Por isso deixei pra falar do Marião agora. Ele acordou puto da vida porque perderam o coturno dele. Depois de uma semana trágica de alto abaixo, não podia ter notícia melhor. E mais: amanhã, 5a. feira vai ter o show AMIGOS DO MARIÂO, no Café Aurora, rua 13 de maio 112, cuja renda vai toda para ajudar as despesas da filha do Mário que está em SP cuidando do pai reclamão. Quem quiser ajudar, a conta é em nome da Cristiane do Carmo Viana, no UNIBANCO, ag. 0935 – c/c 127721-6. Quem quiser doar sangue em nome de Mário Bortolotto na Santa Casa será recompensado nesta vida ou na outra, com certeza.
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SÓ GOSTO DE DAR NOTÍCIA BOA
9 Dezembro, 2009TÁ MARCADO
9 Dezembro, 2009Céus e terra, tremei! Meu novo romance, Alameda Santos (ed. Iluminuras), sai em março do ano que vem. O lançamento já está marcado: dia 9 de março de 2010, na Livraria da Vila da Fradique. Anote aí. Em breve postarei notícias sobre o livro. Lembram-se das azeitonas que servi de aperitivo antes do Hotel? Então, dessa vez, será o quê? Ainda estou pensando…
ACÁCIA BRAZIL
7 Dezembro, 2009Livia Garcia-Roza, minha querida amiga e escritora carioca (se for flamenguista deve estar feliz) me avisa que deram o nome de sua mãe, Acácia Brazil, grande harpista brasileira falecida no ano passado, a uma escola de harpa em Manaus. Como eu gosto de partilhar a alegria dos meus amigos, eis aqui o site e a foto da linda Acácia.
AVE-MARIA, CÉSAR
2 Dezembro, 2009Acho uma vergonha o silêncio dos jornalistas a respeito do escândalo do filme do Lula. Não me refiro aos quesitos estéticos/artísticos da obra (quanto a esses que julgue quem for do ramo) mas ao escândalo que esse filme representa. Se questionei o fato de o César Benjamin ter trazido às claras fatos passados da vida do filho do Brasil – o único que sai perdendo com isso é ele mesmo. Se o Lula põe em dúvida até vídeo de dinheiro na cueca, imagina se vai se incomodar com meras palavras de um jornalista – fecho com ele totalmente na questão do que o filme representa (em artigo publicado hoje na Folha, abaixo). É este o ponto.
POR QUE AGORA?
CÉSAR BENJAMIN
ESPECIAL PARA A FOLHA
DEIXO de lado os insultos e as versões fantasiosas sobre os “verdadeiros motivos” do meu artigo “Os Filhos do Brasil”. Creio, porém, que devo esclarecer uma indagação legítima: “por quê?”, ou, em forma um pouco expandida, “por que agora?”. A rigor, a resposta já está no artigo, mas de forma concisa. Eu a reitero: o motivo é o filme, o contexto que o cerca e o que ele sinaliza.
Há meses a Presidência da República acompanha e participa da produção desse filme, financiado por grandes empresas que mantêm contratos com o governo federal.
Antes de finalizado, ele foi analisado por especialistas em marketing, que propuseram ajustes para torná-lo mais emotivo.
O timing do lançamento foi calculado para que ele gire pelo Brasil durante o ano eleitoral. Recursos oriundos do imposto sindical -ou seja, recolhidos por imposição do Estado- estão sendo mobilizados para comprar e distribuir gratuitamente milhares de ingressos. Reativam-se salas pelo interior do país e fala-se na montagem de cines volantes para percorrerem localidades que não têm esses espaços. O objetivo é que o filme seja visto por cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente pobres.
Como se fosse pouco, prepara-se uma minissérie com o mesmo título para ser exibida em 2010 pela nossa maior rede de televisão que, como as demais, também recebe publicidade oficial. Desconheço que uma operação desse tipo e dessa abrangência tenha sido feita em qualquer época, em qualquer país, por qualquer governante. Ela sinaliza um salto de qualidade em um perigoso processo em curso: a concentração pessoal do poder, a calculada construção do culto à personalidade e a degradação da política em mitologia e espetáculo. Em outros contextos históricos isso deu em fascismo.
O presidente Lula sabe o que faz. Mais de uma vez declarou como ficou impressionado com o belo “Cinema Paradiso”, de Giuseppe Tornatore, que narra o impacto dos primeiros filmes na mente de uma criança. “O Filho do Brasil” será a primeira -e talvez a única- oportunidade de milhões de pessoas irem a um cinema. Elas não esquecerão.
Em quase oito anos de governo, o loteamento de cargos enfraqueceu o Estado. A generalização do fisiologismo demoliu o Congresso Nacional. Não existem mais partidos. A política ficou diminuída, alienada dos grandes temas nacionais. Nesse ambiente, o presidente determinou sozinho a candidata que deverá sucedê-lo, escolhendo uma pessoa que, se eleita, será porque ele quis. Intervém na sucessão em cada Estado, indicando, abençoando e vetando. Tudo isso porque é popular. Precisa, agora, do filme.
Embalado pelas pré-estreias, anunciou que “não há mais formadores de opinião no Brasil”. Compreendi que, doravante, ele reserva para si, com exclusividade, esse papel. Os generais não ambicionaram tanto poder. A acusação mais branda que tenho recebido é a de que mudei de lado. Porém os que me acusam estão preparando uma campanha milionária para o ano que vem, baseada em cabos eleitorais remunerados e financiada por grandes grupos econômicos. Em quase todos os Estados, estarão juntos com os esquemas mais retrógrados da política brasileira. E o conteúdo de sua pregação, como o filme mostra, estará centrado no endeusamento de um líder.
Não há nada de emancipatório nisso. Perpetuar-se no poder tornou-se mais importante do que construir uma nação. Quem, afinal, mudou de lado? Aos que viram no texto uma agressão, peço desculpas. Nunca tive essa intenção. Meu artigo trata, antes de tudo, de relações humanas e é, antes de tudo, uma denúncia do círculo vicioso da extrema pobreza e da violência que oprime um sem-número de filhos do Brasil. Pois o Brasil não tem só um filho.
Reitero: o que escrevi está além da política. Recuso-me a pensar o nosso país enquadrado pela lógica da disputa eleitoral entre PT e PSDB. Mas, se quiserem privilegiar uma leitura política, que também é legítima, vejam o texto como um alerta contra a banalização do culto à personalidade com os instrumentos de poder da República. O imaginário nacional não pode ser sequestrado por ninguém, muito menos por um governante.
Alguns amigos disseram-me que, com o artigo, cometi um ato de imolação. Se isso for verdadeiro, terá sido por uma boa causa.
3.000 COMENTÁRIOS!
1 Dezembro, 2009Os leitores que me acompanham sabem que a cada 1.000 comentários eu dou um livro (meu, evidentemente) de presente. Desta vez, para minha alegria, o vencedor foi o PETÊ RISSATI, com quem me encontrei no domingo, na palestra do João Ubaldo. Petê, querido, é só você me dizer que livro quer e me mandar por email seu endereço que eu te mando o livro. Um beijão
E continuem comentando!
Só pra lembrar, o comentário de número 2.000 foi do Márcio Ezequiel, em maio de 2009 e o de número 1.000 foi do Rodrigo Levino em agosto de 2008. Como sabem, eu sou obsessiva por datas, efemérides, cronologias.
Ei, Petê, cadê você? Se não me der um alô até às 15h de hoje (02.12) o prêmio vai pra Natasha, que foi a 3001.
COMO NÃO FAZER UM ESTROGONOFE
27 Novembro, 2009Para Rodrigo Levino
Eu cresci numa época em que estrogonofe (naquela época se escrevia strogonoff) era um prato pra lá de chique só presente nas big festas. É sério. Ele já foi o que foi o salmão e tantos outros pratos que terminaram sua carreira às moscas no balcão do quilo da esquina. Com o tempo o pobre do estrogonofe foi sendo feito de qualquer jeito e se degenerou. Virou um picadinho cor de rosa de qualquer coisa.
Pra saber se o seu estrogofe é dos bons eu pergunto: na sua receita vai caldo de carne? Na sua receita vai leite? na sua receita vai molho de tomate? Na sua receita vai outra carne que não filé mignon? Se você respondeu SIM a qualquer uma destas perguntas, esqueça. Seu estrogonofe é totalmente falsificado.
Passo a seguir uma receita de um que também é falsificado mas é de babar (o verdadeiro é praticamente uma sopa de músculo, delicioso).
Pique o filé mignon em cubos não mínimos nem máximos. Bons cubos. NADA DE TEMPERAR, pelo amor de Deus. Aqueça bastante uma frigideira com pouco óleo. Fumacê total. Coloque um punhado (SÓ UM PUNHADO) de carne. Mexa até dourar. Não muito. A carne tem que ficar com um suquinho dentro. Ao ponto. Tire os cubos e coloque numa travessa. Espere esquentar de novo e coloque mais um punhado. Repita esta operação até toda a carne estar fritinha. Na mesma frigideira, coloque champignon Paris fresco fatiado grosseiramente e a carne previamente frita. Mexe mexe. Agora sim coloque sal, pimenta do reino, catchup (pouco), páprica doce e páprica picante. Acrescente uísque ou vodca. Mexe mexe. É tudo muito rápido. Despeje uma lata de creme de leite (ou duas, conforme a quantidade) e tá pronto. Batata frita crocante e arroz branco acompanhar. Saúde.
EMAIL DA CLAUDIA FABIANA
21 Novembro, 2009“Oi, Ivana.. Tenho acompanhado um pouco seu trabalho.. em especial através do seu blog.. sou professora numa faculdade de letras na Baixada, Rio, e, quinta passada, numa palestra sobre literatura brasileira no fórum de ciência e tecnologia, mostrei alguns blogs, e um aluno fez um comentário muito bacana quando passeamos pelo seu ‘Doidivana’: “já era tempo dos nossos escritores trocarem o chá pela rabada“.. adorei isso!”.
Eu também Cláudia!
Um beijo
HÁ 40 ANOS
19 Novembro, 2009no dia 16 de novembro de 1969 eu fui para Nova Iorque, onde passei três meses na casa dos meus tios Bosco e Regina. Eles moravam num apartamento na Ithaca St, no Queens. Foi uma viagem inesquecível. Não só pelos meus dezoito anos na época, como pela época em si (Brasil no pior da ditadura, Vietnã, etc etc). Desta incrível viagem eu não tenho uma foto sequer. Na época, a moda eram os slides. Que foram vistos na minha chegada e nunca mais até que um dia joguei tudo no lixo. Graças à internet, posso rever o outdoor colocado por John Lennon e Yoko que brilhava na Times Square e que tanto me emocionou.
Enquanto eu estava lá, o Pelé fez o milésimo gol, o presidente Costa e Silva morreu e a novela Redenção acabou. Eu levei dois compactos de presente para os meus tios: Aquele abraço, do Gil, e País tropical, do Simonal, que eram mega sucessos por aqui.
O TERCEIRO MELHOR EMAIL DO MUNDO
5 Novembro, 2009O que você faz quando encontra um email da Bruna Beber, a MAIOR POETA ESCRITORA PROMESSA CUMPRIDA DA LITERATURA CONTEMPORÂNEA, elogiando o seu livro? Publica, claro!!!
Ivana, acabei de ler o seu romance e estou perplexa. Dizendo “acabei de ler” você pode pensar que eu comecei a ler em junho, depois que saí do lançamento, e terminei só hoje. Mas não, eu comecei hoje e terminei hoje. Passei com Renata as 4 horas literárias mais entusiasmadas de 2009. Hoje foi um dia atípico na minha vida. Primeiro porque fui surpreendida por uma forte caganeira acompanhada de gripe, febrinha, febrão (ó ó rs) e molengueza no corpo. Segundo porque, em consequencia disso, não fui trabalhar. E terceiro porque pude organizar minha estante, pesquei seu livro e sentei pra ler em pleno dia útil com o solzinho de quase verão batendo no pé. Não sabia mais o que era isso. Aliás, não sabia mais o que era isso de ler um livro numa tacada só sem respirar desde que li Feliz Ano Velho aos 15 e depois com Tanto Faz aos 19. E agora aos 25 você completou a tríade dos “ininterruptos” e o Hotel Novo Mundo é dos livros que vou sempre lembrar. A gente lê tanta coisa, mas muito pouco fica. Ele ficou. Eu quero vê-lo filmado. Mas por alguém bom. Poderia ser até uma minissérie. Imagina tudo isso na telona. De qualquer forma, acho que ele merece mais, não sei o que, mas merece tudo. O Jabuti, a Tarturaga, o Buriti, o Canarinho, a porra toda. Até nos nomes dos personagens você acertou. Na verdade e na minha humilde opinião, eu acho que você não errou em nada. Eu fiquei com vontade que o livro tivesse mais 400 páginas, porque a medida que eu engolia, eu tinha vontade de parar de ler pra que ele não acabasse nunca, mas não conseguia parar de ler. Uma tortura. E aí que me deu vontade de te escrever, eu nunca escrevo pra ninguém, me deu vontade de contar histórias, me deu vontade de botar uma fralda (para prevenir a caganeira) e sair na rua só pra caminhar um pouco. A história se passa embaixo do meu nariz agora entupid o! Agora toda vez que eu for comprar pão no mercadinho da Nestor Pestana eu vou ficar pensando que os seguranças da ACM podem ser capangas do César a paisana. Não dá pra dormir agora – a história ainda está acontecendo na minha cabeça há algumas horas – mas pelo menos da grande precoupação de dezembro – as compras de natal – já me livrei: vou dar o seu livro pra geral. Quero que essa história circule circule circule circule muito por aí. Obrigada pelo livro. Com carinho e um beijo, bruna.
CARACAS!
5 Novembro, 2009
presente do meu amigo Fábio Rosé, que mora em Caracas

