Arquivo de Maio, 2010

GRAFIAS URBANAS – É HOJE!

31 Maio, 2010

O Adilson Miguel, meu querido amigo, editor da Scipione, organizou uma linda antologia, da qual tenho a alegria de participar, sobre dramas urbanos. Dez contistas de primeira linha (modéstia às favas) contando histórias absurdas, poéticas, terríveis, hilárias, reais, surreais sobre os mais diversos personagens de uma megalópole.  O livro é lindo, podes crer. Gostei muito do conto do Marcelino Freire, do Fernando Bonassi, da Verônica Stiger. Mas quase morri com o conto do RODRIGO LACERDA. Cara, que conto é esse? Sobre um traficante classe média que vende droga para bacanas em geral. DEMAIS! Todos fizemos o melhor possível, mas o Rodrigo extrapolou. Saravá, neguinho. O lançamento vai ser dia 31 de maio, 2a. feira, no Barco. Compareça, pegue nosso autógrafo e beba uma cerveja conosco. Tudo valerá a pena. Uau. Tô estarrecida.

UM DOIS NADA FEIJÃO COM ARROZ

30 Maio, 2010

Há muito que eu queria conhecer o Dois, restaurante de cozinha contemporânea na r. Antonio Bicudo, 116, em Pinheiros. Sempre ouço maravilhas sobre ele. Aproveitei que eles estão fazendo o Festival do Piauí e fui lá conhecer.  Você pode pedir o menu degustação de 4 pratos (2 entradas, o principal e a sobremesa) por R$ 90,00 ou pedir cada coisa separadamente. Eu fui de cuscuz nordestino com manteiga, que é o couvert, patinha de caranguejo com um vinagrete que eu jamais conseguirei descrever a delícia que é, e arroz de jaca com camarão e jaca grelhada, um dos MELHORES pratos que eu tive a felicidade de provar na vida. Tudo isso e mais duas cervejas acabou saindo R$ 93,00, mais caro que a degustação, mas sabe aquela grana que você paga com gosto pelo prazer que ela te deu? Os chefes Felipe Ribenboim e e Gabriel Broide são dois craques. Dos deuses. Recomendo vivamente.

Índigo, na volta passei na Livraria da Vila e troquei o Humilhação, do Philip Roth (que você me deu e eu já tinha) pelo Verão, do J. Coetzee.

MEU NIVER

29 Maio, 2010

Ontem eu despedi como eu gosto dos 50, com comidinha, bebidinha e um monte de amigos queridos ao redor.

Ana Laura, sobrinha queridinha da titia

as priminhas mais fofas do mundo

Rodrigo Lacerda foi o primeiro a chegar.

E nem sabia que estava entre os finalistas do prêmio São Paulo. Comemoramos.

A moça que veio de longe

Zezé e Felipe

Joca e Bel me deram o “Do fundo do poço se vê a lua” de presente, mas BEM amarrado para eu não mostrar pra ninguém.

Êi-los.

Adilson, meu querido editor da antologia “Grafias urbanas” que lançaremos na 2a. feira, no Barco.

Katiane e José Olimpio, o casal mais fofo da Vila Madalena

Ivan Marques, desconfiado.

Joana, queridinha

Tati, que trabalha com a Bebel no Itaú e uma outra amiga

Andrea, felicíssima, Xinho e Marçal ao fundo

Luiz Roberto Guedes, nosso poeta galã cheio de charme

Na companhia da sempre doce Fernanda Benevides.

uma amiga lindinha do Xinho.

Será só amiga mesmo?

Judith Zuquim, minha amiga de épocas dinossáuricas.

Edinho, rei da simpatia

Marçal Aquino que deu um tempo no Força Tarefa pra ir me dar um beijo. Aliás, o seriado está nos capítulos finais. Recomendo vivamente!

Marcelo Carneiro da Cunha, cujo filme deve estrear em breve nas telonas do Brasil e do mundo.

Saravá que eu tô chegando.

Um casal ornado.

Esse então… feitinhos um para o outro

Renato Parada e Lulina. O fotógrafo e a cantora talentosíssima com voz de rouxinol (ou será cotovia?)

As meninas compraram camisas de seus respectivos times no São Cristovão.

Índigo, a mais nova santista.

Andrea, uma corintiana fresquinha

Edinho, um são paulino contrariado.

Renato Parada, só ri.

Bebel e Pablo

Rodrigo Levino!

vê se pode uma coisa dessas.


FINALISTAS DO PRÊMIO SÃO PAULO 2010

28 Maio, 2010

Saiu a lista dos finalistas ao prêmio São Paulo, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo (aquele que dá R$200.000,00 ao vencedor do melhor romance estreante e melhor romance veterano) E EU TÔ ENTRE ELES!!!

Eis os autores nervosos a partir de hoje (o resultado sai dia 02 de agosto)

Melhor Livro do Ano (de 2009)

Bernardo Carvalho, O Filho da Mãe (Companhia das Letras)
Chico Buarque, Leite Derramado (Companhia das Letras)
João Ubaldo Ribeiro, O Albatroz Azul (Nova Fronteira)
Luiz Ruffato, Estive em Lisboa e Lembrei de Você (Companhia das Letras)
Ondjaki, AvóDezanove e o Segredo dos Soviéticos (Companhia das Letras)
Paulo Rodrigues, As Vozes do Sótão (Cosac Naify)
Raimundo Carrero, A Minha Alma é Irmã de Deus (Record)
Reinaldo Moraes, Pornopopeia (Objetiva)
Ricardo Lísias, O Livro dos Mandarins (Alfaguara)
Rodrigo Lacerda, Outra Vida (Alfaguara)

Melhor Livro do Ano – Autor Estreante (de 2009)

Brisa Paim Duarte, A Morte de Paula D. (Edufal – Alagoas)
Carlos de Brito e Mello, A Passagem Tensa dos Corpos (Companhia das Letras)
Carol Bensimon, Sinuca Embaixo D’água (Companhia das Letras)
Cíntia Lacroix, Sanga Menor (Dublinense)
Claudia Lage, Mundos de Eufrásia (Record)
Edney Silvestre, Se eu Fechar os Olhos Agora (Record)
Ivana Arruda Leite, Hotel Novo Mundo (Editora 34)
Ivone Castilho Benedetti, Immaculada (WMF Martins Fontes)
Lívia Sganzerla Jappe, Cisão (7 Letras)
Maria Carolina Maia, Ciranda de Nós (Grua Livros)

ADORO ESCREVER HISTÓRIAS…

26 Maio, 2010

“Adoro escrever histórias. É meu vício desde pequena. Mas infelizmente ainda não aprendi a usar a imaginação. Sendo assim, não me resta outra saída se não me meter numa encrenca atrás da outra pra escrever algo que preste”.

“Essa mania de fazer da minha vida um best-seller diverte muito as pessoas, a mim nem tanto. Vivo correndo atrás de ibope, embora meus ouvintes não somem meia dúzia”.

“Jantamos um robalo grelhado ao molho de alcaparras. Impossível esquecer o gosto daquele peixe. Inúmeras vezes tentei fazer igual mas nunca cheguei nem perto. Ir tão longe pra voltar com a lembrança de um peixe grelhado. E pensar que às vezes nem isso sobra”.

(trechos do conto Ao homem que não me quis, no livro do mesmo nome, que vai ser relançado juntamente com o Histórias da Mulher do Fim do Século e o Falo de Mulher, pela Iluminuras, no 2o. semestre)

TICA CALASANS

26 Maio, 2010

A Tica é uma prima minha, de Penápolis, cheia de charme e simpatia e dona de uma voz maravilhosa. Ela e o Edu Lima vivem se apresentando pelos bares de São Paulo, naquela batalha que nós bem conhecemos de levar o nosso trabalho ao maior número de pessoas possível. Este é o blog da Tica, onde você poderá conhecer um pouco do trabalho dela e ver onde ela vai se apresentar no mês de junho. Acompanhe porque eu garanto que vale a pena!

DILEMAS ÍNTIMOS E ESPELHO DE UMA ÉPOCA

26 Maio, 2010

Este é o título da resenha que o Ronaldo Cagiano fez sobre o Alameda Santos no Diário da Manhã, jornal de Goiânia.

AMIGOS E QUITUTES

24 Maio, 2010

Como eu ia dizendo, a delícia da amizade é que ela é gratuita, inexplicável e aleatória. Quantas vezes, na rua, eu bato o olho em alguém e penso: só não somos amigos (ou amigas) porque ainda não marcamos hora e lugar.

Por outro lado, têm aqueles que fazem de tudo pra privar da nossa amizade e a coisa não engrena.

E aqueles que abusam da nossa boa vontade, vivem dando mancada, e mesmo assim não saem da lista dos mais queridos?

Na infância e adolescência, os amigos são tudo na nossa vida. Enfrentamos o mundo para defendê-los. Mas aí começam as paqueras, os namoros e eles vão ficando em segundo plano. Depois vem o casamento e, para evitar complicações, os amigos de um são os amigos do outro. Até que chega a hora da separação e a terrível tarefa de dividir os amigos. Esse é meu. Não, é meu.

Parece que só depois que a vida sossega, temos serenidade para degustar uma boa amizade com o requinte que ela merece.

Uma coisa bacana que eu aprendi bem tarde é ser amiga de mulher. Confesso que tinha sérias restrições a respeito. Mas de uns tempos pra cá, foi me dando uma paixão por certas mulheres incríveis e seus caprichos maravilhosos que eu vi o tempo que eu perdi achando que amizade de mulher era isso, aquilo…

Aliás, quer coisa melhor do que amizade sem sexo? Ela existe, sim senhor. Mas esse néctar não é pra qualquer um. É preciso comer muito feijão pra chegar lá. Antes dos 40, somos altamente inflamáveis, tem muita combustão no ar e isso atrapalha a amizade. É uma hipótese.

Por falar em hipóteses, uma vez eu ouvi uma tão bonita sobre essas tais sintonias inexplicáveis que não canso de repeti-la: Deus, quando fez as pessoas, as fez em fornadas. Os que são da mesma fornada se reconhecem.

***

Aproveito esse pé de coluna para convidar a todos, de todas as fornadas, para o lançamento do meu livro, Eu te darei o céu, sobre as aventuras de uma garota que, nos anos 60, andava pela rua Augusta, estudava no Ginásio Meira, tomava chá no Yara e era louca pelo Roberto Carlos. Adivinhou? Dia 24 de junho, a partir das 20h, na Galeria Ouro Fino (onde mais poderia ser?).

(atenção: NÃO compareçam ao evento acima. Ele aconteceu em 2004, quando esta crônica foi publicada na Revista da Folha. Mas se quiserem comprar o livro, eu agradeço da mesma forma)

O EXERCÍCIO

22 Maio, 2010

Sofia dançava um tango argentino enquanto o professor, na cama, sorria maravilhado. Emocionada, contou-lhe a lição que aprendera quando almoçou com a morte e soube que nem só de morte é feita a morte. A vida brota no meio da morte enquanto se come bife com legumes. A vida nasce de dentro da couve-flor, dizia ela com a voz entrecortada pelos sussurros de Gardel na Cumparsita. A morte chegou a confessar-lhe que errou três vezes: na primeira fez-se arroubo e enforcou a vida em praça pública; na segunda salgou a vida até que dela não brotasse mais nada; na terceira comprou uma Olivetti portátil e começou a escrever versinhos. Foi assim que a morte se salvou. Esta foi a lição matutina. Na lição vespertina, Sofia lhe contou que aprendeu que a vida é míope e também errou três vezes: na primeira pisou na cabeça da serpente pensando tratar-se de minhoca; na segunda negou um trocado quando ela veio lhe oferecer chiclé na esquina; na terceira descobriu que nem só de vida é feita a vida. Foi a sua salvação. Com as lições na ponta da língua, Sofia se enfiou embaixo do cobertor lilás e enrolou-se nas pernas do professor que lhe aplaudia extasiado.

(conto publicado no meu livro Histórias da mulher do fim do século, a ser relançado em 2010, juntamente com Falo de Mulher e Ao homem que não me quis. Aguardem! )

VIDA DE ESCRITOR

22 Maio, 2010

Folha: você disse que, se começasse de novo, não seria escritor.
Philip Ropth: É uma vida difícil. Você sempre precisa construir algo do nada, e coisas que convençam. O esforço é gigantesco. E a frustração é enorme.

(hoje, na Folha de São Paulo)


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