Arquivos para a Categoria ‘pedrinhas da al. santos’

É HOJE!

9 Março, 2010

Queridos, vou ficar muito feliz se vocês aparecerem no lançamento do Alameda Santos hoje, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, a partir das 19h. Se não puder das 19h às 21h, vá à Mercearia São Pedro. Os livros estarão à venda lá também e ainda tem a cervejoca maravilhosa pra gente comemorar. Quem não puder ir de jeito nenhum, torça pro lançamento ser bacana e o livro, um sucesso. É pedir muito? Beijos a todos e até logo mais.

PEDRINHA 12 – ALAMEDA SANTOS

4 Março, 2010

a orelha:

Alameda Santos é um livro que nasceu para ser ouvido. Na semana entre o Natal e o ano novo (época propícia para balanços, planos, retrospectivas e depressões), enquanto a filha passa férias com o pai, uma mulher de trinta e poucos anos, desquitada, senta-se diante do gravador e narra para si mesma os principais acontecimentos que viveu durante o ano, ritual que ela repete de 1984 a 1992. “Quer solidão maior do que passar a tarde falando num gravador pra ouvir a própria voz?”. Mas o que pode parecer excessivamente dramático ganha contornos tragicômicos não só porque enquanto grava, a personagem vai se encharcando de vinho, cerveja ou vodca, como pela habilidade de Ivana Arruda Leite em nos fazer rir das piores desgraças.

Assim como nos seus contos, este romance é cheio de situações que, na pena de qualquer outro autor, arrancariam lágrimas mas descritas com seu humor autocorrosivo tornam-se hilárias e absurdas. Embora este não seja um livro bem humorado, o humor é um elemento constitutivo e indissociável da escrita de Ivana Arruda Leite, que é engraçada sem querer. Suas mulheres são patéticas, ridículas, carentes, solitárias mas sem um pingo de autopiedade. Sabem rir de si próprias, perdoarem-se e seguir em frente. Desta vez não é diferente.

Em Alameda Santos, além da paixão exagerada à la Cazuza (pra citar alguém com quem a protagonista se identifica), das brigas com o ex-marido, das rejeições amorosas, da tumultuada paixão que vive por um homem casado, da vontade ininterrupta de se atirar do oitavo andar e morrer esborrachada na Alameda Santos, Ivana também nos oferece uma deliciosa viagem ao final dos anos 80, quando a aids ainda não era o que veio a ser e o sexo era celebrado com frenesi: “naquela época ninguém voltava sozinho do Bexiga”. Temos aqui um retrato em cores ácidas do Brasil que lotava praças na esperança das Diretas já e celebrava o sol da democracia raiando no horizonte. Época em que o karaokê e o vídeo cassete viraram manias nacionais e ninguém perdia um capítulo do Pantanal. A história termina em 92, quando a aids ceifava vidas aos borbotões e o Brasil se comovia com o assassinato de Daniela Perez. Tempos de hiperinflação e presidente deposto.

A autora jura que estas fitas existem de fato e que os acontecimentos aqui narrados são todos verdadeiros. Mas como confiar se, em seguida, ela adverte: “não acreditem no que eu digo aqui”?

PEDRINHA 11 – ALAMEDA SANTOS

4 Março, 2010

saiu hoje matéria caprichada do Felipe Pontes no Portal Literal sobre o livro.

PEDRINHA 10 – ALAMEDA SANTOS

22 Fevereiro, 2010

Minha querida amiga Maria José Silveira leu o Alameda Santos e me mandou este email:
Ivana, querida: que bela surpresa tive ontem quando seu “Alameda Santos” chegou! Parei tudo que estava fazendo pra ler. Delícia. Que vida, mulher! As coisas que você conta! Até uma pirâmide você montou por esse seu amor tão doido. E as leituras de pedra! Bom, eu já conhecia as fitas do folhetim da Internet, lembra?, mas agora parece que elas chegaram ao lugar para o qual foram feitas: nesse livro que só não é mais hilário porque é escandalosamente verdadeiro. Do jeito seu de contar as verdades, revirando-as, mostrando suas calcinhas, como se contasse uma coisa qualquer. Bravo, querida! Só acho que agora ele pede uma continuação: sua vida de escritora.
Beijo grande e estarei lá com minha claque no dia 9 de março,
Z
PS: Fiquei pensando que poderíamos fazer um almocinho ou jantar de comemoração aqui em casa, que tal? Vou ver com o Felipe e te aviso.

***

Eu fiquei super comovida com a idéia e com o tal almocinho que, na verdade, foi um almoção. Teve até menu impresso, manja o chiquê:

entrada: terrine de poulet; almoço: salada de couscous Alameda Santos (bacalhau), salada de couscous Granja Viana (frango), Rosbife München; sobremesa: sorvete coração despedaçado (morango), sorvete Noites Brancas (creme), pudim de leite Coração da Gabi – o nome de todos os pratos tem a ver com o livro.

Zezé e Felipe, mestres na arte de receber os amigos

Mayumi

Clara e Adrienne Myrtes, pensando no que vai fazer com a grana que acabou de ganhar da Petrobrás

Marcelino Freire, ainda com ares da folia pernambucana

Marçal Aquino, um gentleman de verdade

Marçal e sua linda Lorena

Bebel e Marcelino de Irmãos Metralha

Mayumi com a avenida Paulista ao fundo

A sempre elogiada linguiça do Felipe.

Duas amigas que botam pra quebrar

A terrine de frango estava sensacional

Valentina chegou e foi direto resolver umas pendências no computador

Rodrigo Lacerda me disse que gostou muito do livro

Belzinha e Joquinha

The book is on the table, uma obra de Guto Lacaz

Quadro lindo da Leda Catunda

do Siron Franco, goiano como a Zezé

da Valentina

Clara e Laura, rainhas de qualquer bateria

Valentina, que é mãe da Laura, verificando o cardápio

o maravilhoso bufê

este rosbife estava divino

prato feito

Bebelzinha ataca o pudim da Gabi

Mayumi distraidinha

Zezé nos seus tempos de Gisele Bunchen

O glamour continua o mesmo

Rodrigo Levino, o último a chegar (pra variar).

Uma tarde pra ficar no meu coração enquanto eu viver.

Obrigada Zezé, obrigada Felipe, obrigada a todos os queridíssimos amigos que me deram essa alegria. Depois dessa, eu tô pronta pra qualquer paulada.

PEDRINHA 9 – ALAMEDA SANTOS

19 Fevereiro, 2010

O Convite:

PEDRINHA 8 – ALAMEDA SANTOS

14 Fevereiro, 2010

Meu querido amigo Rodrigo Levino leu o livro.

“Acabei de ler o livro. Tinha um monte de coisa pra fazer em casa mas não parei nem pra beber água. Adiei tudo. E fui lendo, lendo, lendo, me emocionando. Vou roubar uma frase da avó da protagonista pois cabe exata em você: Ivana, você é um colosso! E pensar que cedo da manhã eu tive medo de acordar minha senhoura de tão alto que ria, gargalhava, agora estou como as músicas de Marina Lima e Cazuza que você cita no romance: um caquinho, só raspa e resto. Alameda Santos é uma PUTA história, nem li todos os outros, mas deve ser o seu maior livro. Não tem o que tirar, não tenho ressalva a fazer, nenhum corte. Emocionei demais. É muito Angela Ro Ro – lembra de Balada da Arrasada? Parabéns! Parabéns!”

PEDRINHA 7 – ALAMEDA SANTOS

13 Fevereiro, 2010

A família se manifesta:

Ivana

Cheguei em casa as 5.30 e começei a ler o seu livro. Li diretão. Só parei para comer um sanduiche e continuei lendo até o fim. Isso porque não sou chegada em ler, imagina as outras pessoas.

Achei LINDO, onde consegue ter tudo de bom, prende o leitor pra caramba, coisas engraçadíssimas no meio de assuntos sérios e tristes.

Realmente vc é uma grande escritora. PARABÉNS pelas verdades ou não escritas nesse livro tão maravilhoso.

Um beijo da sua irmã que tem mto orgulho de você.

Maria Inês

PEDRINHA 6- ALAMEDA SANTOS

9 Fevereiro, 2010

Eu estava esperando o convite ficar pronto pra colocar aqui o serviço do lançamento, mas o pedido da Bibi é uma ordem. Então, mesmo sem a figurinha, lá vai:

O lançamento vai ser dia 9 de março, 3a. feira, das 19h às 21h30 na Livraria da Vila da Fradique. Depois desse horário, como de praxe, vamos todos pra Mercearia.

Eu vou com uma roupinha dos anos 80 mas você pode ir como quiser.

PEDRINHA 5 – ALAMEDA SANTOS

9 Fevereiro, 2010

A capa do livro novo

FALTAM 30 DIAS!

PEDRINHA 4 – ALAMEDA SANTOS

27 Janeiro, 2010

Marcelino saiu de férias e na bagagem levou meu Alameda Santos. De lá mesmo, mandou esse email que me fez muito muito muito feliz.

IVANA, queridíssima. Como lhe disse, aqui em Paraty tenho lido e escrito deveras. Nas diversas leituras trazidas e tragadas – que vão de Machado a Graciliano e ao argentino Alberto Manguel -, pus na bagagem o seu ainda inédito “ALAMEDA SANTOS”. Lido de um fogo/fôlego. E pensei no próprio Manguel, que reproduz em seu “OS LIVROS E OS DIAS” (ensaios publicados pela Companhia das Letras) uma frase de Bioy Casares sobre por que razão, então, colocar no papel nossas lembranças; por que razão, uma hora, enredar sem arredar as nossas memórias. Pois: “é para dar perpétua realidade à nossa fantasia sentimental”. Eu acrescentaria, pensando em seu caso: “para dar PERPLEXA realidade”. Você é uma das raras escritoras que expõem, sem cerimônia, esses vexames. Das poucas que têm coragem de mergulhar profundo. E tão simples. Uma prosa que desliza, sem arroubos líricos, sem cacoetes linguísticos. Apenas a palavra e o grito. O sentimento puto e puro. Contar/compartilhar dessas dores. Tragicômicas. É ato de fervor. E fé. Que figura, mulher, que você é! Para quem sabe a continuação da sua história (o que aconteceu depois do ano de 92), percebe o final feliz – malandramente anunciado por você. A pedra que seu coração deixou de carregar. Ou até: mandou detonar. Ir ao ar. Pedaços de um amor fodido. Como uma mulher-bomba. Levantada dos estilhaços. Você é uma mulher-bomba, IVANA. Sempre pronta para outros tombos e abraços. Ave nossa! Seu “ALAMEDA SANTOS” é área de risco. CHAMEMOS A DEFESA CIVIL. Rarará. Como estou inspirado! Deve ter sido o excesso de sol na cabeça. Ou leituras que, como o seu novo livro, deixam a nossa alma eletricamente acesa. Valeu, valeu! E mais não digO. Até daqui a pouco e beijos calorosos no umbigO, MARCELINO.


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 112 outros seguidores