Doidivana

blog da escritora Ivana Arruda Leite

A QUINTA NOITE

2 comentários

Sei lá porque problema tecno-temporal depois da quarta tarde vem a quinta noite. Domingão. Eureka! É porque eu cheguei à noite. Tudo bem. Hoje, domingão, é a última noite que passamos aqui. Acabamos de chegar da rua. Passamos a tarde tentando enfiar as roupas nas malas. Eu vim com uma mala pequena e a minha mochila e estou voltando com essas duas abarrotadas e mais uma mala que eu comprei aqui e mais uma sacola de mão gigantesca cheia de bugiganga. Bebel e minha mãe idem. Só agora, ao ver a bagagem tomando meio quarto eu vi o ridículo da coisa. Fiquei de profundo mau humor ao perceber o peso que vou ter que carregar amanhã horas a fio, andando pra lá e pra cá. Que idiotice. Que raiva. Enfim, chegando em casa meu humor melhora e eu volto a achar tudo lindo de novo. Fechamos as malas e fomos à padaria comer faina (um tipo de cuscus de milho, mas bem fininho, delicioso) e a última empanada. Depois o Cristian veio se encontrar “conosco” e fomos ao restaurante cubano aqui pertinho. Sensacional!!! Em frente ao Pippo, que vai ficar pra próxima. De entrada, comemos coxinha de galinha empanada com um molho barbecue inesquecível. Depois eu e minha mãe dividimos um arroz à cubana: arroz, ovo frito com a gema bem molinha, banana frita e panceta. Imaginem uma comida boa pro fim do domingo. Multipliquem por dez. Era assim. Bebel e Cristian não comeram (conosco). A conta ficou 50 pesos por pessoa com 4 chopps, um coquetel de frutas pra mi mamá e um uísque pro Cristian. Arrematei com um chá de erva doce e viemos pro hotel. Cristian e Bebel foram beber a última por aí. Avisei ele bem avisadinho que amanhã partimos às 8 pro aeroporto e eu não pretendo deixar minha única hija aqui. Uma coisa engraçada durante o jantar foi ouvir minha mãe falando pro Cristian, estupefacta: eu nunca vi nada igual essas duas. Museus, Casa Rosada, Ponte da Mulher, Cemitério, Teatro Colon, elas não quiseram conhecer. Em compensação, em quatro dias conheceram mais restaurantes do que eu, que já vim pra cá cinco vezes! Elas têm mania de restaurante”. A única peninha é que eu estava tão mau humorada neste fim de noite que esqueci de levar a máquina fotográfica ao nosso last dinner. O cubano Oye Chico eu deixo pra vocês imaginarem.

Por aqui termino este diário de viagem, prometendo postar as mais de 200 fotos a partir de amanhã, tão logo chegue em casa.  Em capítulos, evidentemente. Preparem-se porque agora é que a farra começa. Adorei a companhia. Não sei o que seria de mim sem esse elo de ligação com o mundo. Isso aqui é praticamente uma ilha da fantasia. E fantasia, vocês sabem, é uma coisa muito solitária. Foi ótimo ter com quem trocar essas inconfidências maneiras. Beijos e até já.

Autor: Doidivana

escritora de forno e fogão

2 thoughts on “A QUINTA NOITE

  1. É um conforto saber que você existe.

  2. Adorei “nossa” viagem a Buenos Aires!!!!!!!!!!! Acompanhei dia a dia o seu diário de bordo, com boas risadas e agua na boca!!!! Bjs Bel Gomes

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