Doidivana

blog de Ivana Arruda Leite

A ÁRVORE DA VIDA E A PRETENSÃO DO PONTO FINAL

5 comentários

Ontem fui ver a Árvore da Vida. Saí com menos raiva do cinema do que de Melancolia. Tirando o começo e o fim (péssimo, totalmente Chico Xavier), tem alguma coisa ali no miolo que se salva. Atores ótimos, Brad Pitt maravilhoso e um moleque de arrasar. Mas o que mata nesses filmes é a pretensão travestida de grandiosidade, grandiloquência, música clássica e fotografia “impressionantemente” bela.
Falo no plural porque esses dois filmes,  Melancolia e Árvore da vida, guardadas as diferenças, são idênticos. Inclusive com cenas explícitas do planeta Melancolia por trás dos galhos da Árvore. 
Será que eles querem dizer que depois deles não haverá mais cinema? Que os cineastas do mundo todo terão vergonha de fazer seus “filminhos” meia-boca? Que tudo já foi dito e que nunca mais ninguém vai ter o que falar? A pretensão de ter esgotado o assunto é irritante, quando não ridícula. Fora que a grandiosidade desumaniza. Estes filmes não falam de mim nem de ninguém mas de abstrações. E todos sabemos que dor abstraída do corpo acaba virando uma foto na parede, um relato descarnado do que um dia atormentou a alma humana. Esses filmes se pretendem pós-históricos? Alto lá! Quero minha história de volta! É melhor virar a página e começar tudo de novo.

5 thoughts on “A ÁRVORE DA VIDA E A PRETENSÃO DO PONTO FINAL

  1. Ivana! É bom ver que não estamos sozinhos. Achei o filme também um lago de pretensão bem chato – gostei das cenas ‘humanas’. Menos do Sean Penn que eu não entendi o que faz no filme (e acho que nem ele, na verdade).

  2. Detesto esse papo-aranha de pós-história. Pós pra quem? Aposto que o Sebastián Borensztein, de Um Conto Chinês, discorda de que não há mais nada a dizer. Idem pra molecada aqui da esquina que ensaia toda tarde “melhor banda de rock de todos os tempos”, deixando a vizinhança devidamente doida.

  3. Ivana,
    meu comentário é sobre seu post do 11 de set. Me identifiquei demais… tbm não consegui terminar um doutorado. Mas sou brasielira ( não desisto, NOT!) vou tentar novamente este ano, vou ver no que dá,umpf.A gente tem uma certa vergoinha idiota por isso, nénão?

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