Doidivana

blog da escritora Ivana Arruda Leite

DUAS DÚZIAS

3 comentários

Dizem que a imprevisibilidade é o melhor da vida. Eu tenho ressalvas. Da minha parte, gostaria que as coisas boas permanecessem para sempre e as ruins fossem embora rapidinho. Inversamente, na maioria das vezes o que era doce acaba num piscar de olhos e as tragédias se sucedem uma atrás da outra. Fazer o quê? É no balanço do mar que temos que levar nosso barquinho rezando para que ele não seja devorado por um tsunami.
Esta é a 24a. crônica que escrevo nesta Revista e também a última. A diretora da Revista me disse que isto não era um adeus e sim um até breve. A verdade é que mesmo os “até breve” me comovem em demasia, até porque a gente nunca sabe quão breve ele será.
Da minha parte, devo dizer que adorei escrever a coluna, adorei o contato com os leitores, os emails, as broncas, as sugestões. Tudo que um escritor mais deseja é falar com o maior número de pessoas, conversar com seus leitores, ouvi-los e a revista me deu esta oportunidade pela qual serei eternamente agradecida.
Mais do que “coisas de mulher”, eu falei das minhas coisas, fossem de mulher ou não. Falei da Bebel, que há um ano não tinha namorado nem emprego e agora tem os dois, falei dos meus amigos, reclamei do meu trabalho (tenho esperança de que as coisas melhorem), falei do fogo que incendeia meus cabelos, minha cabeça, minha vida. Dividi com vocês minhas angústias, minhas alegrias e, ultimamente, meu empenho em parar de fumar. Quem pensa que eu estou com um cigarrinho na mão se engana. O ano novo chegou e eu continuo firme no propósito de continuar fazendo mais por mim do que o cigarro faria. Em 2005 quero emagrecer, ficar bela e ter muita inspiração para escrever cada vez mais e melhor. A literatura é o que permanece. Essa vai comigo para onde eu for.
Finalmente, com uma poça de lágrimas sobre o teclado, quero agradecer aos leitores pela paciência, pelo carinho e pela confiança assustadora em mim depositada. Que todos tenham um 2005 cheio de propostas irrecusáveis, daquelas que a gente espera a vida inteira. E que estejamos preparados para dizer sim quando elas aparecerem.

(Aqui terminam as crônicas publicadas na Revista da Folha, de fev a dez de 2004. Até um dia).

Autor: Doidivana

escritora de forno e fogão

3 thoughts on “DUAS DÚZIAS

  1. Ah, eu lembro desse dia! Fiquei tão deprimida…
    E que maravilha foi ter conhecido a Bebel e me reencontrar com seus textos depois de tanto tempo. Agora posso acompanhar seu blog com o mesmo entusiasmo com que lia a revista naqueles domingos.
    Você é e sempre será uma enorme fonte de inspiração para antigas e novas leitoras.

    Obrigada, Ivana. Um grande abraço

  2. *-*
    Faço minhas as suas palavras (ual! agora minhas palavras são legais! rsss) gostaria que as coisas boas PERMANECESSEM… (coisas boas leia-se as crônicas da Ivana!)
    Nãããão, e agora, elas acabaram! 😦 não achei que esse dia ia chegar tão rápidoo! (tá, mayara, draaama, eu não faço esse tipo de coisa, viu!!)
    Agora, meus dias vão ficar mais tristinhos sem as suas crônicas… Não te dá um dorzinha no coração??? pense só! rssss
    Trate de recheá-los com mais! (por favor de novo??? *-*)

    [tá, acho que tenho que parar de te encher, não!? rssss]

    Beijos

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