Doidivana

blog da escritora Ivana Arruda Leite

POEMETOS

1 Comentário

ESTAMPIDO

Feixe de nervos à espera do tiro
Fim ao tremor elétrico dos nervos,
ao pavor histérico dos medos.

NAUFRÁGIO EM ROTERDÃ

Andar no prumo imaginário da razão.
Estar e já não estar.
Dançar sem mover um músculo.

NO TEU PEITO

Boto o ouvido no teu peito
e lá de dentro eu escuto
teu coração batendo forte
numa dança comedida.

PROMESSA

És meu, sou tua
ainda que optemos pela sorte
de não ter o que se quis.

És meu, sou tua
ainda que por medo
de morrer de amor
percamos a vez
de ser feliz.

TULE

Em dias de dor sublimada,
em dias de lembrança da dor
(arrebentação)
expludo em câmara lenta
e tento reescrever a vida.

Autor: Doidivana

escritora de forno e fogão

One thought on “POEMETOS

  1. “És meu, sou tua
    Ainda que por medo
    de morrer de amor
    percamos a vez
    de ser feliz”

    Quantas vidas a gente deixa de viver, por que não se arrisca a morrer (de amor)?

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