Minha viagem a Belo Horizonte foi uma epopeia. Saí de SP às 12h e cheguei lá às 17h15 com direito a uma parada no Galeão. O que aconteceu foi que, quando chegamos no aeroporto de Confins, chovia muito e não tinha teto pra descer. Depois de rodarmos 40 minutos sobre o aeroporto, o comandante comunicou que estávamos indo pro Galeão. Legal, né? No Galeão esperamos mais de uma hora até que pudéssemos levantar voo e voltar pra Belo Horizonte. Na segunda tentativa deu certo. Depois de cinco horas sem sair do avião e tendo comido UM pacotinho de amendoim durante esse tempo todo, finalmente cheguei ao meu destino, onde o André (o pobre do motorista escalado pra me buscar) me esperava verde fome e tédio. Nem fui pro hotel. Pedi pra ele me levar direto pro Museu. Comi uns salgadinhos na lanchonete e era hora de começar o papo.

O Museu de Artes e Ofício é a coisa mais linda deste mundo! Foi todo restaurado há pouco tempo e tem peças preciosas sobre ofícios e trabalhos expostos. Vale a pena ir lá pra conhecer. Eu fiquei encantada.


A vaca deles, como não podia deixar de ser, é de fuxicos. Olha que mimo!

A praça em frente também foi toda restaurada e está maravilhosa.


A madame saiu em todos os jornais da cidade.

Este é o José Eduardo, curador do Ofício da Palavra, escritor e batalhador da divulgação da literatura em BH. Gente finíssima!

Esta é a Silvia Rubião, assessora de comunicação do Museu e sócia do Zé Eduardo na Conceito, produtora do evento. Ao seu lado, sua assistente Beatriz.

Sergio Fantini me deu a alegria de ir lá me ver

Chico Mendes (Francisco de Morais Mendes), grande escritor mineiro que eu não via há um tempão!

Sergio e Vera



Márcia, uma simpática professora de literatura da PUC que levou seus alunos

Serafina, uma leitora interessada e very very interessante.

Esta é a Fátima, que também trabalha no Museu e me recebeu com todo carinho do mundo quando eu mais precisava.

Não, este não é o Alê (meu ex-genro querido). É uma gracinha de menino que trabalha na livraria Pixote, cujo nome me escapa no momento.

Depois do trampo, a diversão. Sergio me levou na Cantina do Lucas, lugar histórico da boemia mineira nos anos 70. Um dos poucos bares da época que permanecem como sempre foram. Ao lado dele, a Silvia, do museu, que é sobrinha do Murilo Rubião e contou que ele morava lá perto e frequentava o lugar.



Esse filé aperitivo com fritas estava um sonho de bom. Devorei com gosto.
Depois da palestra, a Zé Eduardo observou que eu estava de muito bom humor pra quem tinha passado o dia no avião. Eu nem contei pra ele, mas foram três as razões que não me fizeram pirar:
1. eu não estava com fome. Sei lá porque, antes de embarcar eu comi um baita sanduíche gigantesco que me deixou alimentada até às 6 da tarde. Se eu tivesse com a fome que costumo ter, na certa teria saltado do avião no Rio e voltado pra casa porque eles não deram NADA pra gente comer. Foram dois saquinhos de amendoim e olhe lá.
2. Santo Sudoku! Fui fazendo meu quebra-cabeça preferido e nem vi o tempo passar. O Sudoku me leva pra longe da esfera terrestre e é a única coisa que me acalma e distrai pra valer.
3. Antes do Sudoku, porém, eu estava com uma delícia de livro na bolsa. O sonho de Matilde, o mais novo lançamento da minha querida amiga Livia Garcia-Roza. Foi com a Matilde que eu me distraí as primeiras duas horas. Um romance que se passa naquele universo de maluquice poética que só a Livia sabe construir. Com delicadeza, ela nos faz voar para além do horizonte da razão e nos mostra a loucura como uma forma de encantamento. Recomendo muito!