lançamento, o leitor adquire o volume 1 de Crime e castigo, de Dostoiévski, e ganha o volume 2. A coleção será lançada no dia 26 de fevereiro nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, e em maio nos demais Estados.
Os títulos da coleção
1. Crime e castigo – vol. I – Fiódor Dostoiévski (trad. Rosário Fusco)
2. Crime e castigo – vol. II – Fiódor Dostoiévski (trad. Rosário Fusco)
3. Madame Bovary – Gustave Flaubert (trad. Fúlvia M. L. Moretto)
4. O retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde (trad. José Eduardo Moretzsohn)
5. Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
6. A divina comédia – Inferno – Dante Alighieri (trad. Jorge Wanderley)
7. Os sofrimentos do jovem Werther – J. W. Goethe (trad. Leonardo Lack)
8. O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha – vol. I – Miguel de Cervantes (trad. José Luis Sánchez e Carlos Nougué)
9. O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha – vol. II – Miguel de Cervantes (trad. José Luis Sánchez e Carlos Nougué)
10. Hamlet, Rei Lear, Macbeth – William Shakespeare (trad. Barbara Heliodora)
11. Ilusões perdidas – vol. I – Honoré de Balzac (trad. Leila de Aguiar Costa)
12. Ilusões perdidas – vol. II – Honoré de Balzac (trad. Leila de Aguiar Costa)
13. Orgulho e preconceito – Jane Austen (trad. Lúcio Cardoso)
14. O primo Basílio – Eça de Queirós (trad. Paulo Franchetti)
15. Moby Dick – vol. I – Herman Melville (trad. Berenice Xavier)
16. Moby Dick – vol. II – Herman Melville (trad. Berenice Xavier)
17. O falecido Mattia Pascal – Luigi Pirandello (trad. Rômulo Antônio Giovelli e Francisco Degani)
18. O homem que queria ser rei e outras histórias – Rudyard Kipling (trad. Cristina Carvalho Boselli)
19. Os lusíadas – Luís de Camões
20. A metamorfose – Franz Kafka (trad. Lourival Holt Albuquerque)
21. Outra volta do parafuso – Henry James (trad. Brenno Silveira)
22. O assassinato e outras histórias – Anton Tchekhov (trad. Rubens Figueiredo)
23. O morro dos ventos uivantes – Emily Brönte (trad. Raquel de Queiroz)
24. Mensagem – Fernando Pessoa
25. Coração das trevas – Joseph Conrad (trad. Celso M. Paciornik)
26. O vermelho e o negro – Stendhal (trad. Raquel Prado)
27. Cândido – Voltaire (trad. Marcos Bagno)
28. Os Malavoglia – Giovanni Verga (trad. Aurora Bernardini e Homero de Andrade)
29. Os sertões – vol. I – Euclides da Cunha
30. Os sertões – vol. II – Euclides da Cunha
31. Contos de amor, de loucura e de morte – Horacio Quiroga (trad. Eric Nepomuceno)
32. Infância –Maksim Górki (trad. Rubens Figueiredo)
33. Grandes esperanças – Charles Dickens (trad. José Eduardo Moretzsohn)
34. No caminho de Swann – Marcel Proust (trad. Fernando Py)
35. Odisseia – Homero (trad. Prof. Jaime Bruna)

Site da coleção

É pra comemorar!!!

17 Respostas para “CLÁSSICOS NA ABRIL, UHU!”

  1. OS NÚMEROS DE 2010 « Doidivana Diz:

    [...] CLÁSSICOS NA ABRIL, UHU! Fevereiro, 2010 16 comentários [...]

  2. Isabella Diz:

    A propósito das traduções: acho importante compartilharmos nossas impressões, e por isso vim deixar meu comentário. Li dessa coleção, por enquanto, “O assassinato e outras histórias”, “O falecido Mattia Pascal”, “(…) Dom Quixote da Mancha” e “O retrato de Dorian Gray”. A tradução de Dom Quixote é ótima, muito cuidadosa; a de O assassinato é também muito boa. Já da tradução de Mattia Pascal não gostei tanto, mas penso que talvez tenha algo a ver com o estilo do autor, e a de Dorian Gray achei ruim de verdade. Mais alguém antipatizou com essa tradução? Haha. O tradutor me pareceu muito pouco cuidadoso, inclusive cometendo erros primários (não sabe a diferença entre “mal” e “mau”, por exemplo). Talvez isso tenha, aliás, influenciado no meu julgamento a respeito do livro, que li pela primeira vez e de que não gostei — mas isso vai além da tradução, é claro.
    Deixem suas opiniões!

  3. Roberto Nogueira Diz:

    Renilton, nesse final de semana eu comparei as duas traduções, a do Rosário Fusco (que eu comprei) e a do Paulo Bezerra, que inclusive comenta a primeira, elogiando-a como um bom texto em português. Pelas passagens que eu li em cada obra pude constatar que, de fato, o texto de Fusco é mais rebuscado, enquanto o de Bezerra expressa uma coloquialidade maior e as vozes dos personagens se distinguem mais entre si. Além disso, o livro da Ed. 34 tem mais notas e isso faz muita diferença no episódio em que Marmeládov narra a história de sua filha. Mas, se por um lado a tradução do francês feita por Fusco se distancia da “crueza” de Dostoiévsk, eu a estou considerando como um livro duplo: é o romance russo reescrito por Fusco. Vale a pena.

  4. Renilton José Pizzol Diz:

    Desculpem-me pela intromissão. Quando fiquei sabendo da coleção da Abril me deu um baita comichão: vou comprar mesmo os títulos que já tenho mas então bateu a dúvida: e as traduções? Paranóia ou não hoje me preocupo com isso na hora de comprar um livro, embora não tenha sensibilidade crítica suficiente para apontar: essa é uma boa tradução essa não mas paranóicos são paranóicos justamente pela paranóia que carregam (além do mais vide exemplo da Martin Claret e seus tradutores poliglotas). Comprei por fim Crime e Castigo com tradução de Rosário Fusco mas fico pensando se comprar Crime da editora 34 com tradução de Paulo Bezerra não seria literariamente mais proveitoso (embora custe 64 reais!). Como pontos positivos da coleção estão a própria coleção e a presença de tradutores como Barbára Heliodora!

  5. Roberto Nogueira Diz:

    Acho que você tem razão, Denise. Um professor meu uma vez me disse que a tradução pertence mais ao tradutor que ao escritor de origem. Se é assim, que o tradutor seja um escritor à altura do original.

  6. denise bottmann Diz:

    se puder palpitar, a tradução do rosário fusco pelo francês é muito mais bonita, a meu ver, do que a da natália nunes pelo inglês. e ademais, pela própria envergadura literária de rosário fusco, acho que vale a pena. tenho a trad. dele publicada na fogos cruzados da josé olympio, em 1951 (2a. ed.).
    e a 14,90 os dois volumes? eu não hesitaria, quando menos pelo valor histórico-literário do trabalho do fusco.

  7. Roberto Nogueira Diz:

    Eu fiquei sabendo aqui (http://www.ufmg.br/boletim/bol1442/sexta.shtml) que a tradução de Crime e Castigo, de Rosário Fusco, veio do francês e não diretamente do russo, o que “tornam os textos traduzidos estranhos à concepção de arte e linguagem do próprio Dostoiévski”, segundo Paulo Bezerra. Agora estou na dúvida novamente, não sei se compro ou não o volume dessa coleção.

  8. Maria Clarete Diz:

    Fiquei muito feliz porque agora vou poder completar minha coleção de clássicos.Fiz a bobagem de emprestar o Morro do ventos uivantes, com capa dura com a parte de cima das folhas banhado a ouro, e nunca mais a pessoa me devolveu, por mais que eu cobre…Olhei rapidinho e lá estava o grande clássico da Literatura Inglesa.Agora é só esperar e comprar os que me faltam.Um abraço!!!

  9. Fatima Cristina Diz:

    Oi Ivana!
    Obrigada por divulgar. Vou ficar ligada para poder adquirí-los para a biblioteca do Instituto Latino Americano aqui de Graz.
    Beijos,
    Fatima

  10. Ana Cristina Melo Diz:

    Que legal. Vou replicar, tá? Bjs

  11. Ligia Pin Diz:

    querida
    o link para a coleçao não está entrando…
    beijos

  12. Jane Malaquias Diz:

    Sei não, já vi esses títulos todos no sebo aqui perto de casa…

  13. Marcia Brito Diz:

    Que boa notícia. Adorei Vou ficar ligada. Super abração, Marcia

  14. Isabella Marcatti Diz:

    Ivana querida, muitíssimo obrigada por espalhar a notícia entre os seus leitores!
    Denise, obrigada por identificar o erro no release. Você tem toda razão, é de doer! A gente revisa um textinho desses mil vezes e sempre passa algum absurdo. O Paulo Franchetti comentou a edição e fez notas de rodapé. Vou corrigir esse lapso agora mesmo. Mais uma vez, obrigada.

  15. denise bottmann Diz:

    legal!
    mas “14. O primo Basílio – Eça de Queirós (trad. Paulo Franchetti)” é de doer!

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