Arquivo de Junho, 2010

ESTEREÓTIPOS

29 Junho, 2010

É incrível a pressão que as pessoas fazem pra você andar na linha. Na linha delas, evidentemente. Na linha que elas decidiram que é a mais reta. E o louco é que vivemos numa época onde a individualidade é super valorizada. “Seja você mesmo” é o lema de todas as bandeiras. Só quem chega perto, lê o que está escrito embaixo, em letras miudinhas: e prepara-se para a porrada.
Como tenho medalha de ouro na categoria nado contra a correnteza, adoro pessoas que saem do script.
Você conhece um cara gay, pensa que ele é quase uma flor e, quando vê, ali está um homem de fazer inveja a Bruce Willis. Ou vice-versa, uma lésbica que, esta sim, é um miosótis.
Nada mais chato do que aquela pessoa que, depois de 5 minutos, você é capaz de adivinhar o que ela vai falar pelas próximas 2 horas. Um estereótipo ambulante. Se quero parecer intelectual, devo me comportar assim; se quero parecer maluca, assado; feminina, de um jeito; moderna, de outro.
Coitada da mulher que, como eu, acha que a paixão é um surto psicótico e dá graças a Deus por se ver livre desse mal. É vista como alguém que tem um parafuso a menos, ou um defeito a mais.
E a que não quer ter filhos, então? Esta é uma pedra entupindo o fluxo da vida. Pode crer, quem as condena são as que odeiam a maternidade. As pessoas odeiam quem não sofre como elas.
Se você não coloca o sexo entre as prioridades da sua vida e acha as peruas do Sex & City umas dementes, ninguém vai querer você por perto.
Além dos preconceitos grandões, que todo mundo condena e combate, existe um varejão de preconceitos menores que, nem por isso, incomodam menos.
Você já chorou ouvindo Ivan Lins? Você tem o disco de Natal da Simone? Você é fumante e não pretende parar? Você odeia escatologia, especialmente na literatura? Você acha o Pedro Cardoso o homem mais bonito da televisão? Coitada…
Em época de eleição, então, é um horror. É preciso muita coragem pra confessar o voto e agüentar o tranco.
O credo de cada um deveria ser ponto de partida para conversas, risadas e encontros imprevisíveis.
Viva a polifonia total de preferências e paladares!

(crônica publicada da Revista da Folha, em 2004)

PAPO COM OS FINALISTAS DO PRÊMIO SÃO PAULO

27 Junho, 2010

Alguns dos finalistas do prêmio São Paulo estarão presentes em conversas nas livrarias da Vila e Cultura em junho e julho, período que antecede o grande anúncio dos vencedores. Eis aqui o roteiro. Eu estarei com Brisa Paim e Ivone C. Benedetti dia 21 de julho na Livraria da Vila da Al. Lorena.

clique e amplie para ler

CAMPINAS – SÃO PAULO

24 Junho, 2010

a biblioteca é bem grande num prédio moderno envidraçado de concreto, ao lado da prefeitura.

as pessoas foram chegando aos poucos.

essa foto ficou engraçada. Esse livro é maior que uma pessoa. Não parece, né? A burralda aqui devia ter colocado uma pessoa na frente.

após o papo, os autógrafos.

Um representante da Secretaria da Cultura da cidade

O João, responsável pela Biblioteca e pela primeira Viagem Literária realizada em Campinas.

Dois escritores campineiros.

Uma menina muito simpática e parecida com a Patrícia Melo.

dois futuros escritores campineiros.

Rose, uma atriz campineira.

E assim termina essa Viagem Literária que me deu MUITA alegria e, espero, tenha divertido os leitores deste blog que viajaram comigo por aqui.

Beijos a todos!!!

MANHÃ DE SOL EM CAMPINAS

24 Junho, 2010

Calor, dia lindo, banho tomado, barriguinha cheia, Ana Maria Braga na TV. O que mais eu podia querer? Campinas tem mais de um milhão de habitantes, o que significa que eu não devo sair à rua. Passar a manhã no hotel tá muito de bom tamanho. Tenho pavor de cidade grande…

Várias coisas a dizer: adorei o livro sobre a cidade de Sumaré que veio com dedicatória de todos da biblioteca. Sumaré é a cidade orquídea, minha gente!

O Hotel aqui em Campinas é muito legal. Na Júlio de Castilho, Hotel Premiun. Recomendo. Ontem, chegando morta de cansaço repeti pela enésima vez um mico que sempre faço em hoteis. Chego, lavo o rosto e fico indignada: que toalha grossa esse povo põe pra gente se enxugar. Até que percebo que estou enxugando o meu rostinho com o tapete do banheiro. Não vai me dizer que você nunca fez isso. Eles colocam o tapete em cima da pia. Na pressa, vai tu mesmo. Quando o tapete está pendurado no box, tudo bem. No caso não estava.

Quero deixar bem claro aqui que o Renato, meu motorista, tem sido um amor de pessoa, delicadíssimo, paciente e atencioso. Não quero que ele passe pra história (nem pra Secretaria) como o cara que não quis me levar pra Campinas, episódio que não o desabona em nada.

Hoje é dia de são João, viva são João, meu santo padroeiro! Sou doida por esse cabra zangado que vivia no deserto vestindo pele de animais, comendo gafanhoto com mel e metendo o dedo na cara de todo mundo: Convertei-vos, RAÇA DE VÍBORAS! Nada mais apropriado para o momento. Viva são João!

Hoje às 14h30 a última etapa da Viagem Literária na Biblioteca de Campinas.

Se você é do pedaço, compareça!

Aviso ao Henri, o conto da rainha se chama Xeque-mate e está aqui

MONTE MOR

23 Junho, 2010

Monte Mor tem 42 mil habitantes mas com corpinho de 10. Parece uma cidade super pequenininha e não é. A questão é que a população nessas cidades é mais rural (acho eu) e não aparece na cidade. Antes da palestra teve aquele entrevero que eu já esqueci. Às seis e meia nos encaminhamos pra Biblioteca, onde a Lorena já estava a minha espera.

O pessoal foi chegando devagar. No final não cabia uma pulga na biblioteca. Lotou total!

Eles fizeram um convitinho lindo de morrer.

Este é o Joaquim Baiano, escritor da cidade

Loreninha my love

A autora toma assento

O prefeito foi me dar as boas vindas

No final, as meninas sempre querem uma foto. Pro Orkut.

O pessoal da biblioteca, uns doces de criaturas

O Eduardo Naj,  dono da rádio que falou de mim o mês inteiro

a hora que eu mais gosto hehehehe

Olhem isso! Um cachecol pra eu assistir o jogo do Brasil! ADOREI!

Um beijo a todos de Monte Mor. E agora com licença que meu sanduíche chegou há uma hora e está esfriando na mesinha. Amanhã tem mais.

Ah, o gosto de ovo podre só passou agora pouco. Não caiam no conto da Fonte da Juventude. É pura enganação.

SUMARÉ

23 Junho, 2010

Meu querido amigo José Odair Quintal que trabalhou anos comigo na Caixa. Que alegria esse reencontro!

O da esquerda é o Wellington,  encarregado da biblioteca e organizador da Viagem em Sumaré, uma graça de menino, leitor desse blog que assim que eu cheguei me deu um abraço e falou: “Bem vinda a Sumaré, uma cidade com 240 mil habitantes”. Eu morri de rir. Ele leu aqui a minha mania e tratou de me situar. Uma cidadona! Eu pensei que Sumaré fosse pequena, mas não. É imensa. O problema de escrever posts atrasados é que você (eu) começa a confundir tudo. Esse à minha esquerda é Antenor Aragão, diretor da Biblioteca.

Essas sim são da biblioteca.

Dois leitores do blog e seguidores do tweeter muito simpáticos

casa lotada de adolescentes e crianças interessantes e mais ou menos interessadas

Eu me senti no sofá da Hebe. Muito chic e importante

Odair prestando atenção em tudo e lembrando dos velhos tempos

O presente lindo de morrer

Uma fã e sua filha

a jornalista que me entrevistou pra rádio

as meninas, sempre elas.

o livro com a história da cidade.

Pé na estrada, vamos pra próxima.

Adorei Sumaré!!! Adorei rever o meu querido Dadá.

PASSOU, PASSOU

23 Junho, 2010

Ah, já está tudo bem de novo. Estou num hotel lindo em Campinas, de pijaminha esperando meu sanduíche aqui no quarto e pronta pra contar tudo pra vocês.

Vamos lá:

ainda o almoço

O Grande Hotel São Pedro é um luxo só.

o restaurante propriamente dito

as saladas estavam bem interessantes. Tinha uma beterraba com gomos de mexerica que eu amei, um molhinho de roquefort tres chic.

eu escolhi um filet saint pierre com arroz à grega com vagens diversas e uma batata que prometia ser recheada com bacon mas não cumpriu a promessa. As outras opções eram filés (de carne e de frango) nadando naquele “molho madeira com champignon” que conhecemos muito bem. Pedi a conta e segui viagem.

À BEIRA DE UM QUASE PITI

23 Junho, 2010

O cenário é a praça de Montemor. O local é um boteco cheio de bêbados comendo churrasquinho. Eu com meu netbook, tomando uma coca zero depois de ter comido uma tapioca que um cara faz na praça. Não. É isso que não pode acontecer. Tempo livre, à toa. A palestra em Sumaré foi ótima. Imagine que meu grande e querido amigo José Odair Quintal, que trabalhou comigo nove anos na Caixa Econômica, aposentou-se e mora em Nova Odessa leu no jornal que eu estaria em Sumaré e foi lá me ver. A maior emoção!!! Não nos víamos há mais de 20 anos.  As fotos vêm depois. Terminada a palestra eu queria ir pra Campinas, me acomodar e depois vir pra Montemor. É tudo coladinho e eu sabia que teríamos tempo de sobra mas o Renato não quis e aqui estou eu, esperando a hora há horas pra ir pra biblioteca me encontrar com o pessoal. Eu não sou do tipo que se distrai andando pela cidade nem olhando a paisagem, por isso não adiante me dar esse tipo de conselho. Estava no carro até agora. Até que deu vontade de ir ao banheiro. Aí atravessei a praça e vim nesse boteco. Saco. Nem vai dar pra eu trocar de roupa antes da próxima palestra. Onde? Depois, vamos pra Campinas, onde dormirei e amanhã farei a última palestra. Seis cidades em cinco dias não é fácil. Mas agora falta pouco. Amanhã, a esta hora, eu já estarei na minha casinha. E a Lorena disse que virá me encontrar aqui em Montemor. Quem sabe tomaremos uma nesse boteco até alta madrugada.

EL GRAN ALMOÇO

23 Junho, 2010

Na verdade, o almoço no Grande Hotel de São Pedro foi decepcionante. O lugar é lindo, tudo impecável, o serviço idem mas a comida deixa muito a desejar. Um self service sem grandes méritos. Parecia um cenário de um filme bizarro. Fora eu e a enfermeira de um velhinho, a pessoa mais nova no salão tinha 102 anos. Não recomendo. Fora o preço, caríssimo: o almoço mais uma long neck: 90 reais. Absurdo. Parte do mau humor vem do gosto de ovo podre que ainda não saiu da minha boca.

mais fotos mais tarde.

UM PASSEIO PELA CIDADE

23 Junho, 2010

Tudo aqui é bonitinho, ajardinado e muito bem cuidado

a avenida principal

êi-la! Aconselho não tomar. Basta um gole da fonte da juventude e você vai arrotar ovo podre o resto do dia.

as três bicas de água das fontes de São Pedro

o povo acorre à fonte da juventude e enche galões de esperança.

o local dos banhos

O Hotel – HS Sollis. Recomendo.

Vou almoçar no Grande Hotel São Pedro (quase em frente ao meu Hotel), hotel escola do curso de gastronomia do Senac, um dos melhores do Brasil. 75 reais por pessoa. Tomara que valha a pena. Não poderia vir aqui e não conhecer o Grande Hotel e provar a comida dos futuros chefs do país.


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