FREEPORTO – SEGUNDO DIA

9 Novembro, 2009 por doidivana

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no sábado acordamos, tomamos café e…

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Santiago colocou o dvd do último show do Roberto
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Paulo Scot disse que era demais pra ele e foi andar

Imagem 063 copyde manhã, Marcelino foi dar a oficina de “como cuidar do seu pinguim de estimação”. Eu e Santiago fomos almoçar no Guaiamum Gigante

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Imagem 064 copySantiago se esmerou no martelinho

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eu desisti rapidinho. Primeiro, porque não tinha guaiamum gigante. Só médio. Depois porque é muito trabalho pra pouca carne

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O mix de frutos do mar estava bem melhor

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Imagem 074 copyalmoçamos e fomos correndo pra Rua da Moeda. A mesa do Santiago era às 15h

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Imagem 077 copyEu achei o Cris, que entrevistou o Santiago, a cara do próprio. Pra variar, ninguém concordou.

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Imagem 079 copyO pessoal imprimiu um conto do Santiago num folheto tipo cordel e distribuiu pra platéia. Uma graça.

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Marcelino e Artur acompanham a leitura

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ao fundo, um painel muito bonito de um artista genial que eu esqueci o nome.

Imagem 084 copyO nome desse escritor eu também esqueci Claro! Esse é o Higgo, um assíduo frequentador do Doidivana que me levou um livro pra autografar.

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Esse eu sei: é o Wilson Freire, primo do Marcelino, que vem pra Balada.

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Wilson, Marcelino, Sidney, (esqueci) e Leandro

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Esta é a Cida Pedrosa, de quem me senti “irmã” literária.

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Esta Raposa (um raposão muito bem apessoado, aliás) passeou pela Freeporto o tempo inteiro.

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este é o tapete vermelho onde aconteceram o lançamento dos livros.

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Lançamento MESMO! Ou seja, arremesso. Estes foram os três primeiros concorrentes

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os livros passaram por antidoping

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o escritor corria na passarela e lançava.

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Uma comissão media a quantos metros o livro foi arremessado

Imagem 096 copya raposa anunciava a aclassificação

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eu lançando Ao homem que não me quis

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Tive a grata surpresa de encontrar a querida Jael tomando cerveja na calçada. Ao lado, Wilson e Lúcia.

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Santiago se recusou a participar do lançamento. Enquanto isso, foi ao shopping comprar um óculos novo

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de lá, eu e Santiago fomos com uma turma para um sambão muito animado onde valia tudo. No salão, muito homem com homem e mulher com mulher.

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Neste lugara maravilhoso eu tomei a MELHOR caipirinha de pitanga da minha vida. Tomei três!!!

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e fiquei assim

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Santiago só samba no dedinho

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foi pego à força

santiago piscina

Lá pelas 11 da noite eu cansei e viemos pro hotel. Santiago caiu na piscina

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deu uma fominha e a gente pediu um camarão ao alho e óleo, delicioso

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Acreditem se quiser. Depois do sambão, da piscina e do camarão, Santiago foi ver os emails

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à meia-noite ele foi se encontrar com Marcelino no último evento da noite: um chá dançante numa ex-casa de tolerância. Eu fui fazer naninha porque, pra mim, tava de bom tamanho.

Fim do segundo dia.

Amanhã continua

SITE DA BALADA LITERÁRIA

9 Novembro, 2009 por doidivana

Programação completa e demais informações sobre a Balada Literária aqui:

www.baladaliteraria.zip.net

 

FREEPORTO – PRIMEIRO DIA

9 Novembro, 2009 por doidivana

Estou chegando de Recife, onde tive a honra e a alegria de participar da primeira Freeporto naquela cidade. A festa foi divertidíssima, conforme vocês verão nas fotos que postarei a seguir (tenho arsenal, pelo menos, pra três dias. Não percam!). Eu adorei a cidade, as pessoas e fiquei emocionada com o carinho com que fui recebida. O resto vou contando enquanto mostro as fotos.

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Marcamos de nos encontrar às 6h30 da manhã na estação Vila Madalena. Santiago ficou muito bravo. “Pô, essa é a hora que eu tô indo dormir”.

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óculos escuro sempre disfarça

Imagem 003 copycafé no aeroporto pra acabar de acordar

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Imagem 006 copyeu e Santiago de máquina em punho os três dias

Imagem 007 copycomo tínhamos um tempinho, cada um abriu seu laptop. Eu só olhando.

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chegamos no hotel depois de uma viagem maravilhosa e qual foi a primeira coisa que o Marcelino fez? Abrir o laptop.

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Santiago foi pra piscina se refrescar
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Eu ainda estava comportadíssima.
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Paulo Scot já esperava por nós numa ressaca federal do dia anterior.

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Fomos almoçar no Parraxaxá, um restaurante delicioso de comidas típicas nordestinas.

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meu pratinho light: bode, peixe, língua, pirão, feijão verde, queijo coalho, cuscuz, etc etc etc

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hora de começar os trabalhos

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depois do almoço, uma andada pela orla e sentir a brisa recifense. Inesquecível

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três gatos que encontrei por lá dando sopa.

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Cuidado, você pode não sair viva desta história.

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Os gatos aconselham manter distância

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na volta do hotel, o que os meninos fizeram???? Dá-lhe laptop.

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Eu só no café, ouvindo o barulho do teclado.

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À noitinha, Marcelino me levou pra conhecer Olinda e comer tapioca vendo Recife ao longe. Que coisa maravilhosa!

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toalhas à venda

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Cantadores de Olinda

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Hora de ir pra Freeporto, no Recife antigo. Rua da Moeda.
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Este é Bruno, um dos organizadores

Imagem 034 copyEste é Artur, o segundo organizador. E tem também o Wellington, o terceiro cavaleiro do apocalipse. A Freeporto nasceu da coragem, do talento e da cara de pau destes três belos rapazes.

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Na sessão de abertura, Jomar Muniz de Brito apareceu e distribuiu apitos pra todo mundo. Virou um carnaval.

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Imagem 042 copyDepois da abertura, as pessoas iam pra esta janela e liam seus textos para a galera que lotava as calçadas e que gritava lá de baixo: pula, pula, pula.

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felipe

Felipe, um querido leitor que fez questão de me conhecer.

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Também fã de Santiago Nazarian.

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Esta figura circulava pela praça dando um toque de Carnaval de Veneza à Veneza brasileira.

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Depois do pula, pula foi a vez do lançamento da pedra fundamental da literatura contemporânea brasileira: uma pedra de gelo.

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Daqui pra frente, devo confundir muitos nomes. Perdoem-me e corrijam-me. Este é o Pedro Américo e a esposa, que virão pra Balada Literária em 20 de novembro. O outro é o Paulo Scot.

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amigo copyEste é Delmo Montenegro, um cara super simpático e talentoso que eu não lembro o nome com a também simpática e talentosa esposa (ou namorada)

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Depois da meia-noite, chegou a minha hora e eu fui pro hotel mas a festa foi muito além.

Fim do primeiro dia.

Amanhã continua…

O TERCEIRO MELHOR EMAIL DO MUNDO

5 Novembro, 2009 por doidivana

O que você faz quando encontra um email da Bruna Beber, a MAIOR POETA ESCRITORA PROMESSA CUMPRIDA DA LITERATURA CONTEMPORÂNEA, elogiando o seu livro? Publica, claro!!!

Ivana, acabei de ler o seu romance e estou perplexa. Dizendo “acabei de ler” você pode pensar que eu comecei a ler em junho, depois que saí do lançamento, e terminei só hoje. Mas não, eu comecei hoje e terminei hoje. Passei com Renata as 4 horas literárias mais entusiasmadas de 2009. Hoje foi um dia atípico na minha vida. Primeiro porque fui surpreendida por uma forte caganeira acompanhada de gripe, febrinha, febrão (ó ó rs) e molengueza no corpo. Segundo porque, em consequencia disso, não fui trabalhar. E terceiro porque pude organizar minha estante, pesquei seu livro e sentei pra ler em pleno dia útil com o solzinho de quase verão batendo no pé. Não sabia mais o que era isso. Aliás, não sabia mais o que era isso de ler um livro numa tacada só sem respirar desde que li Feliz Ano Velho aos 15 e depois com Tanto Faz aos 19. E agora aos 25 você completou a tríade dos “ininterruptos” e o Hotel Novo Mundo é dos livros que vou sempre lembrar. A gente lê tanta coisa, mas muito pouco fica. Ele ficou. Eu quero vê-lo filmado. Mas por alguém bom. Poderia ser até uma minissérie. Imagina tudo isso na telona. De qualquer forma, acho que ele merece mais, não sei o que, mas merece tudo. O Jabuti, a Tarturaga, o Buriti, o Canarinho, a porra toda. Até nos nomes dos personagens você acertou. Na verdade e na minha humilde opinião, eu acho que você não errou em nada. Eu fiquei com vontade que o livro tivesse mais 400 páginas, porque a medida que eu engolia, eu tinha vontade de parar de ler pra que ele não acabasse nunca, mas não conseguia parar de ler. Uma tortura. E aí que me deu vontade de te escrever, eu nunca escrevo pra ninguém, me deu vontade de contar histórias, me deu vontade de botar uma fralda (para prevenir a caganeira) e sair na rua só pra caminhar um pouco. A história se passa embaixo do meu nariz agora entupid o! Agora toda vez que eu for comprar pão no mercadinho da Nestor Pestana eu vou ficar pensando que os seguranças da ACM podem ser capangas do César a paisana. Não dá pra dormir agora – a história ainda está acontecendo na minha cabeça há algumas horas – mas pelo menos da grande precoupação de dezembro – as compras de natal – já me livrei: vou dar o seu livro pra geral. Quero que essa história circule circule circule circule muito por aí. Obrigada pelo livro. Com carinho e um beijo, bruna.

CARACAS!

5 Novembro, 2009 por doidivana

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presente do meu amigo Fábio Rosé, que mora em Caracas

GAROTO

4 Novembro, 2009 por doidivana

Quando a morte se põe a sapatear, arrebenta o frágil vidro que temos sob os pés e não há mais onde se segurar. A vida é o inferno, o inverno, verão. A alegria é a exceção, disse-me o profeta. O que dizer depois disso?
Desta vez não farei um gesto para estancar a hemorragia. Não darei telefonema, não ligarei a televisão nem rezarei. Deus assistirá a tudo discretamente lá do seu lugar, sem mexer uma palha, sem mudar um jota do meu texto.
Tenho três balas no tambor. Uma para mim e uma para cada um dos meus cachorros. Minha filha dorme no quarto ao lado, mas ela pode muito bem esquentar sanduíches no micro-ondas.
Quando abrirem o quarto, um quarto do meu sangue já terá se misturado ao sangue dos meus cachorros. Todo sangue escoa para o mesmo fosso. No fosso, um par de sandálias havaianas e uma cesta básica: a miséria absoluta; no estômago, resto de pizza do jantar, borracha amarela endurecida e um fiapo de cebola no vão dos dentes. Sempre fui assim: meio mussarela, meio calabresa; no coração, além do furo, uma foto da infância, um poema e a última frase interessante que ouvi; na tela do computador, um arquivo com meu nome.
Salvo engano, este ano a dor chegou mais cedo. Em setembro já a vejo pendurada na árvore com bola de natal. Bala de metal varando o coração das cadelas. Faca sem corte, corte sem sutura, ficção, infecção, pus. Pus tudo dentro de mim. O olho do cão verterá uma única lágrima.
Quando estou deprimida, minha filha sempre me oferece bombons: come um Garoto que passa. Nunca aceitei. Gorda deprimida é ainda mais triste. Mas até que esse de ameixa é gostosinho, melhor que o de abacaxi. Provarei todos até o dia clarear.
Quando a carta que coloquei no correio chegar às mãos do profeta, talvez ele pense: vou ligar para agradecer carta tão bonita, mas a morte é mais rápida no gatilho. Mesmo assim, ainda há tempo para um cigarro, tenho cigarros para a noite inteira.
Guardo meus cigarros no freezer porque gosto deles geladinhos. Morte em cubinhos umedecendo o uísque, barulho de cascavel no fundo do copo. A vida é gelo que derrete com o calor da mão. Não se pode tocar que ela se desfaz.
Conheci Jeremias no dia 28 de dezembro. A atriz fora assassinada aos dezoito anos com dezoito tesouradas, na cidade não se falava em outra coisa. Quantas tesouradas teria levado Jeremias? Duas mil? Não, Jeremias é pouco mais que um Garoto, vê-se logo.
Trocamos algumas cartas, nos encontramos algumas vezes, sempre cem (100) toques. É este o limite.
No começo chamava-o de querido, hoje não posso mais. Proibido ultrapassar, proibido pisar na grama, proibido comer lombo de mulher. Alimentação rigorosamente kasher.
Quando Jeremias olhou-me pela primeira vez, o Senhor perguntou-lhe: o que vês? Vejo uma amendoeira, respondeu. O Senhor perguntou-lhe novamente: o que vês? E Jeremias respondeu: vejo uma caldeira fervente cujo vapor toma a direção norte-sul. Vai na direção oposta, ordenou-lhe o Senhor.
Quando a carta chegar às mãos do profeta, Babilônia não mais existirá. Talvez ele me ligue: que carta mais linda! Eu lhe perguntaria numa excitação infantil: verdade? Mas o profeta nunca saberá que tem boca de bombom.

(Conto do meu livro Histórias da Mulher do Fim do Século)

RECIFE LÁ VOU EU, RUMO À FREEPORTO

2 Novembro, 2009 por doidivana

Nem sei há quanto tempo, pelo menos de 2001 pra cá, quando conheci Marcelino Freire, eu ensaio conhecer Recife e nunca deu certo. Agora vai dar! Sexta-feira partimos eu, Marcelino e Santiago Nazarian para a Freeporto, uma festa literária mucho lôca e sensacional que acontece em Recife nos dias 6, 7 e 8 de novembro. Sim, os mesmos dias da Fliporto. Mas ao que parece, a Freeporto é nota zero de comportamento. O avesso das festas pomposas e bem-comportadas que se vê por aí. Nessa matéria do Carpeggiani dá pra ter uma idéia do clima irreverente e bem humorado do pessoal. Artur Rogério, Bruno Piffardini e Wellington de Melo, o clã Urros Masculinos, são os organizadores. Soube hoje que no dia 6 à noite, 6a. feira, eu lerei meus textos de uma sacada do primeiro andar em algum lugar da cidade. Pra vocês sentirem o clima, a oficina que o Marcelino vai dar chama-se:  Quem ama educa: como cuidar bem do seu pinguim de geladeira. Vai ser muito divertido. Estarei lá fotografando tudo pra vocês. A programação completa e mais informações aqui.

A BALADA TÁ CHEGANDO

1 Novembro, 2009 por doidivana

Pra quem não sabe (duvido que alguém), a Balada Literária é o maior evento de literatura de São Paulo e, quiçá, do Brasil.  Este ano ela acontece de 19 a 22 de novembro. O elenco é blockbuster total. Na 5a. feira, 19.11, às 16h30 eu estarei na Livraria da Vila conversando com Heloísa Buarque de Holanda, Marcelo Coelho e Noemi Jaffe. Não é uma honra? Veja aqui todos os convidados da quarta edição da Balada Literária.

SATYRIANAS

31 Outubro, 2009 por doidivana

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a mesa composta por Santiago Nazarian, que não estava no programa, Contardo Caligaris, eu, Carlos Hee e Marcelo Rubens Paiva

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Santiago e Rodolfo Garcia Vasquez

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João Baptista e um amigo

marcosamigojb copyMarcos, João Baptista e o amigo.

Depois da mesa, fui almoçar no Smoky Jô, rua Mourato Coelho, 25. Um restaurante especializado em defumados.

baby jo copyBaby Jô – supremo!!!

molho

molhos diversos

salada

salada de batata, repolho e cebola. Recomendo VIVAMENTE!

OS DESMANDAMENTOS

28 Outubro, 2009 por doidivana

O Leandro Leite Leocádio é um escritor, jornalista, publicitário, etc que tem um blog chamado Os Desmandamentos. De vez em quando ele pede para um escritor escrever seus dez desmandamentos. Desta vez, a escolhida fui eu. Vai lá ver que tá bem engraçado.