GILDA

Nunca houve mulher como Gilda. Ruim como a peste. Seu prazer era atazanar a vida de quem estivesse ao redor. Na hora de escolher a profissão, foi ser manicure. Sangrava as clientes de propósito só para vê-las pulando na cadeira. Um dia foi chamada para fazer o pé de Damião. Achou o pé do rapaz tão lindo, tão macio, que não teve coragem de feri-lo. Pela manhã, ao vê-lo nu sobre a cama, comentou como se fosse sem querer: sabe que eu pensei que seu pinto fosse maior?

 

(publicado no meu livro Ao homem que não me quis, ed. Ediouro)

2 Respostas para “GILDA”

  1. bosquinho da viola Diz:

    O Gilberto Gilda!!! Beijos

  2. Simone Diz:

    simplesmente o melhor texto que li nos últimos tempos! ai que vontade de conseguir escrever algo assim!

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