Que Deus me inspire e a inveja se cale no meu coração para que eu possa falar sobre o novo livro do Joca como ele merece.
Quando li o Do fundo do poço se vê a lua tive certeza de que o Joca nunca escreveria livro melhor do que aquele. Nem precisaria. A beleza da história egípcia o desobrigava de escrever qualquer coisa que prestasse até o fim dos seus dias. E assim foi até A TRISTEZA EXTRAORDINÁRIA DO LEOPARDO-DAS-NEVES. O Joca caminhou rente ao muro (para usar uma imagem do livro), deu a volta sobre si mesmo e acabou se emparelhando com seu melhor. O livro é fantástico, no sentido literal e não literal, mas daquele tipo de fantástico que eu gosto: fantástico realista (diferente do realismo fantástico).
Outro dia, na TV Cultura, o Joca falou que esse livro lhe foi “ditado” por alguém. Tenho certeza disso. É dos tais livros que se “recebe” (espero que dele mesmo hehehe). O livro é sensacional, de uma humanidade comovente, com tiradas espetaculares, lances de humor ensandecidos, imagens inesquecíveis, frases lapidares e um suspense que te arrebata até a última linha.
Parabéns por mais essa obra-prima, Joquinha do meu coração. Seu leopardo vai correr o mundo e te trazer fama e fortuna. E assim será.
Poderia citar inúmeras frases mas a pressa era tanta de ir em frente que não grifei. Pretendo fazê-lo na segunda leitura que começarei imediatamente. Mas cito uma que me marcou especialmente:
“…sem desconfiar como a vida pode ser complicada se não nos ativermos ao tédio dos animais, às nossas vidas monótonas, se não suportarmos a solidão diante da TV ligada”. É isso aí.
































































































