Parece um carma: tudo pelo que eu me apaixono um dia acaba, some, deixa de existir. Eu sei que nada é eterno nessa vida mas comigo isso é uma constante. Não falo de pessoas, falo dessas pequenas coisas que fazem a alegria e a graça de cada dia. Quando eu fumava, o meu cigarro era sempre o que saia de linha. Se eu descubro um shampoo pode crer que em pouco tempo ele deixa de ser fabricado. Batom, perfume é sempre a mesma ladainha. O perfume que eu descobri há cinco anos pra chamar de meu é nacional e baratinho. Na época ele estava na bacia de todas as farmácias. Hoje para encontrá-lo só pedindo na fábrica ou pela internet. Dentro dessa lógica, nada mais óbvio do que o restaurante que eu mais amava em São Paulo, aquele por quem me derramei em elogios aqui no blog dezenas de vezes, fechasse. Quando soube que o AK ia fechar as portas a sensação foi da morte de alguém querido. Fiquei tristíssima, procurei saber o que tinha acontecido. A própria Andrea pediu que eu tivesse calma. “Você vai gostar da história”, ela me disse pelo twitter. Hoje eu e Bebel fomos lá para as exéquias. Realmente o restaurante vai fechar as portas em outubro mas vai ser reaberto em outros moldes na Fradique Coutinho até o final do ano ou começo do próximo. Meno male. Claro que para a Andrea também foi um baque ver que as negociação com o dono do imóvel naufragaram mas, passado o susto, ela respirou fundo e botou lenha no projeto de abrir a nova casa que será mais informal, menos Higienópolis e mais Vila Madalena, menos judeu e mais all the world. No novo, o cardápio versará sobre grelhados, frutos do mar, porco, verduras e legumes da horta. Com certeza, também será um sucesso. A Andrea com seu charme, simpatia e, principalmente, talento vai fazer dele um lugar tão agradável quanto este que fecha suas portas. Até porque a atração principal do AK sempre foi ela mesma! Só nos resta aguardar. Se você não conhece, ainda dá tempo de experimentar as delícias do AK na rua Mato Grosso, 450. Em tempos de Restaurante Week, os preços estão super razoáveis.
o melhor couvert: pães feitos lá com todo capricho, patê de fígado, patê de ovos e pepininho em conserva.
Esse gravlax com cream cheese nem está mais no cardápio mas a Bebel pediu e eles fizeram só pra ela. Uma delicadeza.
é das coisas mais saborosas que eu comi na vida. Combinação perfeita e inesquecível.
ai, essa máquina nova…
o gelfitfish delicadíssimo
borsch com latke. Nunca abri mão dessa entrada
Andrea Kaufmann, uma amizade que me orgulha
Essa é nova mas também não pode faltar: lingua à vinagrete, folhas verdes, pistache e figos grelhados. Demais!
depois desse festival de delicatesses só nos restava partir para a sobremesa: o creme brulê com figos e mel. A preferida da Bebel.
“Figo é a minha fruta preferida”.
A comida acaba, os restaurantes fecham mas a amizade continua nos alimentando. É isso que importa.












27 Agosto, 2010 ás 12:48 pm |
amo o AK!
27 Agosto, 2010 ás 12:48 pm |
Já estou com agua na boca!!!!!!!!