BALADA LITERÁRIA – TERCEIRO DIA

22 Novembro, 2009 por doidivana

Ontem eu só fui pra festa.

Santiago guardando mágoas antigas

Adilson

Ivan, agradecendo modestamente os elogios à sua mesa com Francisco Alvim

Copolla e Xinho em plena desavença ideológica

Eu aposto neste casal.

Esse também seria um casal viável se a Bruna não estivesse comprometida

Bruna Beber, poeta maravilhosa

Michel Melamed apareceu por lá, aflito com o tanto de baladas que ainda tinha pra ir

Marcelino e um gran poeta uruguayo que non me recuerdo el nombre

Não sei se ele é o Hugo Guimarães ou o Dani Ump (eu colando do site da Balada)

Este é o Renan, separado no nascimento do Michel Melamed

Eu e Paulo Scott

Xinho e a queridíssima Arminda, casada com um cara que mora em Ilha Bela

Um novo casal na praça

Este é o Alexandre Rodrigues, que não é poeta nem gaúcho, como eu disse no post do primeiro dia. Ele se apresentou com o Joca no Barco. Ele é escritor, carioca e mora em Porto Alegre

E dono de um perfil egípcio tipo decifra-me ou serás devorado

Michelzinho

Copolla e el Gran Xico Sá

Cacau, minha prima que estava na Mercearia

Santiago arrependido de ter brigado comigo

Um casal a se pensar

Marcelino e uma moça muito linda que eu ainda não lembrei o nome (apesar de ela ter me dito que eu já a fotografei e a legenda era: uma moça muito linda que eu não lembro o nome)

O amor explode no céu da Balada

Valéria Martins, carioca simpaticíssima

Joca com um talentoso escritor que habla espanhol

Queridíssimo Ronaldo Bressane, que demorou a aparecer mas não faltou. Com tendões desligados e tudo

Juliana e Marília

Eu e Bel Santana renovando os votos do nosso eterno amor

Xico Sá com uma muchacha semi nipônica

O Rogério, queridíssimo que nos atende com uma amabilidade que não merecemos

Valentina tira uma de Madona e fica ao lado de Jesus Ernesto Parra, poeta venezuelano


Renato e Lulina, som e imagem. Eu também aposto neste casal

Marcelo Moutinho, jornalista, escritor, carioca e torcedor do Fluminense

Bebel e a careca do França

Fim da festa

ENTRE RINHAS DE CACHORROS…

21 Novembro, 2009 por doidivana

O nome do mais recente livro de Ana Paula Maia é estranhíssimo: Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos. Ao terminar a leitura você percebe que o menos estranho é o título. A Ana Paula é fera! Eu já tinha lido e gostado muito d”O habitante das falhas subterrâneas (seu primeiro livro). Mas nesse (que encerra duas novelas) ela está ainda mais afiada e vai mais longe. Certeira, não se desvia um milímetro do caminho originalíssimo que trilha. Tenho medo de falar sobre o que trata o livro porque, caso eu soubesse, não teria aberto a primeira página e teria perdido uma preciosa leitura. Sangue, sangue e mais sangue. Tripas, rins, fígado, intestino. Cachorros e porcos sendo estripados, rins (humanos!) sendo arrancados com canivete em meio a um bate papo qualquer. Com tudo isso, acredite se quiser: é uma das leituras mais gostosas e divertidas que fiz recentemente. O livro é hilário. O realismo da Ana Paula vai tão fundo que dá a volta e vira fogos de artifícios, luta na lama, Pulp Fiction, um quadro do Pollock, uma celebração enlouquecida da miséria humana (sempre ela).  Se você quer passar uma hora (o livro é pequeno) com uma autora capaz de te provocar as mais loucas sensações, corre atrás. Ao terminar, não estranhe a poça de sangue que haverá sobre seus pés.

EMAIL DA CLAUDIA FABIANA

21 Novembro, 2009 por doidivana

“Oi, Ivana.. Tenho acompanhado um pouco seu trabalho.. em especial através do seu blog.. sou professora numa faculdade de letras na Baixada, Rio, e, quinta passada, numa palestra sobre literatura brasileira no fórum de ciência e tecnologia, mostrei alguns blogs, e um aluno fez um comentário muito bacana quando passeamos pelo seu ‘Doidivana’: “já era tempo dos nossos escritores trocarem o chá pela rabada“.. adorei isso!”.

Eu também Cláudia!

Um beijo

BALADA LITERÁRIA – SEGUNDO DIA

21 Novembro, 2009 por doidivana

A primeira mesa do dia: Marcio Souza, Maria José Silveira e André Sant’anna mediados por Carlos Herculano Lopes. Eu queria ter ouvido mais o André e a Zezé, mas não havia como cessar o jorro caudaloso do escritor amazonense.

De lá fomos almoçar no São Cristóvão. Índigo tenta explicar pro marido porque está desaparecida de casa há dois dias

A foto é horrorosa, eu sei. Mas eu precisava registrar esta alheira na brasa, a melhor que comi em toda a minha vida.

A mesa da Balada. Adrienne Myrtes e Nicolas Behr

Marcelino e uma fã (assídua frequentadora deste blog) que veio especialmente de Campinas pra Balada.

A ala venezuelana da Balada. Escritores de Caracas

André Santanna e Patrícia.

Zezé junta-se à nossa alheira.

Bebel só comeu uma saladinha

Carlos Herculano Lopes

Mais uma foto pra minha coleção histórica de “familia de escritor”: Índigo e Flávia, sua irmã.

Reencontrei uma velha amiga na Livraria: Judith Zuquim

À noite, show no SESC Pinheiros com Vitor Araújo, o meu bebê

Rubi, que tem pérolas na garganta

Sergio Vaz, da Coperifa


Olívia Araújo, estrelíssima

A monumental Fabiana Cozza, que quase nos mata de tanta emoção

O Capão Redondo se encontra

Ferrez e Marcelino

Da Lua, um assombro de percussionista

Andrea e o nosso Vitor Araujo, pra quem qualquer adjetivo abaixo de gênio é pouco.

Com essa carinha de emo, o menino ARREBENTA no piano.

A Família Pernambuco: Fernando, Patrícia e Lucas

e os pernambucanos: Chris, Wellington e Bruno, da Freeporto, lembram?

Depois do magistral espetáculo, eu e Andréa fomos comer a não menos magistral moela com fritas do Filial. Andrea: eu não sei o que aconteceu mas NÃO TEM NENHUMA FOTO DA MOELA! Ela se auto desintegrou. O único registro é o sabor divinal impresso na nossa memória. A ser reativado em breve.

Depois da moela, caímos de boca na caipinha de frutas vermelhas do Filial, que é digna de todas as notas


Achei melhor escrever a legenda num guardanapo pra não esquecer.

Que tal se déssemos uma chegada na Mercearia, só pra falar tchau?

Na Merça, Bebel conversava com escritores venezuelanos

e eu abracei Marcelino pela milésima vez e lhe agradeci pela Balada pela milésima vez. Não é qualquer um que faz um evento desse nível no Brasil.

Helena Castello Branco, da Brasil 2000FM (que está cobrindo a balada para a rádio) e Ulisses Santiago, arquiteto navegando pela primeira vez nas águas da literatura

Eu e Andrea resolvemos pedir a caipinha de frutas vermelhas da Merça pra comparar.

“Não faz feio”, foi o veredito de Andrea

Eu também quis uma lasquinha dessa caravela


Joana combina a blusa com a bebida que bebe

Esses caras pretendem levar a Balada Pra Caracas. Eu e Bebel fazemos parte do pacote.

Marquinhos, numa pose Bel Santana

o queridíssimo Neto com Joana

Marquinhos manda beijo para todos os leitores.

Aqui tem mais fotos da Balada

BALADA LITERÁRIA – PRIMEIRO DIA

20 Novembro, 2009 por doidivana

Como eu trabalhei até às 2h, eu perdi a primeira mesa com o homenageado deste ano: João Silvério Trevisan. Quando cheguei na Livraria da Vila estava rolando a mesa dos novos autores. Fabrício Corsaletti, Adrienne Myrtes, Ismael Caneppele e Micheliny Verunsck conversando com Samuel Leon.

No café, Andréa del Fuego, toda fresquinha, de banho tomado.

Maria José Silveira

A minha mesa, com Noemi Jaffe e Marcelo Coelho. Heloísa se atrasou um pouco porque ficou presa no trânsito

mas logo chegou e arrasou. A mesa foi MUITO legal.

Conhecer a Heloísa foi uma imensa alegria. Saber que ela é minha “tiete” e lê tudo que eu escrevo, me levou ao céu.

Noemi, muito querida, teve que levar travesseiro pra apoiar as costas de tanta dor na coluna que ela estava.

De lá fomos para o SESC Pinheiros, na mesa com Marcelo Moutinho, José Luiz Peixoto (português) e João Melo (angolano)

Adrienne Myrthes totalmente Bonequinha de Luxo.

Jomar Muniz de Brito disse que eu faço literatura de sedução. Adorei!

Este é o Zeca, um leitor que levou meu primeiro livro (aquele super esgotado) para eu autografar.

Depois fomos ao barco. Ivam Marques e o grande escritor recifense Sidney Rocha

Lulina, cantora e compositora de primeira linha que está chegando pra arrebentar

Bebelzinha, toda luminosa

Samuel Leon, editor da Iluminuras, que vai publicar meu próximo romance

Lucas, um filho bastardo do Manuel da Costa Pinto

Samir Mesquita

Gabriel Pinheiro dando as boas vindas ao povo da Balada

fotos de escritores de Edson Kumasala em exposição

Edson Cruz num momento pensativo

Pedro Américo e Jomar

Lulina cantando

Nossos pezinhos: Ivana, Andrea e Índigo

Joca e um outro poeta se apresentam

Edinho e um rapaz muito simpático


Joaninha

Quatro mocinhas de estampado

Bebel e o escritor português

Olha quem chegou! Fabrício Carpinejar


Duas amiguinhas tendo um ataquinho

Alguém apareceu com um leque

Olé!

Marilia Neustein anotando tudo pra coluna do Estadão

Renato, uma Parada

Bel de gueixa

Fernanda D’Umbra de Fernanda D’Umbra

Paulo Scot

papo de fotógrafos


O que que o Ivana quer que eu faça com essa porra?

Carolzinha linda


Rafael Grampá em cima e embaixo

Manu Maltez, grande ilustrador e etc

Gabriel

Marcelino tomando a fresca

Lulina

Rafael e Carol se pegando

o Chris, de Recife

que também se abanou.

HÁ 40 ANOS

19 Novembro, 2009 por doidivana

no dia 16 de novembro de 1969 eu fui para Nova Iorque, onde passei três meses na casa dos meus tios Bosco e Regina. Eles moravam num apartamento na Ithaca St, no Queens. Foi uma viagem inesquecível. Não só pelos meus dezoito anos na época, como pela época em si (Brasil no pior da ditadura, Vietnã, etc etc). Desta incrível viagem eu não tenho uma foto sequer. Na época, a moda eram os slides. Que foram vistos na minha chegada e nunca mais até que um dia joguei tudo no lixo. Graças à internet, posso rever o outdoor colocado por John Lennon e Yoko que brilhava na Times Square e que tanto me emocionou.

Enquanto eu estava lá, o Pelé fez o milésimo gol, o presidente Costa e Silva morreu e a novela Redenção acabou. Eu levei dois compactos de presente para os meus tios: Aquele abraço, do Gil, e País tropical, do Simonal, que eram mega sucessos por aqui.

A LUA DE MEL DA BELA ADORMECIDA

16 Novembro, 2009 por doidivana

Na manhã seguinte, a alegria de Amelinha foi descobrir que o fuso da roca da Bela Adormecida não serve só pra furar o dedo e fazer sangrar a princesinha. Ele também serve pra fiar.

(contículo do meu livro Ao homem que não me quis)

E aí, se preparando pra Balada Literária?

LIRA NETO PEDE A BÊNÇÃO AO PE. CÍCERO

16 Novembro, 2009 por doidivana

Hoje, a partir das 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na loja da Cia. das Letras), Lira Neto, escritor de inquestionável talento, biógrafo e pessoa queridíssima estará autografando a sua biografia sobre o Padre Cícero. Imperdível. Tipo primeira da fila.

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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

14 Novembro, 2009 por doidivana

apesar de ser 6a. feira 13, a viagem foi ótima e eu ainda ganhei um perfume do Boticário (de café) que foi sorteado entre os passageiros.  Levamos a chuva pra POA. Foi a gente chegar e o toró desabar.

Imagem 001 copyo primeiro almoço: eu, Bia Bracher, Sandra (organização) e Jean Pierre Faye, um folósofo francês muito badalado, que manja tudo de totalitarismo, além de escrever ficção também.

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às 2h eu fui assistir à palestra da Índigo, na parte infantil da Feira.

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a platéia mirim

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tive o prazer de conhecer o mui simpático Ernani Sso.

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e a Ana Mello

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um café no hotel antes da minha mesa

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Beatriz Bracher, Ivana Arruda Leite, Luiz Paulo Faccioli e Fabrício Corsaletti falando

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para um único leitor! Esse ano a feira teve 180 palestras. É impossível conseguir público pra tanta gente. Acho que esse história de  levar escritor pra lá e pra cá precisa ser repensada. Eu me sinto meio esquisita de ir pra tão longe, ter avião de graça, hotel, e falar pra uma única pessoa.

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duas, contando com a Cíntia.

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Depois, fomos para o Barranco, uma churrascaria deliciosa. O filósofo foi junto e se divertiu.

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Cíntia Moscovich e Índigo

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eu e Luiz Paulo afiando nossos talheres

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Fabrício morre de saudade da sua amada e faz inúmeras ligações

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carne, queremos carne!

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comemos pra caramba

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Fabrício e Cintia só no parlez français

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Na volta pro hotel, tomamos mais uma cada um

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Acho que deu.

Imagem 045 copyFeliz é a Índigo, que mantém a classe até o fim.

UMA QUESTÃO DE MÚLTIPLA ESCOLHA

12 Novembro, 2009 por doidivana

Clara e eu tínhamos a mesma idade e dávamos aula na mesma escola quando nos conhecemos. Uma escola gigantesca, milhares de alunos. Nos esfalfávamos de uma sala para outra, atrás do minguado salário. Giz, gritaria, aluno pra fora da sala, montanhas de prova pra corrigir.
Assim que cheguei ao colégio tornamo-nos amigas. Parecíamos as únicas sobreviventes naquele mundo de gente à espera da aposentadoria, da pizza do domingo à noite, da morte. A turma da pizzaria, como os chamávamos. Nós duas, ao contrário, aos fins de semana campeávamos pelas estepes solitárias da cidade. “Quinhentas pessoas por metro quadrado e nós sem ninguém”. Mas entre a pizzaria e a ronda solitária, sempre escolhíamos a alternativa B de batom, beijo, boca vazia. Já entre os problemáticos lobos que encontrávamos e os pacatos colegas de serviço, marcávamos a alternativa A de amor, aflição, ansiedade.
Não me lembro quando me percebi apaixonada por Clara, mas a constatação deu-se sem susto. Na minha vida a paixão sempre irrompe de golfada e não costumo impedir-lhe o fluxo. Abro as comportas e deixo encher as cisternas. O difícil é fechar as torneiras depois da inundação. Mas entre a seca e a inundação, a resposta correta é a alternativa C de casos complicadíssimos.
Certa manhã deixei um bilhete na caixa de correspondência de Clara:
“Acho que nossa relação dá o maior pé. Te quero. Assinale a alternativa correta:
a) esqueça essa história.
b) me esqueça.
c) I love you too.
d) deixa rolar, o que tiver que ser será.”
Temi que minha declaração pudesse chocá-la, mas não, ela sorriu ruborizada e foi tomar café. Ao toque do segundo sinal saí correndo e entrei na primeira sala que encontrei aberta. Dei a melhor aula que já se teve notícia no sistema solar: os desertos floriam, as geleiras pegavam fogo, os oceanos estavam de novos cristalinos. A devastação terminara.
Ao final do período, quando fui guardar o avental no armário, vi ali um minúsculo papelucho que rapidamente coloquei dentro da bolsa. Eu o leria em casa, depois da vodca.
Resposta absolutamente certa. No dia seguinte, enviei-lhe a questão número dois:
“Venha jantar comigo esta noite. Tomaremos vinho e morreremos de rir falando da vida alheia. Assinale a alternativa correta:
a) convite aceito, às oito estarei chegando.
b) Hoje não posso, talvez outro dia.
c) Não quero.
d) Deixa rolar, o que tiver que ser será”.
Para minha alegria, a resposta estava certa de novo. No dia seguinte enviei-lhe a terceira.
Assinale a alternativa correta:
a) isto é um sonho e já vai passar.
b) Isto não é um sonho, mas já vai passar.
c) Isto não vai passar.
d) Deixa rolar o que tiver que ser será.
Não erra uma, a danada!
Estávamos na mesa de um bar quando rabisquei a próxima:
“Comprei um cd da Cássia Eller para ouvirmos juntas. Assinale a alternativa correta:
a) excelente idéia, pode pedir a conta.
b) Não posso, tenho de acordar às sete.
c) Detesto a Cássia Eller.
d) Deixa rolar o que tiver que ser será”.
Resposta absolutamente certa. Celebrávamos antecipadamente a colheita que teríamos no equinócio da primavera, quando o eixo da terra estiver enfim rolado até o limite máximo de aproximação com o sol; os frutos seriam saborosíssimos tínhamos certeza. Nunca tive aluna tão aplicada em vinte anos de magistério.
Hoje, depois de tanto tempo, eu lhe passo a questão de número 826 num guardanapo de papel:
“Assinale a alternativa correta:
a) atum.
b) muzzarela.
c) gorgonzola com catupiry.
d) deixa rolar, o que tiver que ser será”.
Conto publicado no Histórias da Mulher do Fim do Século.

***

Amanhã estou indo para Porto Alegre participar de uma mesa na Feira do Livro com Beatriz Bracher e Fabrício Corsaletti, mediados por Luiz Paulo Faccioli. Se puder, apareça que vai ser um prazer. A viagem é curta mas prometo fotos.