Arquivo de Setembro, 2011

O MENINO QUE VENDIA PALAVRAS

30 Setembro, 2011

Lembram que eu falei que a Luciana Fróes, a linda e talentosa namorada do Kinzinho estava com uma peça infantil em São Paulo?

o texto é o do premiado livro do Ignácio de Loyolla Brandão.

Quem viu, disse que o espetáculo está imperdível!

Saiba mais AQUI

NÃO HÁ NADA LÁ, AGAIN

28 Setembro, 2011

Hoje o Joca lança (pela 2a. vez) o seu primeiro romance “Não há nada lá”. A primeira vez foi há dez anos. Essa história é bonita e você pode lê-la AQUI. Eu já tenho o livro mas vou comprar de novo porque o autor deu umas mexidas (?!?!?!) e dessa vez tem prefácio do Vila-Matas!!! Pode coisa mais chique? Todos lá, portanto.

COMO ESCOLHER UM PSICANALISTA

27 Setembro, 2011

artigo de Francisco Daudt, publicado hoje no Caderno Equilíbio, da Folha de SP.

Aliás, recomendo a leitura do Caderno INTEIRO, que contempla diferentes e muito elucidativas visões sobre o assunto.

Meu assunto é como escolher um psicanalista, alguém que vai cuidar de você com o instrumental que Freud inventou. Você o contrata e consome um serviço de saúde.
“Que barbaridade, pensar no cliente como consumidor!” Sinto muito se feri suscetibilidades, mas acompanhe.
Clínica: do latim, “inclinar-se”, para observar e entender. Pratico clínica psicanalítica há 35 anos. Fui consumidor do serviço por oito, com dois psicanalistas diferentes. É prestação de serviço mesmo: eu pagava (caro) e recebia 50 minutos de suposta atenção. Assim como quando fui pai tentei me lembrar do que, quando criança, funcionava ou não no jeito de meus pais, quando me tornei analist prestei atenção no que me fez bem e mal como cliente. Aprendi com erros e acertos de meus psicanalistas.
Gosto de clareza, transparência, do que é lógico, razoável. Se você gosta de obscuridades e esoterismos pule este artigo. Não é tua praia.
Afinal, psicanálise veio para explicar ou confundir? A coisa é simples: quantos psicanalistas são necessários para trocar uma lâmpada? Um só, mas é preciso que a lâmpada queira muito ser trocada.
Procurei a psicanálise porque me sentia mal comigo mesmo e queria me sentir bem. A pergunta seguinte era: o profissional teria o mesmo objetivo? Queria me fazer sentir melhor com o seu instrumento terapêutico? Parece uma pergunta besta? Não é! Há vários psicanalistas não comprometidos com a melhora dos seus pacientes (que dirá com a cura dos seus sintomas).
Eles têm como meta “a reflexão sobre os enigmas do seu funcionamento psíquico” ou, pior, “a sua aceitação da castração” (calma, explico, é assim: “O mundo é duro mesmo e você deve aceitá-lo como é, sem esperar colinho de mãe, que é o mesmo que querer roubá-la de seu pai, representante do mundo cruel. Tenha horror do incesto, o complexo de Édipo”). Escolher um psicanalista não é mesmo fácil. Aqui vão algumas sugestões, se você ainda não largou a leitura deste blasfemo insolente, desta pessoa desprezível pela sua linguagem chã que qualquer um pode compreender.

INDICAÇÃO
Pode vir de um amigo que tem se sentido melhor com seu tratamento. Pode vir de artigos que você leu e te deram alívio e compreensão, assinados pelo cara. Ou de livros que ele escreveu, entrevistas que ele deu etc.

PRIMEIRO CONTATO
Em geral, é pelo telefone. Impressionante o que se pode aprender sobre o outro num telefonema: se é acolhedor; se é pomposo ou simples; se você se sente bem ou constrangido; se vai te atender logo ou “talvez, se abrir uma vaga nos próximos meses”. Só vá à entrevista se você se sentir bem com ele ao telefone. De desconforto basta a tua vida, você não precisa pagar (caro) por ele!

PERPLEXIDADE
Se o doutor Fulano te disser algo que você não entenda, se falar complicado a ponto de você achar que é burro, desista: não serve para você.

MUDEZ
Se doutor Fulano ficar te olhando quando você quiser saber algo na entrevista, as chances são de que ele ficará mudo durante a terapia. Por que você há de pagar (caro) para quem não diz nada? É teu trabalho se entender? Então fale para o espelho. É mais barato.

CONTRATO
Sinta-se confortável com um contrato claro sobre tempo de sessão e custos. Pergunte sobre férias (suas e dele). Pergunte sobre pontualidade (há poucas coisas mais constrangedoras do que encarar colegas numa sala de espera). Você tem mais o que fazer na vida, e é uma falta de respeito fazer cliente esperar tendo hora marcada.

AO FIM DA SESSÃO
Não deixe ninguém te convencer que sair aos prantos e arrasado significa que a sessão foi “funda e produtiva”. Só significa que o terapeuta colocou mais dor naquilo de que você já se acusava. Ele quer que você se arrependa. É mais barato procurar o confessionário da igreja católica.

SENSO DE HUMOR
Se sentir falta de humor na sua terapia, significa que seu analista gosta de drama, e o drama é parte integrante e agravante dos seus sintomas. Vá embora! Parte da cura é não se levar tão a sério, não se achar (e a ninguém) tão importante. Dentro de cem anos, lembre-se, estaremos todos mortos. E faz parte do meu imaginário aparelho humildificador: amanhã este artigo será papel de embrulhar peixe…

CORRA, MURAKAMI, CORRA

26 Setembro, 2011

Haruki Murakami é um romancista japonês que eu adoro, sobre o qual já falei aqui depois de ler alguns de seus romances: Antes do anoitecer, Minha querida Sputinik, Morwegian Wood, Kafka à beira-mar, etc. O cara nasceu em 49, é todo pop, escreve livros incríveis e é um super atleta de ponta. Corre maratonas há 25 anos e de uns tempos pra cá, como ele está ficando velho, começou a participar de triatlos. Veja você…

Em 2007 ele resolveu escrever um livro sobre esse seu lado B, quase A, que resultou tão interessante quanto sua ficção. “Do que eu falo quando eu falo de corrida”, é o título (ed. Alfaguara). Acredite, vale muito a pena! Ele fala de corrida, de romances, literatura e das semelhanças e diferenças entre estes processos.

Alguns dos trechos que grifei:

“À medida que envelhece você aprende até mesmo a ser feliz com o que tem. Essa é uma das poucas vantagens de envelhecer”.

“Um dos privilégios concedidos àqueles que evitaram morrer jovens é o direito abençoado de ficarem velhos. A honra do declínio físico está esperando, e você precisa se acostumar com essa realidade”. (grifo meu)

E estes dois  últimos trechos são especificamente para escritores e sensacionais. É onde ele explica que, como lidamos cotidianamente com uma matéria pra lá de insalubre, é preciso que tratemos de manter nosso corpo saudável.

“Para lidar com algo insalubre, a pessoa tem de ser o mais saudável possível. Este é o meu lema. Em outras palavras, um espírito doente necessita de um corpo saudável. Isso pode soar paradoxal, mas é algo que senti muito claramente desde que me tornei escritor profissional. O saudávelo e o insalubre não são necessariamente os extremos opostos do espectro. Eles não se opõem um ao outro, mas, antes, complementanm um ao outro, e em alguns casos, até mesmo estão coligados. (…)

“Alguns escritores que na juventude compuseram obras maravilhosas, belíssimas, poderosas descobrem quando chega a certa idade que estão tomados por um repentino cansaço. O termo exaustão literária é muito apropriado aqui. Seus trabalhos posteriores talvez ainda sejam bons, e seu cansaço talvez comunique um significado inerente, mas é óbvio que a energia criativa desses escritores está em declínio. Isso resulta, acredito, do fato de sua energia física não ser capaz de superar a toxina com a qual estão lidando. A vitalidade física que até o momento foi capaz de superar naturalmente a toxina ultrapassou o seu pico, e sua eficácia no sistema imune deles está enfraquecendo gradualmente. Quando isso acontece, é difícil para um escritor permanecer intuitivamente criativo. O equilíbrio entre poder de imaginação e as capacidades físicas que o sustentam se desfez. O escritor passa a empregar técnicas e métodos que cultivou ao longo do tempo, usando uma espécie de calor residual para moldar algo no que parece ser uma obra literária – um método controlado que não pode ser uma jornada muito agradável. Alguns escritores acabam com a própria vida nesse ponto, enquanto outros simplesmente desistem de escrever e tomam outro caminho”

E agora, corra, Ivaninha, corra.

comentários do Ronaldo Bressane sobre Dom Murakami aqui e aqui

O ANÚNCIO DO CASAMENTO DO VI E DA KATHY

25 Setembro, 2011

Ontem o Vinícius (meu primo) e a Kathy (que já são felizes e moram juntos há 3 anos) fizeram um jantarzinho mexicano delicioso para anunciar o casamento: 03.03.12.

tacos é a especialidade da casa

a futura noiva

me acabei de comer, tudo delicioso

Bebel e Mário, sem data por enquanto

M. Inês, que se casou em 1979

Este é o noivo. Um super anfitrião!!!

filhinhos, por enquanto, só o Mojito

Bebel chegou esfomeada

Chico, amigo do Vi desde criancinha, vai ser padrinho

a função de fritar os tacos

feitos com fubá. Adorei!

marido e mulher adoram cozinhar

depois, eles colocam os tacos nesse varalzinho pra eles ficarem tortinhos

tudo na mesa. Sirvam-se senhores!

Bebel chupando limão com sal na mãozinha

e mandando ver na tequila

Ui!

fofucho

o apartamento é show de bola!

Las hermanas

Kinzinho e Luciana chegaram tarde. Aliás, a Lu está com uma peça infantil aqui em SP, todo fim de semana, no SESC. Depois eu dou o serviço direitinho

Kinzinho recebe emocionado a notícia de que também será padrinho

Ana Laura e Beto já passaram por isso, sabem como é.

capricha nessas fotos, hein, tia!

“pó deixar”

o noivo entre os dois padrinhos

Ana Laura fazendo passos de Kung Fu (ela está fazendo junto com a Bebel)

hora da sobremesa. Torta de limão divina maravilhosa feita pela Kathy!

cansadinha…

pra fechar, café com cardamomo e chá com cookie, feito pela Kathy, prendadíssima.

tem caneca pra todo mundo

até para o Mojito

Viva os noivos! Viva México

MEUS REALITIES

24 Setembro, 2011

Adoro realities das tevês lá de fora. Acompanho, torço, xingo e fico triste quando acaba. A sorte é que imediatamente começa outra temporada e eu tenho diversão garantida por mais alguns meses.

Listo aqui os que eu não perco. Não coloco dia nem horário porque tem mil reprises.

De gastronomia:

Top Chef, no 49, e Master Chef (com o Gordon Ramsay), no 95 (esses são os números dos canais da net).

De moda:

Temporada Capricho, no 95 (esse é nacional. Uma produção deliciosa com jovens talentos do mundo da moda)

de artes plásticas:

Work of art, no 95. Esse é inglês e eu adoro. 14 jovens artistas plásticos produzem obras incríveis e são julgados toda semana por artistas de grande prestígio. Na próxima semana é a final desta temporada e o juiz convidado é o David la Chapelle. Imperdível!

Também gosto de Next Top Model mas não tenho assistido.

Se você tiver algum legal pra me indicar, manda.

FIDEUÁ DE CAMARÃO

22 Setembro, 2011

Conhece? Eu comi em Lisboa e adorei. Hoje me arrisquei a fazer. Claro que foi um fideuá simplificado. Na verdade, este prato é uma paella que, em vez de levar arroz, leva macarrão cabelo de anjo frito previamente. É uma delícia!

primeiro você pica o macarrão cabelo de anjo com a mão e frita numa frigideira

depois, faz um refogado bem gostoso com cebola, alho, tomate, pimentão, pimenta dedo de moça e o que quiser: frango, lula, frutos do mar, camarão… Esse aqui eu fiz só com camarão.

depois junta tudo, coloca água ou caldo de peixe ou de frango e espera secar um pouco. Eu pus água mesmo.

Pra primeira vez, ficou bem gostoso.

INAUGURAÇÃO DO BAN

22 Setembro, 2011

Ontem foi a inauguração do BAN, restaurante do Massanobu Haragushi, marido da minha querida Margarida, do Izakaya. O restaurante é na rua de trás do Iza, na Tomás Gonzaga, 20. E atende no almoço!

a festa foi linda.

tive o prazer de conhecer a famosésima Marisa Ono, a dona do alho negro no Brasil

junto com ela, a Ione, uma amiga super simpática

Este é o Henrique, da Adega do sakê, mais conhecido como Adegão

nisseis e sanseis pra todos os gostos. Todo mundo querendo conhecer a Marisa

Shinya Koike, do Aizome

Adriano Kanashiro

longa vida ao Ban Ban Ban!

o sakê que o Adegão levou era de primeira!!!!

 

Nath, do Bistrô Pregui

sushis e sashimis na faixa

chegou a primeira dama!!!! Margarida

Marcelo Katsuki não podia faltar

fotografando tudo pro blog (as fotos dele estão bem mais bonitas que as minhas, vai lá)

o sakê começa a fazer efeito e o foco vai sumiiiiiiiiiiindo

O Júlio do Boteco do JB

o mestre dos tepans

Mr. Haragushi, o grande chefe dono do pedaço

o casal que vai abalar a Liberdade!

a brigada preparada pra tudo

as meninas que servem simpatia

os investidores

os donos do dindim

“Doidivana, tira foto deste painel. É uma rua só de izakayas de Yokohama. Pra mostrar pro meu filho que mora no Japão e que vai no seu blog”.

Ban, anote o nome e o endereço. Mais uma ótima opção na Liba.

A ÁRVORE DA VIDA E A PRETENSÃO DO PONTO FINAL

19 Setembro, 2011

Ontem fui ver a Árvore da Vida. Saí com menos raiva do cinema do que de Melancolia. Tirando o começo e o fim (péssimo, totalmente Chico Xavier), tem alguma coisa ali no miolo que se salva. Atores ótimos, Brad Pitt maravilhoso e um moleque de arrasar. Mas o que mata nesses filmes é a pretensão travestida de grandiosidade, grandiloquência, música clássica e fotografia “impressionantemente” bela.
Falo no plural porque esses dois filmes,  Melancolia e Árvore da vida, guardadas as diferenças, são idênticos. Inclusive com cenas explícitas do planeta Melancolia por trás dos galhos da Árvore. 
Será que eles querem dizer que depois deles não haverá mais cinema? Que os cineastas do mundo todo terão vergonha de fazer seus “filminhos” meia-boca? Que tudo já foi dito e que nunca mais ninguém vai ter o que falar? A pretensão de ter esgotado o assunto é irritante, quando não ridícula. Fora que a grandiosidade desumaniza. Estes filmes não falam de mim nem de ninguém mas de abstrações. E todos sabemos que dor abstraída do corpo acaba virando uma foto na parede, um relato descarnado do que um dia atormentou a alma humana. Esses filmes se pretendem pós-históricos? Alto lá! Quero minha história de volta! É melhor virar a página e começar tudo de novo.

CHÁ DE BEBÊ DA LUANA

17 Setembro, 2011

Hoje foi o chá de bebê da Luana, super amiga da Bebel há muitos anos e uma das minhas filhas postiças.

Tati, Luana e Bebel

a mesa de doces

a mamy. Davi deve nascer perto do Natal

e a mãe come…

Luana e Cláudio, o pai da criança.

Agnes, a vovó super orgulhosa

Agnes e Carlos, corujões

e não é que até eu ganhei presente?

um porco-cofre maravilhoso! Pra quem faz 60 anos, tá na hora de começar a economizar

salgadinhos deliciosos!!!

Mais amigos das antigas da Bebel. Grávidos. Êta ano fértil esse… Ano do coelho. Justifica.


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