Doidivana

blog de Ivana Arruda Leite

RESENHAS, ENTREVISTAS, ETC

sobre Cachorros e Contos Reunidos:

 

“Essa aridez. algum mau humor ou tédio preparam o campo fértil para que Ivana cultive as pequenas tragédias cotidianas sem nenhum apelo ao lirismo fora da estação”. Cláudia Nina, Jornal Rascunho

resenha rascunho

 

“Não acredito em final feliz”, admite Ivana. “Eu mesma só comecei a assentar depois dos 60.” Isso quer dizer que ela teria encontrado uma vacina contra os males do coração?

“Não escrevo para dar conselhos a ninguém. Não faço autoajuda feminina e estou me lixando para o que as mulheres fazem de suas vidas. Cada um que cuide de si, homem ou mulher”, esclarece. “Mas morro de dó de quem vive em função (do romance).”

Alguém chorei, não sei quem fui?

“Olha, quem cai nessa não entendeu nada”, arremata.

Anotado, Ivana. Em tinta indelével”. Bárbara Gancia, Folha de São Paulo (íntegra)

***

“São breves tragédias cotidianas, construídas por quem domina as estratégias narrativas com tal habilidade que pode chegar a colocar o conflito dramático de toda uma existência em apenas duas páginas.

As tragédias vão se transformando em tragicomédias justamente quando se tornam mais pungentes. O ingrediente fundamental é o humor, predicado, convenhamos, pouco comum em escritoras mulheres.

O humor desconstrói o drama e altera qualquer relação de poder. Nos contos de Ivana, a autoironia que as vozes femininas dominam se transforma em arma poderosa.

Não há poder masculino que possa destruir uma mulher que não teme se ver como “loba faminta e banguela”. Aí elas podem amar os cachorros. “Na impossibilidade de comer um homem, comi uma truta com amêndoas que custou metade do meu salário”. É ainda o viés do humor que se estende, sarcástico, até o erótico, ou a fantasias meio pop”. Beatriz Resende, Folha de São Paulo, (íntegra)

Barbara Beatriz

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Márcia Tiburi, Top Magazine (vídeo)

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Roberto Taddei, guia da Folha

guia da fsp

sobre Hotel Novo Mundo:

“Poderia ser mais uma história de amor e infidelidade na libidinosa paisagem carioca, se o flagrante da traição não transportasse a personagem Renata de um falido casamento de 10 anos para um novo mundo. E se essa nova realidade não tecesse histórias de vida intercaladas em um hotel-espelunca no centro de São Paulo. Ainda mais: se a esposa refinada e traída não fosse, na verdade, uma ex-prostituta e amante de um importante membro da chamada alta sociedade.

Em seu primeiro romance, Hotel Novo Mundo que será lançado no dia 4 de agosto na Travessa de Ipanema a escritora Ivana Arruda Leite conta a história de Renata, uma mulher que decide abandonar a vida no Rio. E recomeçar diante de acontecimentos que se passam no espaço de uma semana na capital paulista”. Carolina Leal, Jornal do Brasil (íntegra)

“Uma narrativa moral -porém não moralista ou moralizadora. Logo sabemos que o figurinista soropositivo é namorado do pai de santo, que o marido da dona do hotel é um boêmio que só tardiamente reconheceu a filha lésbica e que a própria protagonista fora prostituta de uma boate antes de se tornar esposa fiel.
Ivana Arruda Leite fez um relato ao mesmo tempo duro e singelo sobre a redescoberta de como “a vida pode ser simples”, de como comportamentos “desviantes” se incorporam à banalidade sem ambição -e de como o próprio romance (que já foi o mais corrosivo gênero literário) pode extrair beleza da banalidade”. Manuel da Costa Pinto, Folha de São Paulo (íntegra)

“O enredo se realiza em sete dias, o mesmo tempo que o mundo demorou para ser criado, segundo a Bíblia. A princípio, o título do hotel pode sugerir uma metáfora irônica para uma mulher em busca de outra vida. Tudo leva a crer que ela será massacrada pela realidade. “Mas o título não é nada irônico, existe a esperança”, diz Ivana. “Meu livro é otimista, está na contramão da literatura atual”. Nos dias videntes, a recusa convicta ao pessimismo impressiona”. Francisco Quinteiro Pires, Estado de São Paulo (íntegra)

Com vários andamentos diferentes, Renata entusiasma-se e emociona-se com as histórias que ouve, portando-se, de vez em quando, como uma repórter ou antropóloga a entrevistar os outros. Essa postura, muitas vezes, a afasta do cenário do qual tenta fazer parte nessa nova etapa. Cabe ao leitor e à leitora decidirem se ela conseguirá tal façanha, mesmo que o final penda para algo feliz. Mas, como se trata de Ivana Arruda Leite, há sempre que se ter desconfiança dos finais tão harmoniosos. Vale a pena acompanhar o recomeço de Renata, desde que não esqueçamos da palavra continuamente repetida por ela: “Será?”Virgínia Ma. Vasconcelos Leal, Prosa e Verso, (íntegra)

Ronaldo Cagiano

Hotel Novo Mundo

sobre Alameda Santos:

A Alameda Santos não é apenas um endereço na cidade de São Paulo. É um lugar e uma época para Ivana Arruda Leite. Quando morava na Alameda Santos, distante um quarteirão da Avenida Paulista do início dos anos 1980, Ivana vivia a liberdade de seus 30 anos“. Bernardo Scartezini, Correio Braziliense (íntegra)

“Ivana Arruda Leite não cabe no escaninho redutor da “literatura feminina”.
As narrativas, embora quase sempre protagonizadas por mulheres, recusam o registro delicado e sentimental, nada têm da névoa cor-de-rosa que paira sobre a chamada “chick lit”. Os livros trazem uma figura feminina emancipada, livre, dona de si. Sexo frágil, sim, mas que não foge à luta.
“Alameda Santos” reitera essa marca. A trama é singela: na semana entre o Natal e o Réveillon, uma mulher com pouco mais de 30 anos senta-se diante do gravador e, à medida que esvazia garrafas de vinho ou uísque, relata os principais fatos de sua vida na temporada que passou. O rito se repete entre 1984 e 1992.Marcelo Moutinho, Folha de São Paulo (íntegra)

O romance Alameda Santos se faz, então, com a base mais cara à boa literatura, aquela onde se reflete sobre o homem e sua condição. Para quem viveu a época, ele mostra como nossa modernidade, de tão frágil, não resistiu ao curso natural da vida. Para quem apenas teve noticias daquele momento, o romance conta que o fenômeno não é privilégio do tempo que descreve. A modernidade é que não resiste à urgência da vida e já dia seguinte não é nada além de passado”. Maurício Melo Jr., Rascunho (íntegra)

sobre Falo de Mulher

“No seu Falo de Mulher (ironia de título?) o cenário é dentro do olho, para fora, uma espécie de trincheira humana erguida ou cavada a partir de sobras, escombros, desvãos, desgastes, isenções de algumas mulheres: Adélia, Raquel, Isabel, Laura Christina, Doroti, Cibele e Cinara, quatro Dolores, Izildinha, Maria Marta, Berenice, Isolda, Amarilis. Estas mulheres estão dispostas lá, várias, ou a mesma. E como chama atenção Marçal Aquino na orelha do livro, Ivana poderia estar construindo um armadilha para si mesma ao perder-se num discurso feminista, ou mesmo femininozinho, o que não é nem um caso nem outro. Porque Ivana vai trabalhar com outro material, que é da vida mesmo, seja ela de onde vier, de qualquer ângulo de olhar que esteja lançado ou venha, apenas usa aqui como cartografia desse olhar o nome dessas mulheres, e uma ou outra condição de algumas delas.” Manoel Ricardo de Lima, O Povo de Fortaleza, (íntegra)

Nelson de Oliveira

Nelson

sobre Ao homem que não me quis

Mas não se iluda o leitor que esperar dos textos dela a perspectiva do sucesso absoluto, contrapondo a realidade atual com a problemática representação da figura feminina na literatura do passado (ops, na do presente também). Nem uma coisa nem outra. É impensável esperar de um texto de Ivana uma leitura agradável, doce, melosa, romântica, como é igualmente impensável esperar um texto político, comprometido com lemas de movimentos sociais, repetidos à exaustão e de modo equivocado por aí”. Liana Aragão, Revista Estudos Femininos (íntegra)

“Do baú ou mais recentes, as histórias de Ivana têm em comum cenas de infelicidade amorosa, com mulheres sofrendo por homens que as rejeitam, sofrendo a cada partida do parceiro, sofrendo porque o par ideal nunca aparece, sofrendo por amar. Leitura deprê? Nem pensar. Nos quinze minicontos — pequenos achados literários de um ou dois parágrafos — e três contos do novo livro, todos esses fracassos amorosos não derrubam as personagens diretamente na lama. Elas podem até cair, mas não sem antes cravar duas ou três observações que provocam risos no leitor.” Mànya Millen, O Globo (íntegra)

sobre Eu te darei o céu – e outras promessas dos anos 60

“Quando eu saio por aí dizendo que a Ivana Arruda Leite é o Proust da minha geração todo mundo replica: você diz isso porque é amigo da Ivana. Há uma variante: você diz isso porque não leu Proust. Eu respondo na lata: digo isso porque li me babando todo de prazer e emoções docemente regressivas essa dádiva colírica que é Eu te darei o céu(editora 34, recém-lançado), que todos os proprietários de uma coleção de cinco décadas de vida, como eu, bem como todos que almejam possuí-la um dia, não podem deixar de ler imediatamente. Antes do Proust até”. Reinaldo Moraes, jornal Rascunho (íntegra)

eu te darei o ceu

É simples contar histórias. É simples revolver a memória. É simples estimular o desejo que se foi, as diabruras de antanho, as peripécias adolescentes, a força invisível das lembranças (…) O que não é fácil é traçar um roteiro sentimental em forma de ficção, usando uma linguagem simples, acessível e direta, como fez a paulista, socióloga e contista Ivana Arruda Leite (1951), ao criar uma espécie de alter ego, Titila – apaixonadíssima pelo Rei do Iê-iê-iê, diga-se de passagem – e, com ela escrever Eu te darei o céu… e outras promessas dos anos 60 (Editora 34, 2004). E deixar que o leitor descubra a ficção, descubra o real dessa linguagem pura, de conversa de botequim, de alento”Jorge Pieiro,  jornal O Povo de Fortaleza (íntegra)

“Da inauguração de Brasília aos protestos de John Lennon, da construção do muro de Berlim à chegada do homem à lua, Eu te darei o céu… e outras promessas dos anos 60 conduz o leitor numa instigante viagem por essa época de grandes emoções. Pelas mãos de Titila, personagem semi-autobiográfica do livro, Ivana Arruda Leite nos leva a um delicioso passeio pela São Paulo dos anos 60: Beatles, mini-saia, hippies, amor livre, pílula e, principalmente, a Jovem Guarda e seu maior representante: Roberto Carlos”. portal Clube do Rei Roberto Carlos (íntegra)

Hagamenon Brito

Hagamenon Brito

Flávio Carneiro

Flavio Carneiro

Marcius Cortez

Marciu Cortez

João Luiz Marcondes

eu te darei 2

sobre 60tão

A escritora Ivana Arruda Leite promove hoje na Balada Literária o lançamento de “60tão” (ed. Edith), livro que reúne contos, poemas, HQ e depoimentos de artistas que completam 60 anos em 2011.
Além de Ivana, organizadora e autora de um dos textos, fazem parte da lista Arrigo Barnabé, Chacal, Glauco Mattoso, Laerte, Paulo Henriques Britto e Washington Olivetto, entre outros.
“Eu estava muito animada com meu aniversário. Procurei na internet uma lista de pessoas que também haviam nascido em 1951 e decidi convocá-las”, afirma Ivana”. Márcio Aquiles, Folha de São Paulo (íntegra)

matérias

lançamento do ebook Falo de Mulher na Amazon na Folha de São Paulo 

entrevista para Canto dos Livros

Do que vivem os escritores, matéria de Santiago Nazarian para a Folha de São Paulo

entrevista para O Estado de Minas

entrevista para o Estado de Minas

vídeos   

entrevista para o Entrelinhas (TV Cultura) sobre a antologia “60tão”, com Cida Moreira.

Autores em Cena, com Índigo, Itaú Cultural

entrevista para Daniela Arrais

“Como nasce uma obra quanto ao gênero”, debate no Itaú Cultural

Encontros de Interrogação, Itaú Cultural

“Inquérito” no Jornal Rascunho

programa A Máquina, de Fabrício Carpinejar

bate papo com Laerte na Balada Literária

Autores e Ideias, com Mona Dorf

entrevista para o jornal O Tempo, de Belo Horizonte:

Sempre um Papo, em Belo Horizonte

entrevista para a TV Senado

entrevista para Escritor-Leitor, Itaú Cultural

Observatório Literário, entrevista para a TV Assembléia

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