Arquivo de Março, 2010

HUGH LAURIE ENTRE OS MAIS MAIS

31 Março, 2010

(pra dar um descanso pra mente)

- É o 3º entre as celebridades mais bem pagas, ganhando US$ 400.000,00 por episódio.
- Na ‘Forbes Magazine’, está em 94º lugar entre os mais poderosos de Hollywood.
- Na ‘Hello! Magazine’ está em 5º entre os homens mais atraentes.
- Está em 42º lugar entre as maiores celebridades do Reino Unido.
- Até mesmo seu livro, ‘The Gun Seller’, foi o nº 1 na França, segundo a BBC.
- Está entre os homens mais sensuais acima dos 40 anos.
- Participa da lista dos ‘bad boys’ mais bonitos da atualidade.
- Figura entre os homens com os olhos azuis mais desejados.
- É um dos mais elegantes no tapete vermelho.
- Está entre os atores que conseguiram sucesso como diretores em seu próprio seriado.

Tirado daqui

NIVER DO MARCELINO

29 Março, 2010

Zezé e Felipe, chegaram no horário

Adrienne chegou com o aniversariante.

Eu também primo pela pontualidade

Índigo e Katiane, felicíssimas

Olha quem nos deu a honra! André, el maridon da Andrea del Fuego

Bebelzinha (que está muito magrinha pro meu gosto)

Jojo e Juju

Que linda camisa!

Roniwalter e Ida, casal número 1 em simpatia

uma tomada geral. Marcelino, queridíssimo.

Que belo perfil tem Michel Laub

Marcelo Carneiro da Cunha, Fabiana e um escritor também gaúcho (ou poeta, ou cineasta) que me escapa o nome.

Mais um pro mate.

Chegaram

Dois corintianos absolutamente confiantes no resultado do jogo que logo começaria.

Minha pedida no Sujinho é sempre carré de carneiro. Maravilhoso!

São Paulinos sobem a Consolação rumo ao Pacaembu

Andrea num momento Ronaldo

Joca após a cidadania espanhola recém conquistada

Ivan e Adilson não podiam faltar

A turba são-paulina

tropas para conter a torcida tricolor

Marcelino e Marcelo

nosso galã, Manu Maltez

a legenda da camisa: longa vida ao gran comandante Mao

Joca num momento muito terno

que durou pouco

JANTAR COM KINZINHO E LUCIANA

29 Março, 2010

Kinzinho, meu sobrinho querido, passou por São Paulo pra assistir a peça da Luciana Fróes, sua bela amada, e me convidou para um jantar em família global.

Os pais do noivo

Lélia, a sogra super bonitona e simpática

Rogério Fróes, o talentoso ator e muito divertido sogrão.

O Bento, filho da Luciana, não saiu na foto porque estava dormindo no colo da Luciana. Uma graça de moleque.

DIOMIRA NO GUIA DA FOLHA

26 Março, 2010

Obrigada, Francisco Costa.

Diomira te manda um beijo estalado.

ANACRONISMO? SERÁ MESMO?

26 Março, 2010

(Resenha de Reynaldo Damazio, hoje, no Guia da Folha)

O romance de Ivana Arruda Leite talvez chame mais a atenção pelas contradições que apresenta do que propriamente por aquilo que é narrado. A personagem central é uma mulher que chega aos 40 anos sem grandes objetivos, com muitas frustrações e incertezas, e que registra em fitas cassetes, sempre ao final do ano, entre 19984 e 1992, os acontecimentos que marcaram sua vida naquele período.

Cada depoimento é uma espécie de grito contra a solidão, uma tentativa de evitar ou adiar o suicídio, um desabafo comovido e engraçado sobre os desacertos de uma vida errante, entre bebedeiras, trepadas e “papos cabeça”.

É curioso como uma mulher com essa idade, num momento posterior à contracultura, aos movimentos feministas e de tantas mudanças políticas em seu próprio país, viva em função de relacionamentos amorosos confusos, em busca do amor ideal.

O contexto social está ali, mas a narrativa se rende à sujeição da personagem aos caprichos de um amante vagabundo, bêbado, egocêntrico, machista e que exploca descaradamente as mulheres. Parece anacronismo.

O texto delicado da autora, no entanto, salva a narrativa do melodrama ao fazer uma crônica cheia de autocríticas dessa ressaca existencial.

Gosto muito do Reynaldo, mas discordo do fato de ele achar curioso que “depois da contracultura e dos movimentos feministas” uma mulher ainda se atormente com relacionamentos do naipe que eu mostro no livro. Em que mundo você vive, querido poeta? Eu não paro de encontrar mulheres assim ATÉ HOJE. Fora isso, quem disse que os romances só podem contar histórias de mulheres bem resolvidas? Muito pelo contrário. Minhas personagens são, na sua imensa maioria, mulheres que ouviram cantar o galo, saíram correndo atrás mas vivem indo por caminhos tortos e dando com a cara no chão.

Apesar desse senão, gostei muito da resenha, claro.

ALAMEDA SANTOS NA MONA DORF

24 Março, 2010

Na coluna da Mona Dorf no Ig (excelentésima. Merece visita diária), um podcast onde eu leio um trecho do Alameda Santos.

ANA JEHA LINDOSO

22 Março, 2010

A linda filhota no colo do pai. Zé Gabriel: por favor, este NÃO É MEU LIVRO INFANTIL.

Felipe Lindoso, o avô babão

POEIRA: DEMÔNIOS E MALDIÇÕES

22 Março, 2010

Este é o título do novo livro que o meu amigo Nelson de Oliveira, escritor de talento sobejamente conhecido, lança nesta 4a. feira na Livraria da  Vila.  Estarei lá! Livro novo do Nelson é festa certa na Literatura Popular Brasileira.

Aqui ele fala sobre o livro ao Caderno Idéias

BABULINA, BABULINA

21 Março, 2010

O cheiro de pêssego nas ruas de dezembro trazia o natal pra dentro de mim, tornando doce e sumarenta a polpa que circunda o caroço da expectativa. Fruto prestes a explodir.
Abri a porta de madeira e desci os degraus com cuidado. Meus gestos deveriam eram artificialmente naturais. Nada ali era acaso, embora devesse parecer que. As janelas quase ao nível do chão davam a impressão que o mundo lá fora estava de cabeça para baixo. Comprei o tíquete das bebidas e sentei-me ao redor do balcão. A fumaça envolvia as cabeças num halo de santidade. As vozes misturavam-se numa estranha dissonância ao som do conjunto que tocava sem ser ouvido.
- Pra que lado fica o Pólo Norte?
- Não sei, mas se me der dois segundos posso lhe responder.
O belo rapaz ainda tinha o mesmo ar maroto que tanto me infernizara na sala de aula. Leciono geografia há mais de vinte anos, mas trago na memória o rosto de cada aluno.
- O norte é pra lá, apontei.
Seguindo a rota que meu dedo traçou, saímos os dois. O motorista do táxi também sabia para que lado era, pois nem pediu explicações. Foi seguindo.
Sob o luar da Paulista, observei seus cabelos loiros e lisos, o rosto pequeno, felino, o corpo com traçado de guerreiro. Seu nome eu já não lembrava, mas quando tocou minhas coxas batizei-o Coaraci.
Mau me reconhecia na rainha nua em frente ao espelho com manto plebeu de chenile vermelho sobre as costas. Colcha de cama de casal. Na manhã seguinte, manchete em todos os jornais: Professora De Geografia Morta Por Desconhecido Em Motel Barato No Largo Do Arouche. À nossa frente o luminoso piscando sem parar, Cine Real, Cine Real.
Eu sou virgem sabia? Perguntei-lhe debruçada no parapeito da janela. Coaraci achou aquilo tão bonito que catou uma dúzia de estrelas e me fez uma linda grinalda. Só então me levou ao leito que havia preparado no topo da palmeira mais bonita, onde fui comida em grandes bocados que lhe regalavam de prazer. Uivo de lobo saindo do oco da garganta. Quase um lamento, não houvesse ali uma oculta alegria.
Incendiei-me nos picos nevados do Himalaia, lambuzei-me na baba melada da tocaia mais oculta e emergi satisfeita do mergulho no oceano azul-marinho. Nos cabelos eu trazia uma estranha flor que às gargalhadas chamamos de flor do cerrado.
Quando acordamos sentimos fome, mas logo avistamos mesa com mamão, bolacha e café. Coaraci fechou as asas e planamos num rasante de estarrecer. O guerreiro serviu-me com gentil delicadeza e foi para rede tomar uísque e mascar guaraná. Preguiçosamente, pôs-se a contar de suas andanças pelo mundo, o tempo em que fora nhambu, das viagens no currupio e das lutas que travou com boitatá. O irresistível charme do seu cocar burguês me divertia à beca. Jeans e penacho no mesmo tacho. O olhar tinha força de índio, mas osso é frágil e se quebra, braço na tipóia, Coaraci é o diabo em forma de gente.
De repente, o brado de despedida. Era hora de partir. Coaraci começou a rodar e bater suas asas num barulho ensurdecedor. Quando seus pés já não tocavam o chão, virou o nariz pra cima e saiu pela janela sem que eu visse qual pólo escolheu desta vez. A grinalda ele levou consigo, mas a buceta ardida e cortada era a prova que estivera comigo.
Daqui a pouco papai estará esbravejando. Deve ter me chamado a noite inteira. Limparei suas nádegas, lavarei os lençóis mijados e o levarei ao jardim para tomar um pouco de sol. Nas manchetes dos jornais só as desgraças habituais. Velha professora não foi assassinada por desconhecido em motel barato do Largo do Arouche. Amanhã ou depois pode até repetir a experiência.

(conto do meu livro Histórias da Mulher do Fim do Século)

ERRAMOS FEIO

19 Março, 2010

Outro dia eu postei aqui a foto do Fábio Moon e do Gabriel Bá e me referia a eles como Os gêmeos. Marcelino Freire hoje me avisou que uma coisa não tem nada a ver com a outra. O Fábio e o Gabriel são gêmeos sim, mas não são Os gêmeos, que se chamam Otávio e Gustavo Pandolfo. Putz. Mas também duas duplas de gêmeos grafiteiros (que trabalham juntos) só podia dar nisso.

Fábio Moon e Gabriel Bá

Os gêmeos

correção da correção: Os Gêmeos são grafiteiros. Fábio Moon e Gabriel Bá são quadrinistas. E tenho dito.


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