Doidivana

blog da escritora Ivana Arruda Leite

EU QUERO MOCOTÓ

3 comentários

Eu não via a hora de conhecer o Mocotó. Todo mundo falando e eu na vontade. A Neide, minha prima, bam-bam-bam das altas gastronomias, outro dia foi lá numa comitiva com Nina Horta, Mari Hirata, etc. Todo mundo numa van alugada que se perdeu pelo caminho. Vale a pena ler o post. É gozadíssimo. Esse povo todo perdido na Vila Medeiros… Outro que vive falando do Mocotó é o Marcelo Katsuki – e o que ele fala eu obedeço feito carneirinho porque o cara é fera. Sem mais delongas, hoje eu, Bebel e Alê finalmente fomos ao Mocotó. Marcamos encontro na estação Clínicas do metrô e de lá começamos a romaria. Estação Paraíso. Estação Tucuruvi. Táxi até a av. Nossa Senhora de Loreto, 1100. A viagem é longa mas eu iria de joelhos pra comer o que eu comi lá. Começamos pela cerveja com torresmo. Do céu. Depois, um bolinho de tapioca com um molho agridoce bem apimentado. O céu do céu. A Bebel ficou besta de ver porque, agora, com a internet, eu chego no restaurante sabendo exatamente o que pedir. Estudo o cardápio em casa pra não perder tempo. Fui pedindo uma coisa atrás da outra. Queijo coalho, mandioca cozida na manteiga (nunca comi igual), chips de mandioca, linguiça de pernil. Com trema ou sem trema é a melhor linguiça que eu comi na minha vida. Você põe ela no pão e arremata com uma pimenta de biquinho. Festa para os olhos e para o paladar. Depois fomos para coisas mais consistentes. Eu pedi caldinho de mocotó. Levíssimo. Delicadíssimo. O Alê, mocotó com fava e a Bebel, baião de dois. Quero mais. Eu e Alê dividimos um escondidinho de carne seca. Bebel pediu um escondidinho de carne de panela. Você deve estar achando um exagero mas, calma, as porções são mini. Tudo numas cumbuquinhas na conta certa. Você quer mais e mais e mais. Cachaças não tomamos mas tem uma infinidade. Pra terminar, dividimos um sorvete de rapadura com calda de uma bebida maravilhosa lá do Nordeste que eu esqueci o nome. Café e a conta. Ulalá! Preços pra lá de razoáveis. Pé na estrada que o caminho é longo. Viemos já com saudade de tudo que comemos. O restaurante existe desde 73. Quem começou foi o seu José, um pernambucano arretado que está lá até hoje, embora tenha passado a batuta para as mãos do Rodrigo Oliveira, seu filho (esse gato super simpático aí de cima), que fez gastronomia e botou a mão no Mocotó. Olha, se você quiser companhia pra viagem, me chama que eu vou junto, pois ainda falta provar o atolado de bode, a tripinha frita, a bistequinha de porco, etc etc etc.

duas coisinhas mais: o serviço é impecável. Os garçons e garçonetes são atenciosos e a jato. E o Rodrigo é tão bacana que passou um monte de receita pra Neide colocar no blog. Está tudo lá.

Autor: Doidivana

escritora de forno e fogão

3 thoughts on “EU QUERO MOCOTÓ

  1. meus eus!!! que delícia… babando aqui!

  2. Acabei de almoçar e já me deu fome de novo. Se tem um pecado da qual sou penitente é o da gula. Vá de retro! Mas quando no Brasil, já vou incluir na minha romaria gastronômica! E já planejar minha penitência em quilômetros corridos. :o)

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